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15 de dezembro de 2009

Ossos bovinos na fabricação de cerâmica


fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11499/ossos-bovinos-na-fabricacao-de-ceramica.htm#
agradecimentos: Antonio Carlos Lorette


15/12/2009
Por Fabio Reynol

Agência FAPESP – A utilização de ossos de boi como parte de matérias-primas de peças cerâmicas confere uma qualidade superior aos produtos acabados. Essa técnica de fabricação é dominada atualmente somente pela Inglaterra, mas o Brasil acaba de dar um importante passo para ingressar nesse mercado.

Douglas Gouvêa, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, vem, desde 2004, decifrando esse processo produtivo por meio do projeto “Desenvolvimento do processo nacional para a fabricação de porcelana de ossos – bone china”, que tem apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

Diferentemente da técnica inglesa, que utiliza cerca de 50% de osso bovino calcinado na composição da peça, na versão brasileira o teor desse material ficou em torno de 2%.

“Utilizamos o osso como um ativador do fundente, no caso, o feldspato”, disse Gouvêa, esclarecendo que o osso proporciona uma queima mais rápida e ainda auxilia a formação de nanocristais, fazendo a peça ficar mais translúcida e, desse modo, mais valorizada comercialmente.

A pesquisa também obteve vantagens econômicas para a indústria de porcelana, com a diminuição na temperatura de sinterização (fusão das matérias-primas em pó) de 50º C a 70º C.

“Se imaginarmos um forno com seis toneladas de material, dez graus a menos representam uma economia considerável de tempo e de energia empregada”, explicou.

A qualidade da cerâmica adicionada de osso também é superior à das similares tradicionais. Além da aparência mais translúcida, a bone china é menos porosa e apresenta resistência maior à flexão e ao impacto.

A equipe de Gouvêa já fez ensaios de impacto registrando um considerável aumento na resistência mecânica. O grupo agora pretende efetuar testes de flexão e de alvura nas peças com adição de osso.

Matéria-prima abundante

O osso bovino é uma matéria-prima abundante no Brasil, que conta com um rebanho de cerca de 200 milhões de cabeças de gado. O professor da Escola Politécnica da USP explica que o material, subproduto da indústria de corte, passou a receber destinações menos nobres após a proibição internacional de utilizá-lo como aditivo de ração animal desde o advento da doença da vaca louca.

Por conta disso, o osso bovino tem servido basicamente para fabricar fertilizantes vegetais. Segundo o pesquisador, a utilização pela indústria cerâmica empregaria essa matéria-prima em produtos de maior valor agregado.

Diferentemente dos ossos de outros animais, o bovino confere um alto grau de alvura à cerâmica. Isso se deve ao fato de seu material agregado, como sangue e gordura, se desprender mais facilmente ao ser aquecido em autoclaves.

Resquícios desses materiais deixam na peça elementos indesejáveis como o ferro, por exemplo. “Ao oxidar, esse mineral deixa a cerâmica com aspecto acinzentado. Aliado ao processo de calcinação, o osso bovino torna-se quase isento de materiais orgânicos”, explicou Gouvêa.

A próxima etapa da pesquisa é desenvolver o processo de esmaltação, que será aplicado no revestimento das peças. “Como a bone china dilata mais do que a cerâmica comum, temos que encontrar um esmalte que se adapte a esse processo”, disse.

22 de setembro de 2009

Serviço de porcelana mais caro do mundo é português



http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1357092

O serviço de mesa mais caro do mundo chama-se Stravaganza e é português. Entre decorações em ouro e diamantes incrustados de forma inovadora, o serviço português atinge o preço de 250 mil euros.


A edição exclusiva terá apenas 10 serviços e fez a sua apresentação mundial em Madrid, durante a feira Intergift, que se iniciou em 09/09/2009.

O serviço é um projecto da empresa portuguesa Siala. A produção da porcelana esteve a cargo da, também portuguesa, SPAL e a incrustação dos diamantes, feita com recurso a uma técnica sem precedentes, foi feita pela empresa espanhola Ouropa.

Eduardo de Bernarda,sócio gerente da empresa Siala, citado pela agência Lusa, refere que o serviço de mesa Stravaganza é "uma extravagância", como o próprio nome indica e, por isso, não é "um produto dirigido a um consumidor habitual".

"Só um cliente extravagante pode comprar um serviço extravagante. Uma obra de arte única. Não apenas pelo ouro e diamantes mas porque tecnologicamente é um produto bastante evoluído", explicou à Lusa Eduardo de Bernarda, em Madrid.

A presença na feira Intergift, que decorrerá até 13 de Setembro, servirá, segundo o sócio gerente da Siala, para procurar parceiros para vender "esta obra de arte" aos consumidores adequados.

"Temos um produto de características muito próprias, de um preço muito elevado. Não estamos aqui nesta feira à espera de vender aqui. Só por milagre é que entraria aqui um excêntrico e nos desse 250 mil euros", afirmou.

A próxima acção de lançamento do serviço será na Porto Jóia e tem por objectivo promover a empresa criadora do projecto e a própria indústria portuguesa como uma indústria com capacidades.

24 de maio de 2009

Germer Porcelanas reduz impacto ambiental

fonte: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=notas&id=24756
[19-05-2009]

Preocupada com o impacto ambiental causado pelas indústrias, a Germer Porcelanas empresa paranaense de porcelanas finas, está reaproveitando a água utilizada no processo de produção de seus produtos. A economia de água chega a 85% na fabricação das peças.

A vantagem é que toda a água utilizada no processo de preparação da matéria prima e acabamento da porcelana vão para um tanque central onde é novamente bombeado para os setores produtivos formando um circuito fechado.

A preocupação da Germer com o meio ambiente vai além do reaproveitamento da água, a empresa está investindo em equipamentos que utilizam gás natural como combustível, método ecologicamente correto. A caldeira a lenha utilizada para o fornecimento de vapor para os secadores da indústria será desativada, pois o gás natural será utilizado no aquecimento dos secadores. Com a mudança do combustível, parte das substâncias não reaproveitadas será reduzida e a água suja utilizada na lavagem será reutilizada.

Para o engenheiro de processos e laboratório da Germer, Hélio Luppi, esse processo preserva o meio ambiente. “Além da grande melhoria da qualidade do ar nas imediações da fábrica, o volume de efluentes lançados ao córrego que passa pela empresa é reduzido, preservando a qualidade da água que vai para o manancial que abastece o sistema de captação de águas para Campo Largo”.

No final de 2008, o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) realizou uma inspeção na Germer e constatou que os 15% de efluentes não reaproveitados tem seu DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), DQO (Demanda Química de Oxigênio) e PH (Potencial Hidrogeniônico) dentro dos limites exigidos pelo órgão.

13 de maio de 2009

Pratos e terrinas com 150 anos de histórias


por Kátia Catulo Diana Quintela
14 Maio 2006


Há quem diga que, quando a Fábrica de Loiças de Sacavém fechou, em 1987, a freguesia de Loures adormeceu. Acabou-se o corrupio de mulheres a levar o almoço aos trabalhadores, as tabernas que se enchiam ao final de tarde e as reuniões secretas dos operários na Cooperativa Sacavenense. "Agora, esta terra não tem nem sequer uma pensão ou um cartório", conta Zeferino da Graça, antigo funcionário da unidade fabril, que hoje comemora 150 anos.

Razões para assinalar esta data não faltam aos habitantes da freguesia. Todos eles estão directa ou indirectamente ligados à Fábrica de Loiças. Antes de a unidade ser ali instalada, em 1856, Sacavém não passava de uma povoação com pouco mais de 300 habitantes.

"Vieram famílias inteiras da região alentejana, sobretudo da serra Loriga e das Minas de São Domingos que, ainda hoje, constituem o núcleo principal da população da freguesia", explica Ana Paula Assunção, directora dos museus municipais de Loures. Segundo os seus cálculos, um em cada três habitantes de Sacavém foi operário da fábrica.

É por isso que não é difícil encontrar memórias daqueles tempos em cada canto da freguesia. José Prata ou Jorge Henriques conheceram a Fábrica de Loiças de Sacavém quando ainda eram meninos. Cresceram lá dentro e saíram dali homens feitos. Cada um deles sabe contar as histórias de todos os operários: as jornadas de 10 ou 12 horas de trabalho, as doenças e os laços de solidariedade.

Jorge, aliás, foi o responsável pela abolição do trabalho à empreitada. "O operário tinha direito a um ordenado-base, que mal dava para sustentar a família." Se quisessem ganhar, mais teriam então de produzir mais peças. "Alguns nem almoçavam para ganharem um dinheiro extra", recorda o antigo chefe de divisão da loiça de mesa.

E, como o esforço "era desumano", Jorge propôs à administração acabar com essa política. A partir daí, conta, decidiu-se subir os salários e diminuir a quantidade de peças que cada operário tinha de fazer.

Mas nem por isso a vida dos operários ficou mais fácil. Continuavam a trabalhar horas seguidas debaixo de um calor que atingia os 42 graus de temperatura. "Quem colocava as loiças sanitárias em cima das vagonetas é que sofria mais", esclarece Zeferino da Graça. Nem os sacos de serapilheira molhados às costas aliviavam os operários.

Muitos acabaram por adoecer, explica Zeferino. A silicose ou o saturnino foram os males que tiraram muitas vidas aos operários.

José Prata sabe o que isso é. Uma vez por semana tem de deslocar-se a Lisboa para receber oxigénio. O pó do azulejo infiltrou-se nos pulmões, impedindo-o de respirar. "Quando começou a ser obrigatório usar máscaras, já era tarde", conta. Qualquer material que pusesse à frente do nariz só servia para lhe cortar ainda mais a respiração.

Mas as lembranças dos antigos operários da Fábrica de Sacavém não são apenas feitas de momentos amargos. As dificuldades de cada um eram problemas de todos. "Sempre que alguém não conseguia pagar as despesas com a saúde ou até um funeral, organizávamos peditórios", diz Jorge Henriques.

A ligação dos operários à fábrica nunca desaparece, mesmo depois da sua morte. Muitas das campas dos trabalhadores, no Cemitério de Sacavém, estão cobertas com azulejaria: "Alguns têm o seu retrato pintado por ceramistas da fábrica", diz Ana Paula Assunção.

fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=640381

1 de maio de 2009

Setor de louça enfrenta concorrência chinesa


fonte:
http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/137654/
03/09/2005
Lyrian Saiki

Milhares de peças de porcelana, cerâmica e de outros materiais, como madeira e gesso, estão em exposição desde ontem no Ginásio da Rondinha, em Campo Largo, onde acontece a XV Feira Nacional da Louça, que vai até o dia 11. O evento se realiza em um período em que o setor cerâmico enfrenta grandes dificuldades, principalmente por conta da concorrência chinesa, da queda do dólar e da alta do preço do gás natural. Apesar de todos esses contratempos, a expectativa é que a feira alavanque novos negócios e receba cerca de 60 mil visitantes.

“O cenário não está como gostaríamos. Estamos nos adaptando à nova situação”, afirmou o presidente do Sindicato das Indústrias de Vidros, Cristais, Espelhos, Cerâmica de Louça, Porcelana, Pisos e Revestimentos Cerâmicos no Paraná (Sindilouças-PR), José Canisso. Segundo ele, a queda do dólar representa uma das principais dificuldades do setor. Da produção anual - estimada em 450 milhões de peças -, entre 35% e 50% é exportada. “Fechamos negócios com o dólar alto e agora estamos entregando com a moeda baixa”, lamentou.

Sobre a alta do preço do gás natural, anunciado pela Petrobras, Canisso taxou tanto a estatal como a Compagás (responsável pela distribuição de gás natural no Paraná) como “insensíveis.” “Muitos estão mandando os fornos para outros estados”, afirmou. Conforme a Petrobras, o gás que vem da Bolívia - e abastece os estados do Sul - terá aumento de 33%. A primeira parcela, de 10%, já começou a ser aplicada no dia 1.º de setembro. A segunda, de 13%, deve ser aplicada a partir de 1.º de novembro, e o restante em janeiro de 2006.

Para o empresário Antônio Girardi, diretor-presidente da Germer Porcelanas Finas, caso o aumento do preço de gás natural chegue às fábricas, ele terá que ser repassado ao consumidor. “A indústria não tem como absorver mais nada. Se qualquer reajuste de 1% já vira uma briga, imagina então de 33%?”, questionou. Segundo ele, todos os contratempos enfrentados pelo setor já estão implicando em crescimento este ano. “As vendas em 2004 foram excelentes. No início de 2005, estimamos crescimento de 20%, mas devemos repetir os números do ano passado, com dificuldades”, afirmou. A Germer está instalada em Campo Largo há 26 anos e produz 700 mil peças por mês.

Além da alta do preço do gás natural, o setor de louças - especialmente o de porcelanas - ainda enfrenta a concorrência de produtos chineses que, segundo Girardi, custam até 60% menos que os nacionais. “Não falo em qualidade, mas em preço. E o que as pessoas procuram é preço menor, não adianta.”

Para o diretor Fábio Faria, que participou ontem da abertura da feira como representante do Ministério do Desenvolvimento, o setor cerâmico tem que se organizar para enfrentar a “concorrência desleal” da China. “O setor tem que se organizar. Depende da iniciativa do setor em argumentar, colocar o seu ponto de vista para que o governo federal tome alguma decisão sobre isso”, afirmou Faria.

37 empresas

O pólo cerâmico de Campo Largo é formado por 37 empresas, que geram 14 mil empregos diretos e indiretos. O setor é líder em produção, fabrica 90% da porcelana branca de mesa nacional, 83% das porcelanas da América Latina, 40% das cerâmicas de mesa e mais de 16 milhões de metros quadrados de pisos e revestimentos ao ano.

Serviço: A Feira Nacional da Louça acontece das 14h às 22h (dias úteis) e das 10h às 22h (sábados, domingos e feriados), no Ginásio da Rondinha, BR 277, km 20. Ingresso a R$ 3,00.

Expectativa no mercado internacional

Para o proprietário do Atelier Fedalto & Otero, Marcelo Fedalto, as expectativas não poderiam ser melhores. Ainda este ano ele estará levando suas peças para a Galeria Lafayette, na França, onde espera divulgar seus produtos para o mundo todo. “Lá fora, o reconhecimento é muito maior”, garante. Fedalto se concentra especialmente em peças de cerâmica - especialmente vasos -, com pintura feita à mão. “É tudo artesanal”, garante. O atelier surgiu há dois anos com a produção de 10 mil peças por mês e hoje já são 30 mil.

Para a designer Daniela Botelho, a feira tem gostinho de novidade. “É a primeira vez que apresento o meu trabalho ao público”, afirmou Daniela, que trabalha com linhas de peças exclusivas e faz a pintura à mão há seis meses. O produto, praticamente exclusivo, concorre com marcas já conhecidas no quesito preço. Um jogo de seis pratos rasos, por exemplo, sai por R$ 90,00.

Mas a feira é também para quem procura peças mais baratas. Caso de pratos de porcelana da Schmidt, vendidos por R$ 1,99 cada. O industrial Valdemir Pansani, de Pedreiras (SP), viajou quase 620 quilômetros e arrematou o estoque de 12 caixas - 144 pratos no total. O objetivo é revender em sua loja. “Esses pratos estão com o preço abaixo do custo. Um prato de porcelana, sem decalque (estampa), não sai por menos de R$ 3,20”, afirmou. (LS)

Decisão da Bolívia preocupa produtores de porcelana do Paraná


fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/especiais/news/175740/
03/05/2006
Agência Estado

Expectativa e esperança são os dois sentimentos que animam os empresários paranaenses, sobretudo os dos setores de cerâmica e porcelana, que consomem 20% do gás natural que chega ao Paraná. "Achamos que é apenas uma troca de fornecedor, mas quando estatiza fica mais complicado, por isso a expectativa", disse o presidente do Sindicato da Indústria da Louça e Porcelana do Paraná (Sindilouça), José Canisso. "Mas há uma grande esperança, pois eles precisam vender."

Canisso espera uma posição definitiva nos próximos 180 dias, mas não acredita que seja necessário as empresas adotarem seus planos alternativos. "Mas podemos usar GLP ou outras fontes, apesar de ficar mais caro", disse. O gás natural representa 20% no custo de qualquer peça. "Já sofremos a crise Collor, a das porcelanas chinesas, o alto preço do gás, e continuamos vivos", ponderou.

Em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, responsável por cerca de 90% do mercado nacional de porcelana, oito empresas utilizam 150 mil metros cúbicos de gás por dia. O sistema foi implantado em 2000.

Dessas empresas, duas - Incepa e Euro Gles - utilizam exclusivamente o gás natural para a queima da matéria-prima. As outras têm outras alternativas implantadas e que atuam concomitantemente, como madeira, GLP e energia elétrica. A direção da Incepa estava em reuniões e não pôde atender a reportagem. Apenas uma nota foi divulgada. Nela, o presidente da empresa, Jorge Francino, alertou que a produção pode ser afetada diretamente, no caso de haver paralisação na importação de gás. A Incepa utiliza 1,5 milhão de metros cúbicos de gás natural por mês.

"Estamos atentos à situação, acreditando que o governo brasileiro está se mobilizando positivamente na busca de uma solução que atenda às empresas que usam o insumo em suas linhas de produção", disse o presidente, de acordo com a nota. Outras empresas preferiram manifestar-se somente por meio do sindicato.

O presidente da Companhia Paranaense de Gás (Compagás), responsável pela distribuição do produto no Estado, Luiz Carlos Meinert, viajou ao Rio de Janeiro para participar de reuniões na sede da Petrobras. Ele pediu apenas cautela para os clientes. "O fato mais importante é que a Petrobras garantirá o abastecimento normal do gás natural", explicou. A Compagás, que depende exclusivamente do gás boliviano, distribui diariamente 750 mil metros cúbicos no Estado - 90% para indústrias e 10% para residências, comércio e automóveis.

Racionamento de água preocupa indústria


fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/189642/
Lyrian Saiki
26/07/2006

A indústria do Paraná - especialmente setores que utilizam grande volume de água no processo de produção - já acionou a luz amarela. Embora as grandes empresas contem com reservatórios gigantes ou com sistemas que proporcionem a reutilização da água - sem contar os poços artesianos, alternativa cada vez mais procurada -, o iminente racionamento não deixa de ser motivo de preocupação.

“Essa falta de água é preocupante. Nosso setor, acredito, utiliza cerca de 40% da água do município”, afirmou José Canisso, presidente do Sindicato da Indústria de Vidros, Cristais, Espelhos, Cerâmica de Louça e Porcelana no Paraná (Sindilouça-PR), referindo-se às fábricas localizadas em Campo Largo.

Só na Germer, unidade instalada naquele município e que produz cerca de 700 mil peças de porcelana ao mês, são cerca de 200 mil litros de água consumidos por dia. “O setor (de porcelana) usa muita água, mas temos uma pequena estação de tratamento e quase todo o volume de água retorna ao processo de produção”, explicou o diretor industrial da Germer, Márcio Luiz Cruzara. Segundo ele, a fábrica capta água de um manancial que passa pelas suas instalações e deságua no Rio Itaqui. “O racionamento não nos afetou, mas preocupa”, afirmou.

Em outra grande fábrica de porcelana em Campo Largo - a Schmidt, responsável pela produção de aproximadamente 1,3 milhão peças por mês -, o sistema de reutilização de água também foi implantado, há cerca de três anos. “Esse sistema facilitou muito. Se não o tivéssemos, com certeza sentiríamos mais o problema de falta de água”, apontou o gerente de produção da unidade em Campo Largo, Roberto Lange. Além da reutilização, a fábrica conta ainda com um poço artesiano, que pode ser usado em caso de emergência. “Essa falta de chuva preocupa. Os rios ao redor da fábrica estão todos com nível baixo”, afirmou.


Pouco impacto

Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, regional Paraná (Dieese-PR), o iminente racionamento de água - que ainda vem sendo estudado pela Sanepar, e não tem data para começar - não deve afetar o nível de produção das indústrias instaladas no Estado. “As empresas normalmente têm reservatórios ou estação para reuso da água, ao contrário da energia elétrica, que não tem como ser armazenada”, comparou o supervisor técnico do Dieese-PR, Cid Cordeiro. Segundo o economista, os setores industriais que mais utilizam água no Paraná são o de alimentos e bebidas, papel, indústria química, montadoras e construção civil. “O racionamento não deve afetar as atividades desses setores, nem trazer impacto econômico”, arrematou o economista.

Previsão

A expectativa é que uma frente fria chegue entre amanhã e sexta-feira trazendo chuvas, conforme previsão do Sistema Meteorológico do Paraná.

Setor da louça dribla concorrência chinesa


fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/economia/news/198217/
08/09/2006

Ganhar pouco em cima de muito. É essa a aposta de muitas indústrias de cerâmica e porcelana instaladas em Campo Largo, na tentativa de driblar a concorrência chinesa. “A China continua sendo um problema, pois representa uma concorrência desleal, com mão-de-obra praticamente escrava. Vimos, porém, que não adiantava brigar no Legislativo, no Judiciário. O jeito era concorrer no preço”, afirmou o presidente do Sindicato da Indústria de Vidros, Cristais, Espelhos, Cerâmicas, de Louça e Porcelana no Paraná (Sindilouças-PR), José Canisso.

Seguindo esta linha, muitas empresas decidiram aumentar o volume de unidades produzidas e reduzir a lucratividade. “Antes, as fábricas ganhavam muito em cima de pouco. Agora é o contrário.” Nos últimos cinco anos, segundo Canisso, o volume de peças produzidas em Campo Largo aumentou quase 50%. O faturamento, porém, continua o mesmo: cerca de US$ 500 milhões por ano. “Com o detalhe que o dólar chegou a R$ 3,50, e agora está em R$ 2,14”, afirmou, referindo-se ao câmbio desfavorável.

A Studio Tacto/Tirolesa é uma das fábricas que decidiu investir no aumento de produtividade. Atualmente, produz cerca de 1,2 milhão peças ao mês, mas tem o objetivo de chegar a 2 milhões. “Temos preços bem competitivos, pratos de cerâmica a partir de R$ 0,90”, afirmou o gerente Donizetti Cari. O gerente reclama, porém, do preço do gás natural - combustível utilizado nos fornos de cerâmica e porcelana. “Hoje o gás representa 22% do custo; é o item que mais pesa.”

Na fábrica de cerâmicas Portela, a reclamação é principalmente quanto à concorrência chinesa e à alta carga tributária que, segundo a gerente Viviane Portela, ‘consome’ quase 40% do faturamento. “Se vendemos R$ 100 mil, R$ 40 mil vão para o governo”, comentou. A fábrica, que produz cerca de 150 mil peças por mês e emprega 46 pessoas, já chegou a produzir 190 mil peças e ter um quadro com 58 funcionários. A redução, segundo ela, ocorreu há dois anos. “Com os produtos da China, tivemos que reduzir os custos”, explicou Viviane. O estande da Portela era um dos mais concorridos ontem, na 16.ª Feira Nacional da Louça, em Campo Largo. O motivo: preço baixo. “Um jogo de jantar de 13 peças está saindo por R$ 16,00 (média de R$ 1,23 por unidade), abaixo até do que a gente vende para o lojista, que é R$ 18,90”, exemplificou.

O pólo cerâmico de Campo Largo é formado por aproximadamente 40 empresas, entre pequenas (familiares), médias e grandes fábricas que geram 14 mil empregos diretos e indiretos. O setor é líder em produção, fabrica 90% da porcelana branca de mesa nacional, 83% das porcelanas da América Latina, e mais de 16 milhões de metros quadrados de pisos e revestimentos ao ano. A produção anual estimada é de 450 milhões de peças.

A 16.ª Feira Nacional da Louça segue até o próximo dia 17, no Ginásio da Rondinha. A expectativa do Sindilouça-PR é receber cerca de 70 mil visitantes.

Indústria nacional de porcelanas reclama da concorrência externa



foto: Daniel Derevecki

Os fabricantes nacionais de porcelana estão declarando guerra aos produtos chineses que entram no Brasil com preços até 60% mais baixos.

Mas o custo do produto não é o motivo da briga, e sim o alto teor de chumbo que a porcelana asiática concentra, muito além do permitido pela legislação brasileira.

Representantes do setor se reuniram ontem em Curitiba para decidir se entram na Justiça contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que o órgão fiscalize a entrada desses produtos no País.




De acordo com presidente do Sindilouça-PR, José Canisso a própria Anvisa é quem regula a legislação que trata no teor de chumbo nesses produtos, que não pode passar de 0,8%.

"A Anvisa é rigorosa quando nós exportamos, mas não aplica a mesma rigidez na entrada desses produtos no País. José Canisso, presidente do Sindilouça-PR."

No entanto, testes encomendados por entidades do setor de louças, porcelanas e vidros ao Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o laboratório SCG do Brasil comprovaram que os índices estão bem acima do permitido, chegando, em alguns casos, a até 5%. Os resultados desses exames foram encaminhados à Anvisa.

Segundo ele, o setor quer que a fiscalização seja feita e que os produtos importados passem obrigatoriamente a apresentar laudos de laboratórios credenciados internacionalmente na entrada no País. O sindicalista não nega que a mobilização também tem relação com a proteção de mercado, e ressalta que além da saúde pública, o problema é social.




O setor gera mais de 30 mil empregos no Brasil, sendo que só na região de Campo Largo, onde ficam as maiores produtoras de cerâmica da América Latina, são seis mil empregos diretos e o dobro de indiretos. É muita gente trabalhando em todas as empresas, e todos dependem do crescimento do setor”, ponderou. Só na região de Curitiba são produzidos 450 milhões de peças por ano, e 35% vão para o exterior.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) indicam que as importações de conjuntos de jantar, café e chá de porcelana saltaram de US$ 2,7 milhões no primeiro trimestre de 2007 para US$ 4,1 milhões no mesmo período deste ano.

A China lidera as importações, e de janeiro a março deste ano mandou para o Brasil cerca de US$ 4 milhões de aparelhos de cerâmica.


Anvisa aponta inconsistência

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, através de sua assessoria de imprensa, que recebeu do Sindilouça do Paraná, em maio deste ano, laudos sobre a presença de chumbo em pratos de porcelana chinesa, e considerou o material inconsistente. Isso porque, não apresentava a identificação do laboratório que fez as análises, tampouco a quantidade amostrada, período e local onde as peças analisadas foram recolhidas.

Mesmo assim, a Anvisa informou que por medida de precaução e proteção da saúde da população brasileira, irá propor atualização da legislação nacional que trata de embalagens e equipamentos de vidro e cerâmica em contato com alimentos. (RO)

Produção concentra processos artesanais




A porcelana é composta por 16 produtos - sendo a maior concentração de argila, areia de quartzo, caulim e feldspato -, que são misturados com água em moinhos onde ficam em descanso por cerca de 50h.

A segunda etapa do processo consiste em filtrar o material e retirar a unidade e o ar. Após quinze dias a massa resultante da mistura está pronta para iniciar o processo de moldagem das peças.

Dentro de formas, as peças passam pela primeira queima, em fornos que atingem temperaturas superiores a 800 graus. Esse processo dura 16h.

Após receberem uma camada de esmalte, as peças seguem para outro forno, que passa de 1.300 graus, por mais 18h.

Na fábrica da Germer, em Campo Largo, considerada uma das maiores do Brasil, onde são produzidas 900 mil peças por mês, entre 65% a 70% da produção é branca. O restante recebe alguma decoração cujo preço final acresce cerca de 40%. (RO)

22 de abril de 2009

Visabeira lança OPA à Vista Alegre


A Visabeira, através da Cerutil, lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o capital da Vista Alegre. A empresa vai pagar um total de 12 milhões de euros pelas acções admitidas em bolsa.

A Visabeira, através da Cerutil, lançou uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o capital da Vista Alegre. A empresa vai pagar um total de 12 milhões de euros pelas acções admitidas em bolsa.

Em comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Cerutil, empresa detida a 100% pelo Grupo Visabeira, revela que a contrapartida oferecida é de 0,092 euros pelas acções da VAA – Vista Alegre Atlantis. Esta contrapartida representa um total de 7,11 milhões de euros pelas 77,31 milhões de acções da empresa que estão admitidas à negociação.

Pelas acções da VAA Fusão, que também está cotada em bolsa, a Visabeira oferece 0,072 euros, o que corresponde a 4,88 milhões de euros face ao número de acções admitidas em bolsa.

O último dia de negociação das acções da Vista Alegra foi na última sexta-feira (16 de Janeiro), depois da CMVM ter decretado a suspensão da negociação das acções. A VAA encerrou a negociar nos 0,070 euros naquele dia e a VAA Fusão fechou nos 0,10 euros.

Se forem consideradas apenas as acções admitidas à negociação na bolsa nacional, a Visabeira iria investir quase 12 milhões de euros. Mas além destas acções a empresa terá ainda de comprar as que não se encontram admitidas.

Os intermediários da operação serão o Caixa BI e o Banco Millennium BCP Investimento.

fonte:
Sara Antunes
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=349926

19 de abril de 2009

reflexões (muito!) superficiais sobre a "invasão chinesa"


Hoje recebi em casa um caderno promocional da cadeia de super-mercados americana WAL-MART, que está se espalhando em nosso país tal qual uma epidemia.

Entre os mais variados produtos possíveis, há anúncios de jogos de porcelana, com preços inacreditavelmente baixos, sem que se diga sua procedência. Pois bem, há uma loja desta cadeia bem perto de minha casa, e já pude ver estas louças. A maior parte das louças vendidas por esta rede, como era de se esperar (infelizmente!) é chinesa, muitas com embalagens que estampam verdadeiros crimes contra nosso idioma. E várias "marcas" que na verdade são fantasia, não correspondem a empresas reais, trazem como país de origem apenas RPC, ou seja, República Popular da China.

E o nosso país, que é o paraíso da passividade, e da (ultra neurótica) valorização de QUALQUER COISA que venha de fora (nosso pior traço cultural, na minha visão), mesmo que seja uma visível porcaria, fica quieto enquanto sua indústria de louças, que já foi uma das maiores do mundo, e gerava milhares de empregos, vai a cada dia encolhendo e ruindo. Muitas das poucas fábricas de louça que conseguiram sobreviver nos anos 1960/1970 à competição com a louça de vidro e plástico, nos anos 1990, com a abertura de mercado, começaram a fechar uma a uma.

Eu pude avaliar nas minhas mãos esta louça, e como quase sempre, não é de qualidade. E o pior de tudo, que no final das contas na hora da compra é o que pesa mais, é o baixo preço, ainda mais se comparado aos produtos similares, de produção brasileira:

>> jogos de jantar e chá Schmidt em ponta de estoque, com 20 peças, tem preços que variam de R$ 220 até R$ 310.

>> um aparelho de jantar e chá com 20 peças brancas, sem decoração, da Schmidt, EM PROMOÇÃO custa R$ 109 (o preço regular é R$ 139)

>> um aparelho de jantar e chá com 20 peças Schmidt, em catálogo, preço normal não promocional, custa em média mais do que R$ 500.

>> um aparelho de jantar e chá com 30 peças de faiança (Vitramik) com decoração da Oxdord está custando EM PROMOÇÃO R$ 239 (preço original: R$ 299)

>> um aparelho de jantar e chá Oxford Biona Actual com 30 peças custa R$ 179.

>> um mero conjunto de 6 pratos Germer custa de R$ 68 a R$ 110.

>> um aparelho de jantar e chá com 28 peças da Viva (Porcelana Del Porto; ex-Vista Alegre, ex-Renner) custam de R$ 190 até R$ 290.

>> um aparelho de jantar e chá com 30 peças da Cerâmica PORTO BRASIL está custando em torno de R$ 280; em promoção pode ser encontrado por R$ 200.

>> Nestas MESMAS LOJAS, os jogos de 20 peças chineses podem ser encontrados desde por volta de R$ 40, até no máximo R$ 100, sendo que a maioria custa abaixo de R$ 70.

E aí, como a nossa indústria pode sobreviver a esta devastadora competição, extremamente injusta, uma vez que estes preços baixíssimos serem possíveis não apenas pela baixa qualidade do material, mas também pelo praticamente nulo controle de qualidade, e principalmente devido ao trabalho (quase) escravo de milhares de pobre-coitados chineses, que trabalham sem a menor condição de saúde e segurança, que mesmo nos países mais atrasados já são mínimas? Sem contar que, como comprova o recente caso da cadeia de lojas CASA & VÍDEO, em muitos casos estes artigos chegam no Brasil através de contrabando, sem pagar qualquer tipo de imposto de importação!

A solução seria o protecionismo? De forma alguma! Sou defensor do livre comércio, mas este livre comércio tem que ser IGUAL PARA TODOS OS PAÍSES!

Como aceitar que a concorrência entre nossas fábricas e as orientais acontece de forma justa e limpa, quando enquanto aqui a carga tributária é IMENSA, o peso das leis trabalhistas emperra a dinâmica do mercado de trabalho, e lá na China, os trabalhadores recebem salários de fome, não tem qualquer segurança trabalhista, nenhum apoio social, médico, etc; muitas vezes tem descontados de seus salário miseráveis "moradia e alimentação", que não passa de uma senzala!

Como aceitar esta concorrência com um país, que para mim é quase certo, seja regiamente subsidiada pelo governo Chinês, numa estratégia cruel e desonesta de "domínio mundial"?

Como aceitar que nosso governo permita a importação descarada de artigos que serão usados no consumo de alimentos, e que sequer seguem a regras brasileiras e internacionais de segurança para a saúde do consumidor? (saiba mais aqui: porcelana chinesa tem alto teor de chumbo)

O que deveria ser feito é a PROIBIÇÃO de importação de QUALQUER PRODUTO (não apenas louça!!), de QUALQUER ORIGEM (não apenas da China!!), que:

- fosse resultado de trabalho escravo ou quase escravo, onde os trabalhadores são tratados como descartáveis, sem que se sigam as normas internacionais de segurança;

- pudessem apresentar riscos à saúde e segurança do consumidor, seja lá por qual razão for, em especial se não atendem às normas e regras que os produtos fabricados no Brasil são obrigados a seguir.

Apenas estas duas regras já mudaria e muito este cenário danoso para nossa indústria.

Mas outra coisa que me espanta é que os nossos industriais e os Sindicatos das Indústrias de Porcelana e Cerâmica parecem ainda mais perdidos do que nossos governantes, pois reclamar da concorrência desleal da indústria chinesa até reclamam, mas não vejo nenhuma AÇÃO EFETIVA, em cobrar do governo alguma providência, para que possamos ter concorrência sim, que é sempre boa para o consumidor, mas que esta seja em bases de igualdade.

13 de abril de 2009

Cerâmicas de 9 mil anos são encontradas no Marrocos


NADOR, Marrocos (AFP) — Recipientes de cerâmica, que seriam os mais antigos fabricados no Marrocos, foram descobertos cerca de 50 km ao sul de Nador (norte) por arqueólogos marroquinos e alemães, informou o governo local nesta quarta-feira.

A descoberta aconteceu no sítio de Hassi Ouenzga, em Saka, área em que viveram populações neolíticas há 9.000 anos, informou a delegação provincial da Cultura.

Os pesquisadores pertencem ao Instituto Nacional de Ciências da Arqueologia e do Patrimônio (Insap, marroquino) e ao Instituto Alemão de Arqueologia.

Segundo esses especialistas, dirigidos por Abdeslam Mikdad e Josef Eiwanger, os recipientes de Hassi Ouenzga são 2.000 anos mais remotos do que os mais antigos até hoje encontrados no Marrocos e no conjunto dos países do Magreb.

As populações instaladas nesse local deixaram vestígios de diferentes fases do Neolítico, acrescentou a mesma fonte. O objeto em cerâmica mais recente remontaria a 6.000 anos antes da nossa era.

A decoberta de sinais da fabricação de cerâmica desde essa época pode modificar, profundamente, a percepção que os cientistas têm dessas sociedades do início do Neolítico no Magreb, destacou a nota, lembrando que a cerâmica tinha uma importância social e econômica considerável, porque facilitava o comércio entre as comunidades.

A fabricação de cerâmicas também foi testemunha da mudança nos costumes culinários, além de facilitar a conservação de água. Após o desenvolvimento da agricultura e da domesticação de algumas espécies de animais, como bois e cabras, teve papel primordial na evolução socioeconômica das populações prehistóricas.

A equipe de cientistas do Programa do Riff Oriental (montanhas do norte do Marrocos) começou seus trabalhos em 1994.


fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hsrbWpaFODBIeZvF3YR3Ksg0Fyzw

7 de abril de 2009

Cerâmica Weiss: famílias poderão permanecer no local até a decisão final


matéria e imagens: VNews
07/04/2009
fonte: http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=47050




A Justiça deu parecer favorável às famílias que vivem, hoje, no espaço que pertencia à fábrica de cerâmica Weiss. Os moradores poderão ficar no local até o julgamento definitivo do caso.

O prédio, hoje em ruínas, fazia parte da massa falida da empresa até o ano passado. Mas uma construtora de Campinas comprou o local e tem planos para a área de mais de 7 mil metros quadrados.

Atualmente, moram 26 famílias no terreno da antiga fábrica de cerâmicas. Algumas pessoas estão no local há mais de 60 anos. Os moradores se mobilizaram num abaixo-assinado e recorreram à Defensoria Pública.

1 de abril de 2009

Grupo Visabeira compra a fábrica Bordalo Pinheiro




A empresa de cerâmicas Bordalo Pinheiro, de Caldas da Rainha, acaba de ser adquirida pelo grupo Visabeira por um milhão e 800 mil euros. O Estado também contribui, com mais dois milhões de euros.

Apesar do futuro da fábrica da Bordalo Pinheiro estar agora salvaguardado, os trabalhadores ainda não estão convencidos e querem conhecer os projectos do grupo Visabeira e, em particular, se incluem todos os postos de trabalho actuais.

“O importante é saber o projecto da Visabeira para a manutenção dos postos de trabalho e o pagamento dos salários dos trabalhadores. Até ao dia de hoje não temos conhecimento do projecto e que futuro está reservado para os trabalhadores”, disse.

fonte:
CC/António Nicolau
http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=23&SubSubAreaId=53&ContentId=282167

21 de dezembro de 2008

Dólar faz porcelana chinesa perder força


fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/economia/conteudo.phtml?id=840238

A indústria brasileira de porcelana de mesa promete virar o jogo contra a invasão de produtos chineses no mercado. O dólar forte, a implantação de sobretaxas e a aprovação de um novo projeto de lei devem reduzir o fôlego das importações de artigos asiáticos em pelo menos 20% a partir de 2009, calculam as empresas do setor.

Embaladas pelo dólar fraco e pelos baixos custos de produção, as importações da porcelana da China se transformaram na principal dor de cabeça para as fabricantes nacionais nos últimos anos. Entre 2004 e 2007 elas passaram de US$ 4 milhões para US$ 18 milhões. O produto chinês, que chega ao mercado nacional custando entre 30% e 60% menos do que o nacional, tirou espaço do brasileiro.

Calcula-se que os chineses tenham abocanhado algo como 40% das vendas de porcelana de mesa no país nos últimos anos. Somente de janeiro a outubro deste ano foram importados US$ 23 milhões em aparelhos de jantar e chá e outros artigos de mesa e cozinha, 66% a mais do que no mesmo período do ano passado.

“Se o dólar se mantiver no patamar de R$ 2,30 a R$ 2,40, a participação dos chineses pode cair em até 20%”, comemora Antônio Girardi, presidente da Germer Porcelanas Finas, segunda maior empresa do setor no país, com fábrica em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. A moeda norte-americana disparou desde setembro e acumula uma valorização de cerca de 52% em relação ao menor preço do ano, de R$ 1,55.

Responsável por 90% da produção brasileira de porcelana de mesa e 30% da cerâmica de mesa do país, o pólo de Campo Largo abrange 36 empresas, que juntas produzem 450 milhões de peças por ano e faturam, juntas, R$ 1 bilhão. O setor emprega 6 mil pessoas. “Os chineses fizeram estragos profundos no setor, que teve que reestruturar, investir em tecnologia e produtos de maior valor agregado para se manter no mercado”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Porcelana, Vidros, Espelhos, Cristal, Pisos e Revestimentos Cerâmicos e de Louça do Paraná (Sindilouças), José Canisso. Segundo ele, o setor vem adotando uma série de medidas para tentar conter a entrada dos chineses. Em julho, entrou em vigor uma sobretaxa às importações, que elevou de US$ 0,44 para US$ 1,44 a taxa paga pelo quilo de porcelana importada.

Também está em fase de elaboração uma ação antidumping contra as importações da China, acusadas de entrar no mercado brasileiro com preços muito abaixo dos custos de produção. As empresas aguardam ainda a aprovação, no Senado, do projeto de lei 717/03, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que sujeitará os produtos importados às mesmas normas de certificação impostas às mercadorias nacionais. A idéia é proibir a importação ou o fornecimento de mercadorias em desacordo com a regulamentação técnica federal. “O Brasil é um dos poucos países sem uma legislação específica sobre a entrada de produtos importados. O projeto (que deve ser aprovado em 2009) vai valer para todos os setores, mas vai beneficiar muito a indústria de porcelana”, diz.

Contaminação

De acordo com o Sindiçouças, o maior problema da porcelana chinesa vendida no Brasil é a contaminação por elevados níveis de chumbo e cádmio, metais pesados que provocam danos irreversíveis à saúde humana e estão totalmente fora dos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Câmbio favorece exportações

A expectativa é que o dólar forte também beneficie exportações da porcelana brasileira. Hoje 20% da porcelana de Campo Largo é exportada, mas muitas empresas reduziram seus contratos ou trabalharam com margens muito reduzidas nos últimos anos. Agora, elas têm a chance de recuperar a rentabilidade. “Antigos importadores, principalmente da América do Sul, que vinham substituindo a porcelana brasileira pela chinesa têm nos procurado para fazer negócios”, diz Antonio Girardi, presidente da Germer Porcelanas Finas. De acordo com ele, as exportações, que representam 5% da produção, devem alcançar 10% em 2009.

De acordo com o presidente do Sindilouças, José Canisso, o setor exporta principalmente para Estados Unidos, América Latina, Europa, Austrália e Nova Zelândia. De acordo com Canisso, em função do câmbio e da forte atuação dos chineses no mercado mundial, as exportações chegaram a cair para 40 milhões de peças, mas um esforço de modernização e de investimentos em maior valor agregado elevaram esse patamar para 90 milhões em 2008. (CR)

5 de junho de 2008

Porcelana paranaense luta para sobreviver


por Mirian Gasparin
07/04/2008
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=5762648548527230257

Sem condições de concorrer de igual para igual com o preço das porcelanas chinesas, as indústrias de porcelanas de Campo Largo tiveram que buscar alternativas para manter o faturamento, e, conseqüentemente, os empregos.

A Germer, que é a segunda maior indústria de porcelana do Brasil, fica apenas atrás da Schmidt, optou por fabricar peças de porcelanas diferenciadas, está agregando mais valor aos seus produtos e foi em busca de novos nichos de mercado.

Na semana passada eu visitei a fábrica da Germer, em Campo Largo, e fiquei impressionada com o que vi na indústria que emprega 530 funcionários. A maioria dos produtos é feita artesanalmente.

Ameaçada pela concorrência da porcelana chinesa, que custa 60% a menos, a Germer partiu para um planejamento estratégico e no ano passado conseguiu elevar seu faturamento em 25%. Para este ano, o crescimento previsto é de 20%. O bom desempenho nos negócios, segundo me informou o presidente da Germer, Antonio Girardi, decorreu da produção de peças diferenciadas, como pratos quadrados, xícaras maiores, e um novo público consumidor, principalmente, o setor hoteleiro.

A partir de maio, a Germer começa a utilizar um novo forno, que foi comprado por alguns milhões de dólares. Este forno que utilizará o gás natural possibilitará a queima de um milhão de peças de porcelanas por mês e se somará aos dois outros fornos que queimam cada um 300 mil unidades mensais.

12 de maio de 2008

SENAI-SP Inaugura Laboratório de Cerâmica Branca em Pedreira


http://www.sp.senai.br/home/Telas/news/news.asp?idn=313
02/04/2008
Por Mônica Lemos

Resultado de parceria com a Prefeitura e o Sindilouça, novo ambiente de ensino contribuirá para o aprimoramento da capacitação profissional de 500 alunos e 85 empresas do setor

No dia 4 de abril passado, o presidente do Sistema Fiesp, Paulo Skaf, inaugurou em Pedreira o Laboratório de Ensaios em Cerâmica Branca. O novo ambiente de ensino, para o qual foi destinado R$ 1 milhão, funcionará em uma das alas das instalações da EMEIEF Professora Hortência Fornari Novo (Rua Jorge Bélix, 771 - Jardim Andrade).

O laboratório foi viabilizado graças a uma parceria entre o Sindicato das Indústrias de Louças e Cerâmica do Estado de São Paulo (Sindilouça) e a Prefeitura de Pedreira, que cedeu o prédio e aplicou cerca de R$ 250 mil em adaptações e reformas, e o Senai-SP. A entidade investiu R$ 750 mil em equipamentos de última geração e fará o acompanhamento para aperfeiçoar os processos de produção do pólo ceramista de Pedreira.

Segundo Silvia Helena Carabolante, diretora da Escola Senai Mário Amato, de São Bernardo do Campo, à qual está vinculado o Laboratório, esta iniciativa fortalece o pólo cerâmico de Pedreira e oferece suporte tecnológico às indústrias. “O laboratório será utilizado como ambiente de ensino e para a realização de testes, ensaios e estudos voltados a empresas que buscam desenvolvimento tecnológico e certificação”, afirma.

O novo laboratório de cerâmica dispõe de equipamentos que representam o que há de mais avançado em ensaios e desenvolvimento de produtos para o setor. Além disso, dará suporte ao Curso Técnico de Cerâmica, que então tinha sua parte prática ministrada na unidade de São Bernardo do Campo e, agora, passa a oferecer teoria e prática em Pedreira. O Laboratório apoiará também as 29 empresas participantes do Arranjo Produtivo Local (APL) de Pedreira, na área de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.

Inauguração
O laboratório de cerâmica será inaugurado com a presença do prefeito de Pedreira, Hamilton Bernardes Júnior, do presidente do Sistema Fiesp, Paulo Skaf, do diretor regional do Senai-SP e superintendente operacional do Sesi-SP, Luis Carlos de Souza Vieira, e do presidente do Sindilouça, Nelson Ferreira Dias.

7 de abril de 2008

Em clima caseiro, Museu expõe louças e porcelanas



O Museu Histórico Municipal ficará com jeitinho caseiro nos próximos meses. Desde 27 de março está em cartaz no local a exposição Louças da Casa, que reúne porcelanas, faianças, cerâmicas e louças produzidas pelas principais indústrias cerâmicas que funcionaram em São Caetano do Sul até metade do século 20 e constituíram a principal atividade econômica da cidade até o período.


Em meio a 150 peças, como pratos, tigelas, sopeiras, jarros, bules, xícaras, artigos para decoração, e outros objetos, uma instalação que traz uma mesa pronta para um chá da tarde dá o toque de aconchego à mostra. Com destaque para peças da Fábrica de Louças Adelinas e da Louças Cláudia (pertencente às Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo), há produções das indústrias: Cerâmica Toyoda, Porcelana São Paulo (Teixeira), Cerâmica Ita Brasil, Cerâmica Artística Da Costa, Cerâmica Marinotti e outras.


Começando por um conjunto de jarra e bacia em louça, com data de 1926, a mostra avança nas décadas e expõe peças produzidas até os anos 60. Um dos objetos mais interessantes é um jarro para vinho com um compartimento que servia para a colocação de pedras de gelo, que mantinham a bebida fria e não se misturavam a ela. Vale a pena, ainda, prestar atenção à delicadeza e à técnica das peças pintadas à mão.Se quiser entrar mesmo no clima caseiro o visitante pode tomar um café fresquinho, servido em um conjunto de porcelana produzido na cidade na década de 1970.


O supervisor do Museu, Clovis Esteves, explica o nome da exposição: "Escolhemos este nome pois estamos expondo peças feitas em casa, ou seja, produzidas em São Caetano, e que eram utilizadas em casa, no ambiente doméstico".


A exposição Louças da Casa fica em cartaz no Museu Histórico (Rua Maximiliano Lorenzini, 122 - Bairro da Fundação) até 30 de maio, com visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Mais informações pelo telefone 4229-1988. A entrada é gratuita.

4 de abril de 2008

Vista Alegre e Raul da Bernarda vivem dias difíceis

fonte: http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=18725
04-04-2008


Os trabalhadores da Vista Alegre – Atlantis, em Alcobaça, terminaram hoje, dia 4 de Abril, duas semanas de greve parcial contra o bloqueio à contratação colectiva por parte da associação patronal do sector vidreiro.

Numa acção de contestação que o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira garante ter envolvido 99 por cento dos trabalhadores da área de produção, na primeira semana os trabalhadores pararam durante uma hora em cada período de trabalho, por turnos, uma paralisação que aumentou para duas horas por período na semana que hoje termina.

No rol de queixas dos trabalhadores está também a ausência de actualizações salariais há quatro anos, pelo que reivindicam um aumento de 60 euros.

À semelhança do sector vidreiro, também a indústria cerâmica de Alcobaça conheceu já melhores dias. Fundada em 1875, e considerada uma das mais importantes empresas do concelho de Alcobaça, a Raul da Bernarda está neste momento a finalizar um plano de reestruturação interna que permita a sua continuidade. Para fazer face ao enfraquecimento do dólar e à dificuldade que a empresa tem tido em encontrar novos mercados, os despedimentos parecem ser inevitáveis, embora não se saiba para já quantos dos actuais 145 trabalhadores serão dispensados.

Em declarações ao semanário Região de Cister, o administrador João Pinto Marques garantiu que apesar dos tempos difíceis vividos actualemente, a empresa “tem planos para o futuro. Sabemos onde queremos ir e apenas aguardamos resposta dos parceiros para mantermos o plano”, acrescentou ainda.

17 de dezembro de 2007

porcelana de ossos brasileira


adaptado de matéria de Aline Moraes
jornal USP Notícias
http://www.usp.br/agen/repgs/2007/pags/004.htm

Uma porcelana mais branca, mais leve e ao mesmo tempo resistente, e maior valor do que a porcelana comum: esta é a porcelana de ossos (bone china), material originariamente desenvolvido na Inglaterra, por Josiah Spode, que o físico Ricardo Yoshimitsu Miyahara recriou com matérias-primas totalmente brasileiras, em estudo inédito realizado no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica (Poli) da USP.



porcelana de ossos (1), porcelana comum (2) e cerâmica branca (3)

Utilizando cinzas de ossos bovinos, caulim (tipo de argila) e feldspato (rocha dotada de propriedade fundente), Miyahara conseguiu, em seu doutorado, produzir uma porcelana com propriedades superiores às do material inglês, que emprega a "cornish stone", uma matéria-prima específica daquele país.

A chave para uma porcelana de ossos de qualidade está no controle das condições de produção. A formulação resultou numa porcelana de ossos quase duas vezes mais resistente que a porcelana comum e tão branca quanto a porcelana de ossos inglesa.


exemplo de "bone china" fabricado pela Spode,
inventores da porcelana de ossos

Além da Inglaterra, que produz bone china desde o final do século dezoito, apenas Estados Unidos e China fabricam essa cerâmica, cujo custo de importação é muito alto. "Como o Brasil é um dos maiores criadores de gado bovino do mundo e tem grande tradição na fabricação de produtos cerâmicos, temos, então, condições de fabricar essa porcelana em grande quantidade, podendo até tornar-nos um grande exportador desse material que possui um elevado valor agregado", avalia Miyahara.

>> leia o artigo completo:
www.usp.br/agen/repgs/2007/pags/004.htm
>> Josiah Spode: www.spode.co.uk/History/josiah.html
>> mais sobre "bone china" (em inglês):
www.thepotteries.org/types/bonechina.htm

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