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27 de setembro de 2008

feira da praça XV - 27/09/2008

Dia de compra única. Hoje a feira estava bem vazia, acho que foi o tempo instável que assustou os vendedores. Mais de 1/3 dos espaços não estava ocupado.

IMENSO consumée Nadir, em excelente estado, encontrado num vendedor de chão, na periferia da periferia da feira (é, esta feira da praça XV é como o Inferno de Dante, tem vários círculos, e quanto mais se desce, mais assustador, e às vezes repugnante, o ambiente. Mas às vezes vale o sacrifício).



Ele é tão grande, que o píres é maior (19 cm diâmetro) do que um prato de sobremesa (tamanho padrão em torno de 18 cm diâmetro). O prato de lanche (22 cm diâmetro) é quase do tamanho de um pranto de jantar padrão (23 cm diâmetro).

detalhe da alça:

26 de setembro de 2008

compras no ML


xícara de café Cerâmica Matarazzo; decalque da Fábrica Fontana S/A, de Curitiba



prato de sobremesa Porto Ferreira, déc. 1930



prato de sobremesa Adelinas, 1937/1942



Jarra Celite

18 de setembro de 2008

A Era Weiss


Cerâmica guarda história de apogeu e fracasso

Fábrica que marcou a industrialização de S. José enfrenta resultado da falência e cobrança de ex-funcionários

por Ricardo Moura
25/12/2002
site Vale Paraibano
http://jornal.valeparaibano.com.br/2002/12/25/sjc/cerami1.html

Um grupo de 80 ex-funcionários da Cerâmica Weiss de São José dos Campos luta há seis anos para receber os direitos trabalhistas que ainda não foram pagos após o fechamento da empresa, em 1996.

A situação seria igual a de várias outras empresas não fosse o fato de a luta desses funcionários revelar a história de uma fábrica que marcou a vida da cidade entre as décadas de 40 e 90.

A história da Cerâmica Weiss começa em 1923, quando o italiano Eugênio Bonádio constrói a primeira fábrica de São José. Ela recebe o nome de Fábrica de Louça Santo Eugênio. Nessa mesma época, chega à cidade a família Weiss, também de origem italiana.

Das seis filhas de Eugênio Bonádio, duas se casam com os descendentes dos Weiss. Ines Bonádio se une a Roberto Weiss e Sergia Bonádio, à Mário Weiss. Após o casamento, eles decidem deixar a Fábrica de Louça Santo Eugênio para fundar seu próprio negócio.

É assim nasce, em 1942, a Cerâmica Weiss. O cenário não era dos melhores porque o mundo estava no auge da 2º Guerra Mundial. No entanto, a crise internacional não afetou a disposição e criatividade dos jovens que queriam fazer sucesso nos negócios.

As mulheres assumiram a criação artística da cerâmica. Eram elas quem realizavam a criação das louças, vasos e enfeites que seriam produzidos para a venda. Os homens por sua vez, ficaram responsáveis pela administração da fábrica.


Sérgio Weiss em sua casa, onde estão guardadas peças das décadas de 40 e 50


SUCESSO - A união deu certo. As peças produzidas na Cerâmica Weiss começaram a fazer sucesso e logo ganharam mercado. As louças foram vendidas inicialmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Em pouco tempo, a produção era comercializada em diversas cidades do Brasil.

O músico Sérgio Weiss, 74 anos, filho do casal Inês Bonádio e Roberto Weiss, conta que as primeiras peças produzidas eram feitas de forma manual. "Minha mãe criava as peças e as funcionárias da empresa produziam manualmente o que ia ser vendido" , contou.

Com o sucesso das vendas, a Cerâmica Weiss teve que se modernizar. A partir da década de 60, o processo manual foi sendo substituído pela linha de produção. Nos anos 70 e 80, a empresa já exportava para o Estados Unidos, Japão e Europa. Um contrato firmado com a empresa Avon, garantiu o crescimento dos negócios que já iam muito bem.

A crise econômica que assolou o Brasil na reabertura política pós ditadura, no início da década de 80, afetou a saúde financeira da Cerâmica Weiss. O problema se estendeu até os anos 90, quando a empresa não resistiu à concorrência dos artigos importados e faliu.

A fábrica que chegou a ter 1150 funcionários, fechou as portas em 1995 com apenas 6 empregados. Nesse período de crise, os funcionários realizavam uma série de greves para receberem seus salários atrasados. A maior delas foi em 1986, quando a empresa atrasou por três meses o pagamento.

LUTA - A história da Cerâmica Weiss em São José se resume hoje ao galpão da fábrica situado no bairro do Santana, zona norte, e na luta de 80 ex-funcionários da empresa que tetam receber seus direitos trabalhistas.

A espera já dura sete anos, desde o fechamento da fábrica (leia mais nesta página).

O patrimônio que restou da empresa está incorporado à massa falida da Cerâmica Weiss. Segundo a Justiça de São José, o valor da massa falida hoje é R$ 1 milhão. Parte do dinheiro deverá ser usado para pagar as dívidas trabalhistas. Não há data prevista para o pagamento. A previsão é primeiro semestre de 2003.


Filmes eram fonte de inspiração para peças

A criadora artística da cerâmica, Ines Weiss, buscava várias fontes de inspiração para compor as peças para a fábrica. O fato mais curioso ocorreu no final da década de 40. A nora de Ines, Maria Helena Weiss, 67 anos, conta que a sogra se inspirou para fazer uma peça após assistir um filme no final da década de 40. "Ela assitiu o filme Yankee in Raf, que contava a trajetória de um americano na Força Aérea inglesa. Ines viu um vaso e copiou igual. Ela mandou um dos criadores da cerâmica ver a fita três vezes para pegar mais detalhes da peça", disse Maria Helena. Ines Weiss morreu em 1995 antes do falência.


Comprador acreditava que peças vinham da Alemanha

"As vendas da Cerâmica Weiss fizeram sucesso na época da 2º Guerra porque as pessoas compravam as peças produzidas em uma fábrica em São José dos Campos pensando que estavam comprando louças importadas da Alemanha. Os consumidores achavam que as peças eram importadas por causa do nome Weiss" disse Sérgio Weiss. O fato, contado com emoção, é um dos que marcam as lembranças que a família tem da época de ouro da Cerâmica Weiss em São José. A fábrica chegou a exportar para os Estados Unidos, Japão e países da Europa.


Herdeiro propõe criar um museu

O músico Sérgio Weiss, 74 anos, filho de Ines Bonádio e Roberto Weiss, mantém em sua casa em São José um verdadeiro acervo de peças produzidas na Cerâmica Weiss. As relíquias são datadas das décadas de 40 e 50, mas há também louças da fase mais moderna.

As peças estão em todas as partes da casa e até o cafezinho é servido em louças produzidas na cerâmica.

Sérgio Weiss propõe a criação de um Museu do Pioneiro. Pela proposta de Weiss, São José ganharia um espaço onde seria contada a história das primeiras e mais famosas industrias que marcaram época, entre elas, a Cerâmica Weiss e a Tecelagem Parahyba.

"Me lembro que quando as pessoas visitavam a cidade existiam dois lugares que eram pontos obrigatórios. A Tecelagem Parahyba, onde se comprava cobertores, e a Cerâmica Weiss, para comprar louça. Precisamos criar um museu que conte estas histórias", disse Weiss.

Sérgio Weiss não contabilizou ainda o número de peças que têm em casa. Ele afirma que, se alguns vasos fossem vendidos hoje, valeriam R$ 5.000. "Muitos são pintados a ouro de forma manual. Apesar de valer um bom dinheiro, não vendo porque as peças têm um grande significado histórico", disse.


Greve marcou decadência da fábrica

A história de vida da sindicalista Luci Antunes, 63 anos, se confunde com as lutas trabalhistas que ela liderou na década de 80 e 90 na Cerâmica Weiss. Luci entrou no Sindicato dos Ceramistas em 1986 e logo começou a participar da diretoria da entidade. Na época, Luci ainda era funcionária da empresa.

O sindicato promoveu uma série de greves a partir de 1985, quando começou a crise financeira da Cerâmica Weiss. Luci conta que uma das maiores paralisações foi em 1986, quando os 1.150 funcionários da empresa pararam a produção por 15 dias.

"Me elembro como se fosse hoje. A empresa atrasou o salários por três meses. Niguém mais aguentava, alguns empregados ficaram sem comida em casa", disse Luci.

Hoje Luci lidera o movimento de 80 ex-funcionários para receber os direitos trabalhistas. Na semana passada, o grupo se reuniu com o juiz da 3ª Vara Civil de São José, Luiz Maurício Sodré de Oliveira, para discutir o andamento do processo.

Na reunião, o juiz prometeu que até o primeiro semestre de 2003 parte da dívida trabalhista será paga aos ex-empregados. "Estamos esperançosos em receber o dinheiro", disse a ex-empregada Maria Amorim Moreira, 36 anos.

Ex-proprietário da Weiss vive sem pompas


de Ricardo Moura
site Vale Paraibano
25 de maio de 2003
http://jornal.valeparaibano.com.br/2003/05/25/sjc/weiss.html



Ex-proprietário de uma cerâmica, Leopoldo Weiss já foi um dos homens mais ricos de São José e hoje vive em casa improvisada (foto em 2003).


O ex-proprietário da Cerâmica Weiss, Leopoldo Weiss, 77 anos, foi um dos homens mais ricos de São José dos Campos entre as décadas de 70 e 80, período em que administrou a fábrica. Hoje, ele vive com esposa em uma casa improvisada no prédio onde funcionava a escola da empresa.

Leopoldo Weiss perdeu tudo o que tinha após a falência da cerâmica, em 1995. As propriedades que ele possuía foram incorporadas à massa falida da empresa para o pagamento de dívidas.

Desde o fechamento da fábrica, o ex-proprietário da Weiss adotou um estilo de vida simples, sem as grandes ostentações do período em que dirigia a cerâmica. A empresa era uma das maiores de São José nos anos 70 e exportava produtos para os Estados Unidos, Europa e Japão.


O ex-proprietário da Cerâmica Weiss, Leopoldo Weiss, com as peças de cerâmica produzidas durante o apogeu da fábrica em São José (foto em 2003).


A casa onde ele mora atualmente tem seis cômodos com uma decoração feita basicamente com peças produzidas na cerâmica. A residência fica ao lado do antigo prédio da fábrica, no bairro Santana, zona norte.

Os funcionários da empresa que trabalhavam na empresa na época lutam para receber a indenização até hoje. A maioria abandonou a profissão de ceramista e trabalha em outras atividades (leia texto nesta página).

Ao falar com o ValeParaibano, Leopoldo Weiss demonstrou tranquilidade em relação à situação que está vivendo hoje. Sobre o assunto, ele usou um trecho da música do sambista Zeca Pagodinho para explicar a maneira que enfrenta o dia-a-dia. "Deixa vida me levar. Vida leva eu", disse.

Leopoldo Weiss assumiu os negócios da família após a morte dos pais --Roberto Weiss e Ines Bonádio--, na década de 70. O apogeu dos negócios levou o ex-proprietário da cerâmica a frequentar as colunas sociais dos jornais quase diariamente.

Longe das badalações, Leopoldo Weiss curte sua aposentadoria em casa. Ele mantém alguns hábitos da época que dirigia a empresa como jogar golfe nos finais de semana.

"Adoro jogar golfe. A idade não atrapalha e sou um bom jogador. No último campeonato que participei fui campeão", disse Weiss.

FALÊNCIA - Weiss atribui a falência da fábrica ao governo do ex-presidente José Sarney (1985-1989), no período de redemocratização do país.

"Os sobressaltos da economia e os planos econômicos da época atrapalharam a exportação da cerâmica. Daquele período em diante, a empresa entrou em crise e fechou na década de 90", disse Weiss.

A Cerâmica Weiss chegou a ter 1.200 funcionários. A fábrica produzia mais de 10 mil peças de cerâmica por dia. O valor arrecadado com as exportações atingiu um patamar de US$ 6 milhões por ano.

Weiss mantém um advogado que acompanha o processo de falência da cerâmica. Ele tem a esperança de conseguir alguma propriedade que foi destinada para pagar as dívidas da empresa na época da falência. "Estou tentando reaver uma das casas que eu tinha na época", disse.

7 de setembro de 2008

Hotel Quitandinha - Petrópolis



foto: Jean Manzon - década de 50
fonte: blog "Arqueologia do Rio de Janeiro", de Rouen
http://fotolog.terra.com.br/bfg1:399



foto principal: Edicard
fonte: blog "Arqueologia do Rio de Janeiro", de Rouen
http://fotolog.terra.com.br/bfg1:400



coleção Porcelana Brasil
porcelana D. Pedro II
déc. 1940



coleção particular - SP
porcelana D. Pedro II
déc. 1940

sites de louça em sítios arqueológicos


Há alguns sites sobre acervo de louça em sítios arqueológicos bem legais de se visitar, não só pelas peças, mas também pelas explicações dos tipos de decoração, material (pasta) de que são feitas as cerâmicas, etc. Eis alguns deles:


- Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco
http://www.magmarqueologia.pro.br/Faianca.htm


Faiança Azul e Amarelo


Faiança Azul, Verde e Amarelo


- IPHAN - Catálogo de Cerâmicas 2007
http://portal.iphan.gov.br/catalogo_iphan/pecas.htm


whieldon ware


aranhão


- Florida Museum of Natural History - Historical Archaeology
http://www.flmnh.ufl.edu/histarch/gallery_types/


Wormy finger painted is also known as cabling and worming


faenza polychrome

6 de setembro de 2008

compras sexta (05) e sábado (06) 09/2008

Hoje finalmente fez um sábado com tempo bom! O dia estava realmente lindo, e para melhorar ainda mais, era dia de feira do Lavradio.

E que feira! Faz tempo que eu não vejo um feira tão animada, com ótimo público (mesmo para de manhã cedo), e muitos, MUITOS artigos interessantes para ver, e melhor ainda, COMPRAR!

Infelizmente estou na correira, e queria mostar as fotos, então vai sem muitas explicações desta vez:











E para encerrar, uma compra que fiz ontem.

Não resisti - comprei um prato que já paquerava há 2 semanas numa loja de munismática e relógios antigos, mas que também tem algumas coisas de louça e vidro, no centro da cidade, mas que estava meio carinho.

O prato é muito divertido, pois é uma versão em ESTANHOLA da decoração willow ("azul pombinho"), bem simplificada, resumida mesmo, e com uma borda friso de flores que não tem nada a ver com a tradição da decoração willow!

Ontem ele SUMIU da vitrine... já viu a tristeza que me bateu... arrisquei perguntar se ele tinha sido vendido ou não, e ele estava guardado (haviam mudado a vitrine para comportar um jogo de jantar completo). Não aguentei, e comprei mesmo sendo caro! Mas valeu MUITO cada centavo!

4 de setembro de 2008

PF investiga comércio ilegal de peças arqueológicas


Material do século 17 era vendido em um site e conteúdo já está fora do ar. Universidade Federal de Pernambuco enviou ofício ao MP e à PF pedindo providências.

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL581380-5598,00.html

A Polícia Federal (PF) investiga o comércio ilegal, pela internet, de peças arqueológicas encontradas em Pernambuco. São moedas, fragmentos de louças portuguesas, tijolos holandeses e balas de canhão do século 17.


Para oferecer as peças, o vendedor usou no site fotos do catálogo do Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para ilustrar as peças que seriam vendidas.

O site de compras já retirou do ar o material arqueológico e o nome da pessoa que oferecia as peças, "Numismata 3000". Mas, de acordo com uma reportagem publicada no Jornal do Commercio, algumas peças chegaram a ser vendidas por mais de R$ 200,00.



O coordenador do laboratório da UFPE, Marcos Albuquerque, enviou ofício ao Ministério Público e à Polícia Federal, pedindo providências. “Isso tem que ser apurado não só pelo bem do laboratório, mas pelo bem nacional. Afinal de contas, estão sendo comercializadas peças que são próprias da União, ou seja, é considerado crime”, disse.

A PF vai rastear o site para saber quem é a pessoa que colocou as peças à venda. “Essas peças são protegidas e ficam sob a guarda do Poder Público. Portanto, ninguém pode explorar ou comercializar esse tipo de monumento arqueológico. Assim que a PF receber esta denúncia, tudo vai ser verificado”, informou o assessor Giovanni Santoro.



O coordenador do Laboratório de Arqueologia da UFPE informou que as peças exibidas na internet não foram roubadas da instituição. A punição prevista em lei para quem vende objetos arqueológicos pode chegar a dois anos de prisão.

Obra da CPTM revela sítio arqueológico


Obras de modernização da Linha F da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) revelaram um sítio arqueológico onde já foram encontrados objetos com mais de 300 anos.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL47093-5605,00.html



Pode parecer, mas não é um terreno abandonado cheio de capim. É um solo fértil em história. O caminho da ferrovia na Zona Leste, altura da estação de São Miguel Paulista, leva à herança de nossos costumes.

A vegetação cuidou de cobrir restos do passado, descobertos por arqueólogos. Pequenos pedaços de potes, pratos, tigelas, garrafas e moedas estavam debaixo da terra.

Em um ponto foram encontradas as primeiras peças arqueológicas dos séculos XVIII e XIX. Mas, segundo os pesquisadores, pode existir material mais antigo, porque ali viviam jesuítas e índios em um aldeia que ficava entre o Rio Tietê, que era do outro lado do que é hoje uma ferrovia, e a Igreja de São Miguel.

A descoberta arqueológica foi feita durante uma pesquisa da CPTM para as obras de modernização da Linha F. “A primeira providência, nós cercamos, mandei um projeto que ninguém pode mexer. A CPTM vai ter que preservar isso pelo resto da vida, até que se retirem os fragmentos históricos”, disse o arquiteto da CPTM José Heitor Gurgel.

Os arqueólogos analisam os cacos de barro, de porcelana, de vidro e pedras. Os primeiros estudos revelam alguns objetos usados no dia-a-dia da aldeia chamada de El Rei de São Miguel de Ururaí.

Família descobre vestígios históricos no quintal de casa


Descoberta foi feita acidentalmente, por causa dos cuidados com uma horta.
Área corresponde ao antigo Quilombo do Jabaquara, em Santos, litoral de SP.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL737625-5605,00.html

Uma família de Santos, a 72 km da capital, descobriu acidentalmente, no quintal de casa, peças que podem ser consideradas vestígios históricos. A cabeleireira Claudia Teixeira de Oliveira havia pedido a seu marido Cláudio que plantasse uma horta, e assim encontraram os itens.



"Eu estava pegando um pouco de terra para fazer uma plantação e aí foi que eu encontre uns fragmentos de ossos", conta Cláudio. De acordo com o casal, que vive no bairro do Jabaquara com seus três filhos, há quatro meses já haviam sido encontrados pedaços de louças e utensílios domésticos, mas só na última sexta-feira (23), quando encontraram uma mandíbula humana, entraram em contato com o museu arqueológico da cidade.

Carla guardou durante esse período as peças de louça e fragmentos de ossos de animais. "Liguei para o museu e os rapazes disseram que ia vir o arqueólogo e o historiador. Eles vieram e disseram que realmente fazia parte da história de Santos."



Segundo o historiador Valdir Rueda, a área que hoje é o bairro do Jabaquara, foi lugar do antigo Quilombo do Jabaquara entre 1.871 e 1888, e pertencia ao abolicionista Quintino de Lacerda. "A probabilidade de encontrar material nessa região é muito grande, por isso fizemos o mapa arqueológico de Santos. Agora não vai nos surpreender o encontro de todo tipo de material."



Os achados foram catalogados e fazem parte agora do acervo do Centro Regional de Pesquisas Arqueológicas. "São artefatos de diferentes épocas, feitos de diferentes formas, cores e fábricas. Isso mostra que realmente aquele local foi habitado por sociedades diferentes", afirma o arqueólogo Manoel Gonzalez.



A horta de Carla vai ter que esperar um pouco mais. Os pesquisadores farão escavações no terreno e esperam novas descobertas. "Eu fiquei mesmo feliz de saber que a gente estava morando em cima de uma coisa tão importante. Tem que ter um museu na cidade, tem que ter as peças. Senão, como é que vai contar a história se não tiver as peças?", diz ela.

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