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27 de abril de 2014

prato de alcachofras - Louças Cláudia - Cerâmica Matarazzo (IRFM)



prato de alcachofras
Louças Cláudia - Cerâmica Matarazzo (IRFM)
São Caetano do Sul - SP
louça de pó de pedra
decoração com relevo moldado e imersão em verniz
cortesia Coleção particular - São Paulo - SP


Estes dias no site de leilões Mercado Livre me deparei com a peça abaixo, que imediatamente me lembrou o prato acima da Louças Cláudia. Fui na minha pasta de fotos, e pude perceber que são praticamente idênticos, com pequenas diferenças na borda exterior, e me parece que o acima tem menos definição dos detalhes em relevo.


fonte: site Mercado Livre

O interessante é que no anúncio leilão apresentam a peça em dois livros: "Artichauts et asperges" (página 66, foto 5) e "Marvelous Majolica An Easy Reference and Price guide" (página 125, foto6).


fonte: site Mercado Livre

É sempre interessante encontrar estes paralelos na produção brasileira e internacional. A Cerâmica Matarazzo produzia muitas pelas com licenciamento dos modelos e decorações de fábricas inglesas, em particular da fábrica Johnson Brothers, como os modelos "Roman" e "Sovereign", e as decorações de transfer nos padrões "Old Britain Castles", "Willow", "Mongolie", entre outros. Também foram feitas reproduções do padrão infantil "Bunnykins", da Royal Doulton, não apenas em louça para crianças, mas até mesmo em azulejos.

Porém, uma reprodução de um modelo francês é a primeira vez que eu encontro. Provavelmente há outros, mas até que se dê um golpe de sorte como este, jamais saberemos. 

26 de abril de 2014

Inaugurada a Porcelana Monte Sião Ltda



A Porcelana Monte Sião foi fundada em 1959. No início, a produção era pequena e fabricava-se somente pequenos bibelôs. Sob encomenda, foi solicitado que fosse feito uma cópia de uma jarrinha azul e branca recém trazida de Portugal. Essa peça foi reproduzida e fez tanto sucesso que passou a ser um modelo de produção. Outros modelos parecidos foram desenvolvidos e produzidos e o sucesso continuava.

Para diversificar a linha de produtos, foram sendo desenvolvidas peças domésticas, como xícaras, pires, travessas, canecas, copos, etc, e o sucesso continuava. O processo era 100% artesanal. Moía-se a matéria prima, fazia-se os moldes, estampava-se as peças, aplicava-se a pintura artesanal e por fim as mesmas eram colocadas no forno a lenha por várias horas até ficarem prontas para o comércio.

Todo maquinário necessário para a produção das porcelanas era engenhado na própria fábrica, desde o 'Tamburão', enorme tambor que girava num eixo central moendo a matéria prima, o torno que era utilizado para confecção dos moldes, as peças giratórias para aplicação da pintura artesanal, as prateleiras onde as peças ficavam acondicionadas para secagem, até mesmo o forno.




As vendas no início se restringiam a pequenos eventos e feiras nas cidades vizinhas, e alguns anos após foi então inaugurada a loja, no mesmo local da fábrica. Fazia-se plantões na cidade vizinha de águas de Lindóia, com a finalidade de atrair turistas para visitação da fábrica.

Quando a fábrica foi instalada, a cidade de Monte Sião era basicamente rural, não havia visita de turistas nem comércio significativo. Com o aumento de turistas visitando a fábrica, as costureiras locais começaram a fazer ponto no local para vender suas malhas tecidas em suas casas.



Apesar de tantos anos de existência, a Porcelana Monte Sião não se rendeu até hoje à tecnologia e produz porcelana da mais alta qualidade em forno a lenha. O segredo da legítima porcelana está na mistura dos gases da lenha queimada com a porcelana encandecida, que lhe confere extrema rigidez e qualidade.

Atualmente a Porcelana Monte Sião é auto-suficiente em madeira para queima dos seus fornos, mantendo uma área especialmente reflorestada. O diferencial das nossas porcelanas é justamente a valorização do artesanal, do exclusivo, onde cada peça é tratada como única, o que nos garante uma clientela de bom gosto que sabe valorizar a arte de fazer porcelana.

fonte: site Porcelana Monte Sião >>

jogo de sobremesa - Cerâmica Santana


jogo de sobremesa
Cerâmica Santana
Pedreira - SP
porcelana
decoração com estanhola e filetagem
fonte: site Mercado Livre


Esta decoração foi originalmente usada em peças da CSR (Cerâmica Santa Rita, 1914/1950)


sopeira e travessa
Cerâmica Santa Rita
faiança
coleção Jandira Antonieta da Silva


Eu já tinha visto modelos e decorações da CSR  passarem para a Nadir Figueiredo (1948/1993), que foi a sucessora da primeira, mas nunca para a Cerâmica Santana (1941/1966 - louça doméstica), cuja a única relação com a CSR foi ter sido fundada por ex-funcionários desta.

A Santana comprou da Nadir as instalações da antiga CSR em 1966, onde fundou a Porcelana Veracruz (1966/2000). Durante um breve período, a Santana e Veracruz chegaram a fabricar peças idênticas, tanto no modelo quanto na decoração, mas logo a Santana se especializou na fabricação de isoladores elétricos, e a Veracruz seguiu com a produção de louça doméstica.

A marca gravada no jogo de sobremesa Santana foi registrada em 1957. Então, num jogo de imaginação leviano,  fantasio que este jogo de sobremesa seja posterior à compra das instalações da antiga CSR, e lá tenham encontrado as estanholas, e decidido reaproveitá-las. Mas como disse, e quero repetir para ficar bem claro, isto é um delírio leviano de fantasia imaginativa.

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