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Bordallo Pinheiro convida artistas brasileiros para criação de peças inéditas

fonte: http://www.publico.pt/Cultura/bordallo-pinheiro-convida-artistas-brasileiros-para-criacao-de-pecas-ineditas-1514900

03.10.2011 - 16:55 Por Cláudia Carvalho

A conhecida fábrica centenária de faianças, Bordallo Pinheiro, desafiou 16 artistas brasileiros para criarem peças originais inspiradas na obra de Rafael Bordallo Pinheiro (1846-1905), fundador da empresa. O objectivo é levar o nome da fábrica para o Brasil, através da comercialização da colecção limitada desenhada pelos artistas e de uma exposição em São Paulo. O mesmo acontecerá em Lisboa.



“16 BB – Bordallianos do Brasil” é o nome do projecto artístico luso-brasileiro, que trará à fábrica das Caldas da Rainha, até Março de 2012, os 16 artistas plásticos brasileiros, que passarão dez dias em Portugal, de forma a ficarem familiarizados com o modo de fabrico das peças da marca, as várias técnicas utilizadas, assim como toda a história da fábrica. No total serão 16 peças únicas, limitadas a 250 exemplares para comercialização (125 exemplares destinados ao mercado português e outras 125 peças para o Brasil).

“2012 será o ano da internacionalização da marca no mercado brasileiro e por isso faz sentido lançarmos este projecto”, disse ao PÚBLICO, Nuno Barra, director de marketing da Bordallo Pinheiro, explicando que é objectivo da fábrica lançar todos os anos uma campanha com artistas e países com quem Broldallo Pinheiro tinha uma relação mais directa.

O pintor Caetano de Almeida, que vive e trabalha em São Paulo, será o primeiro a dar início ao projecto artístico, estando já em Portugal para conhecer a empresa. Mas não só da pintura se fará o projecto, que pretende apresentar peças das várias áreas artísticas, da pintura à escultura, passando pela moda e fotografia. Depois de Caetano de Almeida, seguem-se Saint Clair Cemin (escultura), Barrão (pintura, escultura, multimédia), Tunga (escultura e desenho), Regina Silveira (vídeo-arte), Efrain de Almeida (escultura), Fábio Carvalho (objecto, fotografia, desenho, assemblage, multimédia) , Frida Baranek (escultura), Marcos Chaves (fotografia e vídeo), Sérgio Romagnolo (pintura, escultura), Tonico Auad (desenho, instalação e fotografia), Tiago Carneiro da Cunha (pintura e escultura), Erika Versutti (escultura), Estela Sokol (pintura) e as estilistas Isabel Capeto e Martha Medeiros. A regra é simples: um artista, uma peça, uma reinterpretação contemporânea do legado deixado por Bordallo Pinheiro.

“Rafael Bordallo Pinheiro tinha uma ligação ímpar com o Brasil, onde viveu anos antes de criar as Faianças Bordallo Pinheiro, fundando diversos projectos jornalísticos e culturais. Sentimos, ao lançar o convite a estes 16 artistas contemporâneos brasileiros, que este seria, indiscutivelmente um projecto com o qual Rafael se identificaria”, acrescenta, em comunicado, Nuno Barra, lembrando que Bordallo Pinheiro deixou, há mais de cem anos, a “Jarra Beethoven”, uma peça com 2,60 metros de altura, exemplar único e considerado o mais emblemático da marca, que o artista ofereceu à Presidência da República do Brasil, em 1899, e que está exposta actualmente no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

À semelhança do que aconteceu em Março, num projecto semelhante, onde a Fábrica Bordallo Pinheiro apresentou sete peças originais no Museu do Design e da Moda, em Lisboa, estas peças inéditas serão lançadas no final de 2012 em duas exposições, uma em Lisboa e outra em São Paulo, em espaços ainda a definir.

Para os interessados na compra, em Portugal as peças vão estar disponíveis nas lojas da Vista Alegre e da Bordallo Pinheiro, enquanto no Brasil vão ser comercializadas em galerias de arte.

A Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha foi fundada em 1884 com o propósito de revitalizar as artes tradicionais da cerâmica, cruzando-as com a modernidade de diversos estilos que anunciavam o futuro e com a originalidade e irreverência do seu criador, Rafael Bordallo Pinheiro. Esteve para encerrar há dois anos por dificuldades financeiras, tendo sido depois adquirida pela Visabeira Indústria.

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meu muito obrigado ao amigo LuisY por ter me avisado da matéria, senão a teria perdido.

Peças da Bordallo Pinheiro em filme de Almodóvar

fonte: http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2011/09/15/pecas-da-bordallo-pinheiro-em-filme-de-almodovar/



Várias peças da Bordallo Pinheiro, fábrica das Caldas da Rainha, estão em grande destaque na nova película do realizador espanhol Pedro Almodóvar, “La Piel que Habito”, um filme que acaba de estrear em Espanha após o excelente acolhimento da crítica no Festival de Cannes.

As típicas terrinas e peças decorativas das Faianças Bordallo Pinheiro, que fazem parte da imagem típica de Portugal, entre as quais “Abóboras”, “Tomates”, “Ananases” e “Laranjas”, assumem um papel de destaque em várias cenas do filme de Almodóvar, no décor de uma cozinha por onde passam os actores Elena Anaya, Marisa Paredes e António Banderas. O serviço de café “Colours” da Vista Alegre – chávenas, açucareiro e leiteira num apelativo e moderno tom cor-de-laranja – é também utilizado.

Para Nuno Barra, director de Marketing e Design Externo da Vista Alegre Atlantis e da Bordallo Pinheiro, “é um enorme orgulho sermos embaixadores da cultura portuguesa, num filme de Pedro Almodóvar, com peças da Vista Alegre e da Bordallo Pinheiro, que atravessarão fronteiras em mais um sucesso do aclamado cineasta espanhol”.

“Estamos muito satisfeitos por esta colaboração, que resulta de um caminho muito ambicioso que a Vista Alegre Atlantis tem trilhado nos últimos dois anos, aliando a sua tradição e excelência secular a uma renovação e contemporaneidade para a qual tem chamado um notável conjunto de artistas contemporâneos de peso, no panorama nacional e internacional. Esta reestruturação tem sido alavancada por uma agressiva estratégia de internacionalização e de expansão da rede de lojas próprias e pontos de venda, que tem levado a que muito mais públicos, de diferentes países e culturas, conheçam a excelência em porcelana, cristal e faiança de três marcas portuguesas centenárias detidas pelo Grupo Visabeira – a Vista Alegre, a Atlantis e a Bordallo Pinheiro”, sustenta Nuno Barra.

As peças Vista Alegre Atlantis e Bordallo Pinheiro, que Pedro Almodóvar escolheu para o seu novo filme “La Piel que Habito”, podem ser adquiridas nas lojas Vista Alegre Atlantis e na loja Bordallo Pinheiro das Caldas da Rainha.

Faianças Rafael Bordalo Pinheiro - Depósito de vendas


Caldas da Rainha [Visual grafico] : Faianças Rafael Bordalo Pinheiro / ed. de Jorge Garcia
Publicação: Santarem : Jorge Garcia, [a.c.a. 1954]
postal ilustrado : p&b ; 8,5x13,5 cm
Impressao fotografica. Postal nº 316. Bordo crenado

fonte: http://84.91.3.51/plinkres.asp?Base=BMCR&Form=COMP&SearchTxt=%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%22+%2B+%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%24%22&StartRec=0&RecPag=5

Caldas da Rainha Fabrica de Faianças



Caldas da Rainha Fabrica de Faianças / [ed. de Paulo Emilio Guedes e Saraiva]
Publicação: [Lisboa] : [Paulo Emilio Guedes e Saraiva], [a.c.a. 1904]
postal ilustrado : policromatico ; 9x14 cm
Impressao em fototipia.

fonte: http://84.91.3.51/plinkres.asp?Base=BMCR&Form=COMP&SearchTxt=%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%22+%2B+%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%24%22&StartRec=0&RecPag=5

Officina de Faianças de Bordallo Pinheiro


Officina de Faianças de Bordallo Pinheiro [Visual gráfico] : CALDAS DA RAINHA / Edição Costa
Publicação: [Lisboa] : Edição Costa, [a.c.a. 1903]
postal ilustrado : p&b ; 9x14 cm
Impressão em fototipia. Postal nº 363

fonte: http://84.91.3.51/plinkres.asp?Base=BMCR&Form=COMP&SearchTxt=%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%22+%2B+%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%24%22&StartRec=0&RecPag=5

título de ações de 1884 da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha



Lisbon, 30 June 1884, Share certificate à 20$000 Reis, #498, 46.5 x 29 cm, multicoloured, light horizontal fold across, DB. The most beautiful share certificate in perfect condition! Condition: EF. Probably the most magnificent stock certificate! The company was founded already in the 15th century by the Portuguese queen Dona Lenor. Under the leadership of her husband Johann II Portugal became the leading sea and colonial power of Western Europe. Caldas da Rainha (= thermal springs of the queen), the place where the porcelain and faience manufactory was built, is a therapeutic bath and was the favoured summer residence of the Portuguese monarchs.

The Fabrica de Faiancas still exists nowadays and is a great object of interest. The share certificate was designed by Raphael Bordalho-Pinheiro (1847-1905) and shows many of his favoured animal motifs. The execution of the artwork is very complex, because 11 colours were necessary for the print of the picture, whereas each single share certificate had to be printed manually.

Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha

A Fábrica de Faianças nasceu do sonho de Rafael, acalentado pelo amigo de longa data, Ramalho Ortigão, e pela irmã Maria Augusta. O terreno (80.000 m) foi comprado por dois contos de reis e nele existiam 2 nascentes de água e 2 barreiros que serviriam de matéria prima ao fabrico de tijolos, telhas e louça artística. A escritura da fábrica, sociedade anónima de responsabilidade limitada, foi assinada a 30 de Junho de 1884 e Rafael entregou-se de corpo e alma ao plano arquitectónico das instalações. O resultado foi um pavilhão de dois andares com dois corpos laterais de pavimentos térreos, destinados a aulas e depósito de louça cercado dum parque ajardinado e arborizado, e um grande edíficio de um só pavilhão onde estavam instaladas máquinas e oficinas para além de três fornos. Para além de um grande pavilhão para venda e armazenamento dos produtos acabados.

Exposição Portuguesa no Rio de Janeiro, em 1879


fonte: http://mfls.blogs.sapo.pt/20086.html
agradecimentos ao amigo LUIZY, do ótimo blog "Velharias", pela dica deste ótimo blog: Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém



Pormenor da página 156 da revista O Occidente, número 44, de 15 de Outubro de 1879, com três gravuras cujas respectivas legendas são: "Luciano Cordeiro – Marcellino Ribeiro Barboza – A exposição de crystaes e ceramica na Sala de D. Manuel".

Na página anterior encontra-se o seguinte texto sobre as obras expostas e as fábricas representadas neste espaço:

" Sala de D. Manuel. – N'esta sala, a primeira com que se depara ao entrar na exposição, estão dipostas as louças, cristaes [sic] e obras de ceramica.

A fabrica da Marinha Grande, da Vista Alegre, de Sacavem e algumas outras, expõem variados typos de louça de todas as qualidades, competindo com os productos com que o estrangeiro habitualmente surte os mercados.

A louça das Caldas destaca-se, como em todas as exposições antecedentes a que tem concorrido, pelo seu typo especial e cheio de originalidade, que lhe dá um lugar á parte na ceramica moderna, e a faz apetecida de toda a gente dotada de bom gosto. A louça, imitação do antigo, exposta pelo sr. Cifka, chama as atenções geraes pela magnificencia, que a torna apta para ser collocada a par das melhores peças artisticas.

Há uma nova associação nas Caldas da Rainha para defender a cerâmica

Gazeta das Caldas / Natacha Narciso
8:00 Sexta-feira, 29 de Jan de 2010
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/560690

Tesouros Verdadeiros assim se designa a nova associação que tem como objectivo "a salvaguarda e a valorização das memórias e da transmissão dos saberes fazer relativos à produção cerâmica, com particular interesse pela louça vernácula". Quem o diz é Conceição Colaço, uma das responsáveis desta "associação na hora", constituída nas Caldas no dia 18 de Dezembro e que adquiriu também a marca homónima.

Esta é uma entidade sem fins lucrativos que "quer ter um propósito de auto-sustentabilidade, assente na gestão da sua marca", disse a associada que é técnica do Museu de José Malhoa.

A sede desta associação será na Expoeste, num espaço cedido pela câmara, onde vão ter ceramistas a trabalhar ao vivo. Vítor Lopes Henriques, José Pires, João Lúcio e Madaíl Mendes são os artesãos que vão arrancar com o projecto e vão não só produzir peças mas também estão disponíveis para transmitir os seus conhecimentos.

No dia 6 de Fevereiro será discutido o plano de actividades em 2010 desta nova entidade. Os elementos da associação vão trabalhar e os bens e serviços que produzirem "serão orientados por padrões de qualidade, na reinterpretação de formas antigas e na criação de novos modelos, articulando tradição e inovação", contaram.

A associação vai começar com um atelier de cerâmica "mostrando todo o processo de produção cerâmica, aberto ao público, com entradas gratuitas" acrescentaram.

O objectivo desta nova associação é a salvaguarda e valorização dos conhecimentos adquiridos nesta arte e para valorizar os artesãos considerados como "verdadeiros tesouros do património nacional, criando condições para que possam transmitir o seu saber, sobretudo, às gerações mais novas".

Nas peças haverá sempre uma explicação sobre o objecto, a sua contextualização e sobre o artesão que fez o trabalho. "Estaremos sempre conscientes que se tratam de recriações", disse Conceição Colaço que falou inclusivamente de uma renovação dos bonecos de cordel e de movimento.

A associação terá uma acção patrimonial pois vai querer identificar os vários ceramistas e registar as suas memórias. Pretendem pois realizar um inventário do património imaterial respeitante à cerâmica local, bem como realizar acções de animação, divulgação e formação, no diálogo permanente com os diversos parceiros sócio-culturais.

Esta associação irá inspirar-se no conceito de economuseu, isto é, quer ter uma área museológica virado para uma dinâmica empresarial de fundo artesanal.

"Queremos obter lucro, com o objectivo de gerar riqueza" disse a responsável. Esta nova entidade está interessada em trabalhar de acordo com o interesse dos coleccionadores e também criar peças em séries limitadas. "A associação vai fazer os possíveis para integrar essa rede de economuseus", afirmou Conceição Colaço.

Tesouros Verdadeiros é uma associação para o Desenvolvimento e Património e teve como antecedente o atelier de cerâmica em ambiente museológico que funcionou na Casa dos Barcos, de 15 de Setembro a 31 de Dezembro último. Aquele foi dinamizado pelos ceramistas Vítor Lopes Henriques e José Pires.

Haverá a produção de peças que serão certificadas assim como a formação que pretendem que seja também certificada pelo IEFP.

A associação tem já logotipo registado. Foi criado a partir de uma aguarela de José Pires, feita por este artista para tal fim. Nesta obra de arte está presente, como ideia subjacente, duas formas emblemáticas da produção cerâmica caldense, a partir da segunda metade do século XX: a "garrafa" e a "jarra de rabanetes", evocando o cromatismo típico desta faiança.

A sede foi já cedida à Associação pela Câmara das Caldas e funcionará nas instalações na Expoeste, logo que fiquem concluídas as obras necessárias para instalação do atelier cerâmico.

Os órgãos sociais da associação têm os seguintes eleitos: Mesa da Assembleia Geral - Presidente, Guilherme Fernandes Madeiras; 1º Secretário, Abel Henriques Bernardino; 2º Secretário, José António Pires. Direcção - Presidente, Vítor Lopes Henriques; Secretária, Maria da Conceição Parreira Colaço; Vogal Viriato Bastos da Silveira. Conselho Fiscal - Presidente, João Rosário Lúcio; Relatora, Maria de Fátima Costa Vieira Lino; Secretário, Daniel Sobral Lapa Rabiais.

Exposição “Manuel Mafra (1829 – 1905): Mestre na Cerâmica das Caldas”

por Marlene Sousa
fonte: http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/06/12/exposicao-manuel-mafra-1829-1905-mestre-na-ceramica-das-caldas/


Netos de Manuel Mafra, Rui Júlio e Eduardo Álvaro


Integrada na Festa da Cerâmica 2009 e no âmbito do Dia Internacional dos Museus, a 18 de Maio, a secretária de Estado da Cultura, Paula dos Santos, esteve no Museu de Cerâmica, onde participou na inauguração da mostra “Manuel Mafra (1829 – 1905): Mestre na Cerâmica das Caldas”.



Esta mostra, que estará patente até ao final do ano, reúne mais de 120 obras do importante ceramista, cuja acção significou para a cerâmica das Caldas um decisivo avanço de inovação e de modernidade, quer no domínio técnico, quer formal.
Trata-se de um projecto do Museu da Cerâmica que começou a ser desenvolvido por Cristina Ramos e Horta, Comissária da Exposição. Matilde do Couto, a actual responsável do Museu da Cerâmica, apontou que “podemos ver de uma forma mais estudada e documentada o que foi a intervenção de Manuel Mafra e a importância enorme que teve na cerâmica das Caldas e do país”.
Segundo a directora do Museu, Manuel Mafra, o mais importante produtor local da época, praticou um estilo sem paralelo no país e introduziu na cerâmica das Caldas uma paleta de cores variada e rica e novas técnicas de musgado e de verguinha. “Pela qualidade e criatividade das peças que realiza, não só merece o apreço do Rei D. Fernando e o privilégio de “Fornecedor da Casa Real”, como a produção da sua fábrica se impõe a nível internacional, exportando para o estrangeiro e sendo galardoado com prémios em exposições na Europa e nas Américas. Revela-se ainda pioneiro no desenvolvimento duma marca que contribui para conferir às Caldas da Rainha identidade cerâmica”, relatou.



Para Mário Tavares do Grupo dos Amigos do Museu da Cerâmica, a exposição/ estudo sobre a obra do Ceramista Manuel Mafra (que sucedeu a D. Maria dos Cacos, na sua oficina em 1850) corresponde à concretização de um anseio de anos, da Direcção do Grupo de Amigos do Museu da Cerâmica. “Sempre acreditámos que Manuel Mafra fora a ponte de passagem, da tradição, para a tradição/inovação, da Faiança Caldense – o salto do oleiro para o ceramista. Daí o nosso grande empenho em que este evento se efectivasse; mesmo que o Museu da Cerâmica não disponha actualmente dos recursos mínimos financeiros e logísticos para o efeito”, referiu.
Manuel Cipriano Gomes – “o Mafra” (1829-1905) foi o ceramista que introduziu nas Caldas da Rainha a estética inglesa e francesa contemporâneas, que, na segunda metade do séc. XIX, seguiam a obra de Bernard Palissy (ceramista da Renascença), caracterizada por peças decoradas com motivos em relevo da fauna e da flora.
Protegido pelo rei D. Fernando de Saxe-Coburgo, Manuel Mafra” visitava a corte, tendo tido contacto com notáveis colecções de arte e acesso a obras cerâmicas estrangeiras de estilo revivalista.
Manuel Mafra exportava a sua produção para o estrangeiro e participou em diversas exposições internacionais, onde foi premiado, tais como as Exposições Universais de Paris, em 1867, de Viena de Áustria, em 1873 (medalha de mérito) e Filadélfia, em 1876 (prémio), Exposição Internacional de Paris, em 1878 (medalha de prata), Exposição Portuguesa do Rio de Janeiro, em 1879.



Constitui objectivo desta exposição apresentar o percurso, afirmação e destino desta obra central na cerâmica das Caldas e cujo culminar foi alcançado por Rafael Bordalo Pinheiro, na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.

Netos de Manuel Mafra
Rui Júlio Peixoto Mafra, de 70 anos, e Eduardo Álvaro Peixoto Mafra, de 81 anos, netos de Manuel Mafra, estiveram presentes na inauguração da exposição. Elogiaram a mostra, considerando que já deveria ter sido realizada há mais tempo, porque “Manuel Mafra foi um indivíduo que impulsionou a cerâmica no nosso país e que atravessou fronteiras”. Vão oferecer ao Museu da Cerâmica dois pratos do Mestre que já têm mais de 100 anos.

A Pêra Rocha já era representada em cerâmica no século XIX


A pêra tem sido uma referência também na arte, sobretudo na cerâmica caldense desde Manuel Mafra, e também na pintura de Josefa d’Óbidos. Quem o descobriu foi o historiador João Serra, que partilhou a sua investigação na cerimónia de entronização de novos elementos da Confraria da Pêra Rocha, que se realizou a 16 de Maio, no Museu do Hospital e das Caldas.




“A cerâmica das Caldas, nas suas origens, está relacionada ao próprio núcleo histórico e ao seu hospital termal”, afirmou o historiador João Serra, explicando que os operários teriam ali construído alguns dos materiais utilizados na edificação, como a telha ou o tijolo. Na sua oração de sapiência sobre a pêra Rocha na cerâmica o investigador explicou ainda que os primeiros oleiros instalaram-se em inícios do século XVI, vindos de Lisboa, para trabalhar para o hospital termal na confecção de utensílios de cozinha e objectos médicos. Apesar dos trabalhos arqueológicos que poderão comprovar essa hipótese “estarem atrasados”, as informações de frei Jorge de S. Paulo (um dos primeiros provedores do Hospital Termal) já destacavam os vidrados da faiança caldense, sobretudo o verde Caldas e o vidrado castanho mel.

Na segunda metade do século XIX começa a ser criada a loiça naturalista. O seu introdutor foi Manuel Mafra, caracterizado pelo historiador como um homem “profundamente inovador”. Além da capacidade de fazer tudo o que lhe mostrassem, o cerâmico evoluiu na paleta de cores nos vidrados e começou a “animar” os pratos cerâmicos com animais e elementos vegetais.

“Estava-se a descobrir a cerâmica neo-Palissy e ele [Manuel Mafra] estava a fazer nas Caldas um trabalho notável de imitação e também de inovação”, disse João Serra.

O historiador procurou peras na obra cerâmica de Manuel Mafra e encontrou-as num prato que mostrou aos presentes. Também encontrou referências a este fruto na pintura de Josefa d’Óbidos e de seu pai, Baltazar Gomes Figueira.

“A cerâmica naturalista traz os elementos de modo a criar a ilusão de que o prato já está cheio de fruta”, disse. Outras vezes trata-se de dar à cerâmica a forma do objecto, como o açucareiro em forma de pêra, outro objecto que também mostrou.

Referindo-se ao local onde decorreu a cerimónia de entronização dos novos confrades (o actual Museu do Hospital e das Caldas) João Serra disse tratar-se de um local de residência real no século XIX. O autor do projecto foi o arquitecto Rodrigo Berquó, que também dirigiu as termas durante sete anos.

“Conheci este edifício como tribunal, até à criação do actual, em 1959”, informou o historiador, acrescentando que nos anos 80 o imóvel foi intervencionado e transformado em museu.

A Confraria da Pera Rocha é uma confraria gastronómica, que tem o objectivo de promover e divulgar o consumo e o bom-nome deste fruto, assim como incentivar a investigação e o seu património gastronómico nos seus múltiplos aspectos.

Fundada em 2004 no Cadaval, esta entidade tem como padrinhos a Confraria das Sopas e a Confraria dos Enófilos da Estremadura e conta com 70 membros.

Fátima Ferreira

fonte: http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=26226
Gazeta de Caldas
Sexta-feira, 29 Maio de 2009 · ANO LXXXIII · Nº 4758

Exposição “Manuel Mafra (1829 - 1905): Mestre na Cerâmica das Caldas”

Integrada na Festa da Cerâmica 2009 e no âmbito do Dia Internacional dos Museus, a 18 de Maio, a secretária de Estado da Cultura, Paula dos Santos, esteve no Museu de Cerâmica, onde participou na inauguração da mostra “Manuel Mafra (1829 – 1905): Mestre na Cerâmica das Caldas”.



Esta mostra, que estará patente até ao final do ano, reúne mais de 120 obras do importante ceramista, cuja acção significou para a cerâmica das Caldas um decisivo avanço de inovação e de modernidade, quer no domínio técnico, quer formal.



Trata-se de um projecto do Museu da Cerâmica que começou a ser desenvolvido por Cristina Ramos e Horta, Comissária da Exposição. Matilde do Couto, a actual responsável do Museu da Cerâmica, apontou que “podemos ver de uma forma mais estudada e documentada o que foi a intervenção de Manuel Mafra e a importância enorme que teve na cerâmica das Caldas e do país”.



Segundo a directora do Museu, Manuel Mafra, o mais importante produtor local da época, praticou um estilo sem paralelo no país e introduziu na cerâmica das Caldas uma paleta de cores variada e rica e novas técnicas de musgado e de verguinha. “Pela qualidade e criatividade das peças que realiza, não só merece o apreço do Rei D. Fernando e o privilégio de “Fornecedor da Casa Real”, como a produção da sua fábrica se impõe a nível internacional, exportando para o estrangeiro e sendo galardoado com prémios em exposições na Europa e nas Américas. Revela-se ainda pioneiro no desenvolvimento duma marca que contribui para conferir às Caldas da Rainha identidade cerâmica”, relatou.



Para Mário Tavares do Grupo dos Amigos do Museu da Cerâmica, a exposição/ estudo sobre a obra do Ceramista Manuel Mafra (que sucedeu a D. Maria dos Cacos, na sua oficina em 1850) corresponde à concretização de um anseio de anos, da Direcção do Grupo de Amigos do Museu da Cerâmica. “Sempre acreditámos que Manuel Mafra fora a ponte de passagem, da tradição, para a tradição/inovação, da Faiança Caldense – o salto do oleiro para o ceramista. Daí o nosso grande empenho em que este evento se efectivasse; mesmo que o Museu da Cerâmica não disponha actualmente dos recursos mínimos financeiros e logísticos para o efeito”, referiu.



Manuel Cipriano Gomes – “o Mafra” (1829-1905) foi o ceramista que introduziu nas Caldas da Rainha a estética inglesa e francesa contemporâneas, que, na segunda metade do séc. XIX, seguiam a obra de Bernard Palissy (ceramista da Renascença), caracterizada por peças decoradas com motivos em relevo da fauna e da flora.
Protegido pelo rei D. Fernando de Saxe-Coburgo, Manuel Mafra” visitava a corte, tendo tido contacto com notáveis colecções de arte e acesso a obras cerâmicas estrangeiras de estilo revivalista.

Manuel Mafra exportava a sua produção para o estrangeiro e participou em diversas exposições internacionais, onde foi premiado, tais como as Exposições Universais de Paris, em 1867, de Viena de Áustria, em 1873 (medalha de mérito) e Filadélfia, em 1876 (prémio), Exposição Internacional de Paris, em 1878 (medalha de prata), Exposição Portuguesa do Rio de Janeiro, em 1879.

Constitui objectivo desta exposição apresentar o percurso, afirmação e destino desta obra central na cerâmica das Caldas e cujo culminar foi alcançado por Rafael Bordalo Pinheiro, na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.

fonte: Jornal de Caldas on-line
http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2009/06/12/exposicao-manuel-mafra-1829-1905-mestre-na-ceramica-das-caldas/

Vista Alegre e Raul da Bernarda vivem dias difíceis

fonte: http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=18725
04-04-2008


Os trabalhadores da Vista Alegre – Atlantis, em Alcobaça, terminaram hoje, dia 4 de Abril, duas semanas de greve parcial contra o bloqueio à contratação colectiva por parte da associação patronal do sector vidreiro.

Numa acção de contestação que o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira garante ter envolvido 99 por cento dos trabalhadores da área de produção, na primeira semana os trabalhadores pararam durante uma hora em cada período de trabalho, por turnos, uma paralisação que aumentou para duas horas por período na semana que hoje termina.

No rol de queixas dos trabalhadores está também a ausência de actualizações salariais há quatro anos, pelo que reivindicam um aumento de 60 euros.

À semelhança do sector vidreiro, também a indústria cerâmica de Alcobaça conheceu já melhores dias. Fundada em 1875, e considerada uma das mais importantes empresas do concelho de Alcobaça, a Raul da Bernarda está neste momento a finalizar um plano de reestruturação interna que permita a sua continuidade. Para fazer face ao enfraquecimento do dólar e à dificuldade que a empresa tem tido em encontrar novos mercados, os despedimentos parecem ser inevitáveis, embora não se saiba para já quantos dos actuais 145 trabalhadores serão dispensados.

Em declarações ao semanário Região de Cister, o administrador João Pinto Marques garantiu que apesar dos tempos difíceis vividos actualemente, a empresa “tem planos para o futuro. Sabemos onde queremos ir e apenas aguardamos resposta dos parceiros para mantermos o plano”, acrescentou ainda.