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29 de dezembro de 2009

Museu da cerâmica – preservação do conhecimento e das técnicas de manufatura em Campo Largo / PR


agradecimentos ao amigo John Richter pelo envio do link da matéria.

fonte: http://www.vanhoni.com.br/2009/10/museu-da-ceramica-preservacao-do-conhecimento-e-das-tecnicas-de-manufatura-em-campo-largo-pr/

A cidade de Campo Largo tem uma tradição de mais de 130 anos. No final do século 19 vieram para cá muitos italianos, poloneses, alemães e portugueses, que ao construirem a cidade partilhando seus conhecimentos, suas práticas culturais e tecnologias, desenvolveram manufaturas de uma qualidade excepcional. O processo industrial da cerãmica está muito presente na formação social da cidade, no número de trabalhadores que se dedicaram a esta atividade, na riqueza produzida ao longo dos anos para a economia local e na importãncia da memória fabril, que se confunde com a memória de inúmeras gerações.


Alberto Augusto, dedicação ao ofício de ceramista durante 50 anos.

“O Museu da Cerâmica é um museu temático que praticamente já está pronto. A fábrica, fundada a mais de 50 anos por Alberto Augusto e sua familia, mantém intactas todas as peças e equipamentos utilizados no processo de fabricação. É um projeto muito importante para a cidade e o governo federal tem um programa que pode apoiar na criação do museu. Nós entraremos em contato com a direção do Instituto Nacional de Museus, em Brasília, encaminhando uma solicitação para que os técnicos do IBRAM venham à Campo Largo e nos orientem nos procedimentos necessários. Vamos começar a discutir com a prefeitura a possibilidade de fazer um acordo entre o governo federal, estadual e municipal para trazer mais este benefício para a cidade na área da cultura: o da preservação da memória, da valorização dos conhecimentos reunidos nesta manufatura tão importante para a sociedade, sobretudo numa cidade que tem toda essa tradição em cerâmica, que é a capital nacional da louça e tem sua produção exportada para diversos paises do mundo.
O Museu da Cerâmica pode resgatar a história da produção da louça no município, além de contribuir no processo educacional dos jovens. Podemos incluir no projeto oficinas permanentes sobre o manuseio com a cerâmica, fazer demonstrações práticas aos turistas, entre outras possibilidades.”
Angelo Vanhoni




Em dezembro de 1955 começava a funcionar em Campo Largo a Cerâmica Rio Branco, tendo a frente Seu Alberto Augusto, hoje com 89 anos. Anos de trabalho, investimento e retorno, não só para a família, mas, para a cidade de Campo Largo, conhecida hoje como um dos principais pólos ceramistas nacionais. Desde 1998 as máquinas pararam de funcionar e lá Seu Alberto, juntamente com o genro Balduino Vidal, guardam e conservam o maquinário antigo, fornos e até amostras de louças fabricadas. O espaço agora integra o projeto para virar o Museu da Cerâmica. Para Balduino Vidal “fazer o Museu é a forma desta história ficar guardada para sempre na cidade.”





A proxima etapa para a criação do museu se dará através de uma visita técnica do IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus) para avaliação do local e o início da elaboração do projeto. A articulação junto ao Ibram é compromisso assumido por este mandato que, com o prefeito Edson Basso, dará início aos trâmites jurídicos da cessão da propriedade para a prefeitura.


25 de dezembro de 2009

Charles Krafft


Artista americano, nascido no ano de 1947, em Seattle, Washington.
Expõe desde 1967

Produz peças de porcelana pintadas à mão, sempre em tamanho natural, ao estilo de Delft.

Há peças produzidas com a técnica de "bone china" (porcelana de ossos). Só que ao invés de usar ossos de boi ou ovelha, foram usados ossos humanos, para poduzir bules, xícaras, etc (abaixo), bem como estatuetas e outros objetos comemorativos, geralmente alusivos ao que a pessoa cujos ossos foram usados na peça fazia em vida.

Todas as peças feitas de cinzas de ossos humanos foram patrocinadas pelos parentes dos mortos.

Para saber mais sobre as peças de porcelana de ossos humanos, acesse: http://www.seattleweekly.com/2003-06-11/arts/bone-a-fide/


Aqui você poderá ler um longa e ótima entrevista com o artista, com diversas imagens de sua produção: http://teeshirtblog.blogspot.com/2008/03/charles-kraaft-exclusive-interview.html



'Fragmentation Hand Grenade'


'Balkan Bunny w/ fragmentation Bud Vase'




'Biological Warfare Cannister Grenades'


"Whenever I hear the Word Culture" (Smith & Wesson)


'Ming Dynasty AK-47'


'Dresden 1945'

Lei Xue



Lei Xue
Tee trinken, 2007
porcelana pintada à mão

15 de dezembro de 2009

Ossos bovinos na fabricação de cerâmica


fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11499/ossos-bovinos-na-fabricacao-de-ceramica.htm#
agradecimentos: Antonio Carlos Lorette


15/12/2009
Por Fabio Reynol

Agência FAPESP – A utilização de ossos de boi como parte de matérias-primas de peças cerâmicas confere uma qualidade superior aos produtos acabados. Essa técnica de fabricação é dominada atualmente somente pela Inglaterra, mas o Brasil acaba de dar um importante passo para ingressar nesse mercado.

Douglas Gouvêa, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, vem, desde 2004, decifrando esse processo produtivo por meio do projeto “Desenvolvimento do processo nacional para a fabricação de porcelana de ossos – bone china”, que tem apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Diferentemente da técnica inglesa, que utiliza cerca de 50% de osso bovino calcinado na composição da peça, na versão brasileira o teor desse material ficou em torno de 2%.

“Utilizamos o osso como um ativador do fundente, no caso, o feldspato”, disse Gouvêa, esclarecendo que o osso proporciona uma queima mais rápida e ainda auxilia a formação de nanocristais, fazendo a peça ficar mais translúcida e, desse modo, mais valorizada comercialmente.

A pesquisa também obteve vantagens econômicas para a indústria de porcelana, com a diminuição na temperatura de sinterização (fusão das matérias-primas em pó) de 50º C a 70º C.

“Se imaginarmos um forno com seis toneladas de material, dez graus a menos representam uma economia considerável de tempo e de energia empregada”, explicou.

A qualidade da cerâmica adicionada de osso também é superior à das similares tradicionais. Além da aparência mais translúcida, a bone china é menos porosa e apresenta resistência maior à flexão e ao impacto.

A equipe de Gouvêa já fez ensaios de impacto registrando um considerável aumento na resistência mecânica. O grupo agora pretende efetuar testes de flexão e de alvura nas peças com adição de osso.

Matéria-prima abundante

O osso bovino é uma matéria-prima abundante no Brasil, que conta com um rebanho de cerca de 200 milhões de cabeças de gado. O professor da Escola Politécnica da USP explica que o material, subproduto da indústria de corte, passou a receber destinações menos nobres após a proibição internacional de utilizá-lo como aditivo de ração animal desde o advento da doença da vaca louca.

Por conta disso, o osso bovino tem servido basicamente para fabricar fertilizantes vegetais. Segundo o pesquisador, a utilização pela indústria cerâmica empregaria essa matéria-prima em produtos de maior valor agregado.

Diferentemente dos ossos de outros animais, o bovino confere um alto grau de alvura à cerâmica. Isso se deve ao fato de seu material agregado, como sangue e gordura, se desprender mais facilmente ao ser aquecido em autoclaves.

Resquícios desses materiais deixam na peça elementos indesejáveis como o ferro, por exemplo. “Ao oxidar, esse mineral deixa a cerâmica com aspecto acinzentado. Aliado ao processo de calcinação, o osso bovino torna-se quase isento de materiais orgânicos”, explicou Gouvêa.

A próxima etapa da pesquisa é desenvolver o processo de esmaltação, que será aplicado no revestimento das peças. “Como a bone china dilata mais do que a cerâmica comum, temos que encontrar um esmalte que se adapte a esse processo”, disse.

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