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15 de maio de 2010

Quebrar louça no Chiado já esgotou um estoque de 5.000 pratos

fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1568462&seccao=Sul
13/05/2010

Cem mil cacos de pratos ao fim de seis dias

Cinco mil pessoas já descarregaram o stress de um dia de trabalho quebrando louça no Chiado, em Lisboa. De tal forma que esgotaram o estoque de pratos da iniciativa que começou há uma semana. A organização promete mais pratos, quando será possível retomar este curioso ritual anti-stress: escrever uma mensagem com uma caneta preta no prato branco e, com mais ou menos algazarra, parti-lo contra uma parede onde está sendo projetado um vídeo em que várias pessoas se queixam do que fica por fazer por causa do trabalho.

A adesão do público foi tanta, que o artista que idealizou esta exposição, Hugo Israel, de 31 anos (ver perfil ao lado), teve de encomendar mais uma remessa de pratos à SPAL Porcelanas. Com alguma surpresa. "Inicialmente estava inseguro mas o sucesso excedeu todas as minhas expectativas", disse ontem ao DN.

Hugo Israel conseguiu mobilizar milhares de visitantes com esta iniciativa, que pretende seja terapêutica - o que tem sido provado pelos vários visitantes. O sucesso é tal que o Chiado After Work só termina no dia 30 e já não há loiça disponível para partir. Restam 1500 pratos expostos nas paredes com mensagens do artista e um monte de cacos de porcelana no chão. Cem mil, estima o artista.

Ontem no Chiado prosseguia o Chiado After Work, iniciativa da Associação para a Valorização do Chiado, que pretende dinamizar aquela zona, com as lojas abertas até mais tarde (às 21.00) e muita animação. E era com algum desalento que os visitantes se deparavam com o fim do lote de cinco mil pratos.

"Achei muito desagradável não avisarem as pessoas de que o stock de pratos já tinha terminado", diz Sofia Visenjou, estudante de Arquitectura. "É muito chato, mas como a ideia é tão gira, havemos de voltar brevemente", acrescentou Bárbara Monteiro, estudante de Design. "Fiquei desanimada, porque podia ter aproveitado a minha folga noutro lugar", disse Raquel Nunes, lojista. Veio de Sintra e trouxe a família para libertar o stress ao passear por Lisboa.

Isabel Silva, professora de Inglês, estava a passear com o seu marido pelo espaço - a antiga Pastelaria Marques, na Rua Garrett, n.º 70. "Trouxe o meu marido, porque achei importante partilharmos este momento juntos. Mas quando vi que não havia mais pratos para partir, fiquei-me pelos bolinhos da KaffeeHaus" disse.

O casal de turistas alemães Thomas e Lydia (29 anos) já tinham tido a experiência de partir pratos no Chiado. Mas gostaram tanto que ontem regressaram. Depararam-se com a ruptura de stock. "Nunca tínhamos visitado Lisboa e estamos impressionados com a vida do povo português", disseram ao DN. "Lisboa está fabulosa e cheia de vida." Dois turistas entusiasmados com o facto de numa semana o Benfica ter vencido o campeonato nacional, o Papa ter feito uma visita a Portugal e haver uma exposição no coração da cidade cujo principal objectivo é partir pratos.

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