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16 de setembro de 2011

jogo de café - Porcelana Real



jogo de café
Porcelana Real
Mauá - São Paulo - Brasil
porcelana
decoração com decalques e detalhes em ouro
déc. 1960

cortesia de Alfredo Pissinato, de Peruíbe - SP
O jogo encontra-se à venda, para ajudar na construção de uma igreja.
contatos: Alfredo Pissinato arqpissinato@gmail.com

9 de agosto de 2011

figura - golfinho (heráldica) - Porcelana Real







figura - golfinho (heráldica)
Porcelana Real
porcelana
1946/1948

cortesia coleção Fabiano Fernandes

3 de maio de 2011

teacup tuesday - Porcelana Real

Esta semana eu ainda estou muito ocupado, mas como na noite de sábado passado  recebemos aqui em casa um amigo para um chá noturno com pães, bolo e biscoitos, eu aproveitei para fazer fotos da arrumação da mesa, que era bem simples, mas na qual usei um dos meus conjuntos de chá e bolo prediletos!

Assim, não deixo de participar do evento "Teacup Tuesday", organizado pelas blogueiras Terri e Martha.



Foi uma noite extremanente agradável; conversamos e rimos por muitas horas, noite à dentro.



Este conjunto de chá e bolo eu comprei em um leilão residencial aqui no Rio de Janeiro. Um leilão residencial é quando uma família decide vender seu imóvel, e tudo mais que há dentro da propriedade, e os pertences da família que serão leiloados são divididos em vários lotes, que são vendidos separadamente.



Este lindo conjunto de chá e bolo para 6 pessoas eu consegui arrematar por apenas R$ 70 (U$ 43,75). Está impecável, sem nenhum defeito ou desgaste, muito embora tenha sido produzido entre os anos de 1946 e 1948. A decoração foi feita com decalques importados (acredito que ingleses, pois já vi diversos conjuntos de chá e de jantar ingleses com esta decoração) e detalhes em ouro.

Por volta de 1 ano após comprar o conjunto, eu consegui comprar mais um bule quase idêntico ao bule original, apenas diferente nos acabamentos em ouro, de forma que agora posso servir duas opções diferentes de chá ao mesmo tempo! Nesta noite, eu servi chá verde e chá de erva-mate, tipicamente brasileira.

18 de abril de 2011

teacup tuesday - mix-A-lot

Este post participa do do evento "Teacup Tuesday", organizado pelas blogueiras Terri e Martha.


xícara da chá Porcelana Mogy das Cruzes
Mogi das Cruzes - SP

travessa pequena Cerâmica Matarazzo - Louças Cláudia
São Caetano do Sul - SP

prato de sobremesa Fábrica de Louças Santo Eugenio
São José dos Campos - SP

cremeira Fábrica de Louças Zappi - São Paulo - SP
pires de xícara de chá Oxford - São Bento do Sul - SC

sopeira Fábrica de Louças Santo Eugenio
São José dos Campos - SP

bandeja de bolo Cerâmica Matarazzo - Louças Cláudia
São Caetano do Sul - SP

bule de chá Porcelana Real - Mauá - SP
fruteira Porcelanarte - Campo Largo - PR

Devido ao grande sucesso do bule de chá na foto acima, achei que seria interessante mostrar o jogo completo,
de onde o bule ele veio. É um jogo muito bonito, que eu gosto muito.
Fábrica "Porcelana Real", década de 1940, Mauá, São Paulo, SP.

10 de abril de 2011

Chintz, um padrão que veio da Índia

autor: Fábio Carvalho
data: outubro/2006

jogo de café | Porcelana Saler | déc. 1950
decoração com decalque chintz | coleção Fábio Carvalho

Chintz Indiano pintado à mão, séc 18.
Tal qual na moda, há padrões de decoração de louça que vêm e vão. Um dos casos mais interessantes é o padrão Chintz, que já teve várias “ondas” de popularidade pelo mundo.

A palavra inglesa chintz deriva do termo indiano “chint”, que significa um tecido de algodão mais barato, estampado em toda a sua superfície de forma vívida, com um brilho encerado devido ao uso de goma. Geralmente traz desenhos de flores, frutas e pássaros, sendo popular desde o século XVII . Com o tempo, o termo passou a definir todo tipo de tecido exportado da Índia colonial para a Inglaterra que apresentasse padronagem floral complexa. Foi usado não apenas em tecidos, como também em papel de parede.

A padronagem chegou ao Brasil através dos portugueses, que também mantinham negócios com a Índia. Com o tempo o Chintz Indiano foi sendo adaptado ao gosto local, com padrões mais simplificados com flores maiores, de cores contrastantes e intensas.

É o tecido que conhecemos como “Chita” ou “Chitão”, muito popular no interior e nas festas juninas, e que recentemente ganhou as passarelas da “alta moda”, e até mesmo empresta suas estampas para uma cadeira do badalado designer francês Philippe Starck.

O que hoje se considera a primeira indústria brasileira foi exatamente uma estamparia de chitas, a “Fábrica de Chitas”, aberta em 1820. Ela se localizava no Rio de Janeiro, no recém criado bairro do Andaraí Pequeno, no “Largo da Fábrica das Chitas” (atual Praça Saens Peña), e funcionou por apenas 20 anos, mas mesmo assim a região continuou a ser conhecida como “bairro das chitas” por quase um século.

No que diz respeito à louça de mesa, a palavra chintz passou a ser usada pelos ingleses, e depois internacionalmente, para definir peças decoradas com padrões florais intrincados e vistosos, que geralmente recobrem a maior parte da louça.

Inicialmente, a aplicação de padrões chintz em louça era um processo decorativo feito através de pintura à mão, o que naturalmente era muito complicado, lento e de alto custo.

jogo da marca inglesa Royal Albert,
padrão "Old Country Roses".
Quando a companhia inglesa Grimwades (através de sua marca comercial Royal Wades) conseguiu desenvolver no início do século XX um processo industrial que tornou economicamente viável a fabricação em massa de louça com este tipo de decoração, a popularidade dos padrões chintz decolou.

Eles desenvolveram um processo em que os complexos padrões florais eram impressos por litografia em papel ou tecido duplo muito fino, que possuía uma camada removível. A parte impressa era aderida à louça, sendo então retirada a parte removível, exatamente como os decalques atuais. Uma vez queimada a louça nos fornos, permanecia apenas a tinta da impressão, que depois era protegida por uma camada de verniz.

Em meados dos anos 1930, no Reino Unido, era comum se dizer que a decoração chintz era “a expressão máxima do requinte e elegância da mesa Inglesa”. Esta decoração continuou muito popular até o início dos anos 1960, quando começou a ser vista como ultrapassada. Eram os novos tempos, de grandes mudanças no cenário cultural mundial. Nesta época começam também a surgir outros materiais no fabrico de serviço de mesa, o que fez declinar a popularidade da porcelana e faiança em geral, e em particular com a decoração chintz.

Bandeja Royal Winton (Grimwade)
padrão Chintz 'Beeston' - Inglaterra - 1934-50.
Na década de 1990 a louça chintz recuperou sua popularidade, não mais junto ao consumidor de massa, e sim no setor de antigüidades e peças de coleção.

Há no exterior uma extensa bibliografia e muitos websites sobre o assunto, e o interesse pela louça chintz cresceu tanto que até mesmo a marca Royal Wades voltou a fabricar louça chintz, devido principalmente à enorme demanda norte-americana por estas peças.

O irônico é justamente o sucesso atual do padrão chintz nas fábricas inglesas num momento em que a maioria delas enfrenta problemas financeiros, pois foi justamente o padrão chintz que, como agora, salvou várias fábricas do Reino Unido durante a depressão da década de 1930.

A própria Royal Wades recontratou recentemente várias operárias que foram demitidas ao longo dos anos 1960, quando as linhas de produtos chintz começaram a deixar de ser produzidas.


E no Brasil...

Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá),
data provável déc. 1950/60. Coleção do autor.
No Brasil tivemos diversas fábricas que usaram padrões chintz na decoração de suas peças de louça. Os exemplos mais antigos talvez sejam da Fábrica de Louça Paulistana (Mauá – SP), em peças de mesa e decorativas, produzidos provavelmente entre a década de 1950 e 1965. Há também exemplos de louça de mesa da década de 1950 das fábricas Barão do Rio Branco (Rio de Janeiro - RJ) e da Porcelana Schmidt (Pomerode – SC)..

Os exemplares de louça chintz brasileira que podemos encontrar com maior facilidade e em maior quantidade em nosso mercado de antiguidades e colecionismo são os produzidos pelas marcas de decoração Ars Bohemia, Pátria (DP, PA), Porcelanarte/Polovi e Luiz XV.

As peças destas marcas, que utilizavam a louça branca das grandes fábricas em seus produtos, apenas aplicando a decoração, foram produzidas pelas décadas de 1960 e 1970, e possuem motivos muito ricos e vistosos. Também encontramos exemplos de decoração chintz das fábricas maiores e mais tradicionais, como a Porcelana Real (Mauá – SP) e a Porcelana Schmidt (Pomerode - SC), mas não na mesma quantidade e diversidade que as empresas de decoração anteriormente citadas.

Alguns dos padrões chintz “tardios” que encontramos em louça nacional apresentam adaptações ao gosto “psicodélico” da época, também conhecido como "Paisley" (outro padrão importado da Índia).

Licoreiro da Cerâmica São José, decorado
com um chintz psicodélico (Paisley).
Recentemente, para minha surpresa, encontrei um licoreiro da marca Cerâmica São José (Pedreira – SP) com aplicação de um chintz psicodélico. Até então só conhecia os tradicionais bibelôs e vasos com adornos em relevo de flores desta marca.

Mesmo a fábrica carioca Porcelana D. Pedro II, mais conhecida por sua porcelana para restaurantes e hotéis (foi a primeira fábrica brasileira a se dedicar a este tipo de produção, e ao longo de muitos anos foi o principal fornecedor de louça comercial no país) também produziu peças com decoração chintz.

Atualmente a Vista Alegre do Brasil (empresa portuguesa que comprou a Porcelana Renner em 1998 para produzir no Brasil, visando o Mercosul) possui em seu catálogo atual um padrão de decoração chamado “Chintz Azul”, mas que foge um pouco ao conceito do Chintz tradicional, pois a decoração não cobre a maior parte da louça, deixando muita área branca.

Naturalmente esta não é uma lista definitiva, pois quem lida com antiguidades e colecionismo sabe que todo dia uma novidade pode surgir, e deve-se sempre estar aberto a rever conceitos e paradigmas.

Xícara de chá da porcelana D. Pedro II - déc. 1960.
Coleção do autor.
É curioso que o grande “boom” da louça chintz no Brasil deu-se justamente quando no exterior este tipo de decoração já era considerado ultrapassado.

Teria sido porque foi nestas décadas que a produção local de decalques para a decoração de louça se difundiu, não sendo mais obrigatória a importação dos decalques, o que barateou o processo decorativo?

Talvez, mas o estranho é que os desenhos encontrados em nossas louças chintz são basicamente estrangeiros.

Xícara de café, decoração Emano sobre
porcelana Real, déc. 1970. Coleção do autor.

É uma pena que jamais tenha sido criada por aqui uma decoração de louça chintz com desenhos tipicamente brasileiros, como aconteceu na estamparia.
Fica aqui a minha sugestão para que a nossa indústria aproveite a atual valorização do “Chitão” na moda e no design, e crie jogos de porcelana com padrões tipicamente brasileiros.



Vários exemplos do chitão brasileiro.


Este artigo foi originalmente publicado na revista Retrô, de abril/2007 - Ano 3 - Edição nº. 18.




Decoração "Chita", criação de Marcelo Rosenbaum
Atualização de 10 de abril de 2011

Curiosamente, por volta de 1 ano após a publicação deste meu artigo na revista Retrô, foi lançada pela loja Tok Stok uma coleção de louça com decorações criadas pelo renomado designer brasileiro Marcelo Rosenbaum, e fabricada pela Oxford, chamada "Linha Brasil", que dentre as várias decorações, possuia uma chamada "Chita", que é justamente baseada no Chitão brasileiro.

Se você quiser conhecer as outras decorações criadas por Marcelo Rosenbaum para a Tok & Stok/Oxford (são todas muito bonitas e criativas), acesse este link.


Abaixo você pode conhecer mais exemplos de louça Chintz fabricada no Brasil:

Prato de sobremesa, Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950.

Xícara de café, decoração Emano sobre porcelana Real, déc. 1970.

Decoração Luiz XV sobre porcelana Steatita - xícara de café - déc. 1960/70.

Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950.

Jarro (1 litro) e xícara de chá, Porcelana Rio Branco, déc. 1950.
Jogo para bolo, Porcelana real, dec. 1960.

decoração Luiz XV sobre porcelana Steatita - xícara de café - déc. 1960.

Trio de lanche, decoração PA sobre porcelana Real déc. 1960.

Xícara de café, decoração Ars Bohemia sobre porcelana Steatita, déc. 1960.

Decoração Porcelanarte em porcelana Steatita - chintz psicodélico - final déc. 1960.

Xícara de café, porcelana Schmidt produzida entre 1946 e 1958.

Porta jóias, Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950.

Petisqueira, Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950.

29 de março de 2011

teacup tuesday - Porcelana Real



jogo de chá // tea set
fábrica // manufacture: Porcelana Real - Mauá - São Paulo - Brasil
porcelana // porcelain
decoração com decalque de orquídeas e detalhes em ouro // decoration: orchids decal and gilding
déc. 1960 // 1960s
coleção // collection site Porcelana Brasil

obs.: este post é bilingue para poder participar do evento "Teacup Tuesday"

Este jogo de chá eu comprei do mesmo vendedor com quem comprei o jogo de chá o apresentado na semana passada (clique para ver), na feira de antiguidades da Praça XV.
This tea set I've bought from the same salesman that sold me the tea set that I've posted last week (click to view) at the Praça XV antiques fair.

Eu gosto muito do decalque usado na decoração, com uma bonita orquídea rosa, provavelmente inspirada em um exemplar do gênero Laelia.
I just love the decal used in the decoration, with a beautiful pink orchid, probably inspired by a specimen of the genus Laelia.



Desta vez o jogo de chá foi um "pouco" mais caro, R$ 60. O jogo tem bem menos peças que o anterior, pois há apenas um bule, 6 xícaras, o açucareiro, manteigueira e cremeira, mas nenhuma prato de bolo ou de lanche. Mas de quebra, ainda veio a sopeira e a molheira do jogo de jantar.
This time the tea set was a "little" more expensive -- U$ 35. It has few pieces than the one posted last week. There are only a teapot, 6 tea cups, a sugar bowl, a butter dish and a creamer, but no cake set. But as a nice bonus, there are a gorgeous tureen and a gravy boat from the matching dinner set.



Abaixo, mais uma peça da Porcelana Real, com um outro formato, mas com o mesmo decalque.
Below you can see another piece made by Porcelana Real, in another shape, with the same decal.



Este decalque foi usado por diversas fábricas brasileiras.
This decal was used by several brazilian porcelain manufacturers.

15 de janeiro de 2011

ânfora decorativa - Porcelana Real



ânfora decorativa
22(h) x 19(c) cm
Porcelana Real
porcelana
decoração com decalque e complementos em ouro
déc. 1960

fonte: site Mercado Livre

19 de março de 2010

leiteira - Porcelana Real



leiteira média; 12,5(h) x 13(c) cm
Porcelana Real
porcelana
decoração com decalque e filete de verniz azul
1946/1948
coleção site Porcelana Brasil

7 de março de 2010

em uso...



1962
xícara: Porcelana Real



1967
xícara: Porcellana Mauá



1969
xícara: Porcelana Real

2 de julho de 2009

visita à fábrica da Porcelana Schmidt - unidade Mauá

No dia 25 de junho passado fiz um programa que foi de grande importância para minha pesquisa: uma visita à fábrica da Porcelana Schmidt - unidade Mauá.

Fábrica Porcelana Schmidt em 2009
foto: Dep. Design Porcelana Schmidt

8 de novembro de 2008

praça XV - 08/11/2008

Finalmente, depois de várias semanas, consegui voltar à feira da praça XV!

Estava bem vazia de público e de vendedores; havia várias bancas desocupadas. E vai chegando esta época do ano, os vendedores já começam a reclamar que as vendas estão caindo...

Comprei este conjunto da Zappi:



A vendedora disse que este jogo está na família há 72 anos... Se a informação estiver correta, se poderá assumir que esta versão da marca da Zappi está em uso desde meados dos anos 1930.


Este vasinho pequenino da Cerâmica Artística SP




E um lote de 5 pratos de sobremesa Real anos 1950, pois nunca é demais comprar mais peças com O decalque "Rosas Fontana"!!!!

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