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Indústria Cerâmica Cerqueira Leite S/A


Indústria Cerâmica Cerqueira Leite S/A em dois momentos:
Acima, na década de 1950, período áureo para a fábrica.
Abaixo, em 1979, 9 anos depois da falência. Algum tempo depois do encerramento definitivo das atividades da fábrica, a Prefeitura se apossou do espaço, que veio a ser usado como garagem da SSU. Houve um período em que neste galpão ocorriam as Feiras Industriais da cidade.

propaganda da Porcelana Real (1960)


propaganda da Porcelana Real (1960)
Revista O Cruzeiro

Porcelana Rio Branco S/A

A primeira referência à Porcelana Rio Branco até hoje encontrada é o registro da marca e do nome comercial em 1947. No catálogo telefônico carioca de 1952 a Rio Branco consta apenas como uma seção da Cia. Brasileira de Vidros (CBV), localizada no bairro de Vicente de Carvalho. Em um jornal deste mesmo ano verificamos que a empresa CBV pertencia ao português Antonio Rodrigues d'Almeida, que migrou para o Brasil na década de 1910.

Apenas em 1953 que a marca comercial “Porcelana Rio Branco” surge no catálogo telefônico, em um anúncio em destaque. Em 1956 aparece pela primeira vez na lista de assinantes do catálogo telefônico, na entrada “porcelana”. Some dos catálogos telefônicos entre 1957 e 1959, reaparecendo em 1960, agora com a razão social “Porcelana Rio Branco S/A”, e endereço independente da Cia. Brasileira de Vidros. No Diário Oficial da União, verificou-se que a criação da empresa “Porcelana Rio Branco S/A” se deu em 1958. Em atividade aparentemente até 1967, pois não consta nos catálogos telefônicos de 1968 em diante. As peças datadas mais tardias encontradas são de 1965.

Na imagem, um pouco da história da fábrica carioca Porcelana Rio Branco, através de suas marcas ao longo do tempo.

Vaso decorado com flores de maracujá | Eliseu Visconti


Eliseu Visconti (Giffoni Valle Piana, 30 de julho de 1866 — Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1944) foi um pintor, desenhista e designer ítalo-brasileiro ativo entre os séculos XIX e XX. É considerado um dos mais importantes artistas brasileiros do período e o mais expressivo representante da pintura impressionista no Brasil. (Wikipedia)

Vaso decorado com flores de maracujá - 1902
foto: Francisco Sales
fonte: http://blogportatianacarvalho.blogspot.com
acervo Instituto Ricardo Brennand

Inaugurada a Porcelana Monte Sião Ltda



A Porcelana Monte Sião foi fundada em 1959. No início, a produção era pequena e fabricava-se somente pequenos bibelôs. Sob encomenda, foi solicitado que fosse feito uma cópia de uma jarrinha azul e branca recém trazida de Portugal. Essa peça foi reproduzida e fez tanto sucesso que passou a ser um modelo de produção. Outros modelos parecidos foram desenvolvidos e produzidos e o sucesso continuava.

Para diversificar a linha de produtos, foram sendo desenvolvidas peças domésticas, como xícaras, pires, travessas, canecas, copos, etc, e o sucesso continuava. O processo era 100% artesanal. Moía-se a matéria prima, fazia-se os moldes, estampava-se as peças, aplicava-se a pintura artesanal e por fim as mesmas eram colocadas no forno a lenha por várias horas até ficarem prontas para o comércio.

Todo maquinário necessário para a produção das porcelanas era engenhado na própria fábrica, desde o 'Tamburão', enorme tambor que girava num eixo central moendo a matéria prima, o torno que era utilizado para confecção dos moldes, as peças giratórias para aplicação da pintura artesanal, as prateleiras onde as peças ficavam acondicionadas para secagem, até mesmo o forno.




As vendas no início se restringiam a pequenos eventos e feiras nas cidades vizinhas, e alguns anos após foi então inaugurada a loja, no mesmo local da fábrica. Fazia-se plantões na cidade vizinha de águas de Lindóia, com a finalidade de atrair turistas para visitação da fábrica.

Quando a fábrica foi instalada, a cidade de Monte Sião era basicamente rural, não havia visita de turistas nem comércio significativo. Com o aumento de turistas visitando a fábrica, as costureiras locais começaram a fazer ponto no local para vender suas malhas tecidas em suas casas.



Apesar de tantos anos de existência, a Porcelana Monte Sião não se rendeu até hoje à tecnologia e produz porcelana da mais alta qualidade em forno a lenha. O segredo da legítima porcelana está na mistura dos gases da lenha queimada com a porcelana encandecida, que lhe confere extrema rigidez e qualidade.

Atualmente a Porcelana Monte Sião é auto-suficiente em madeira para queima dos seus fornos, mantendo uma área especialmente reflorestada. O diferencial das nossas porcelanas é justamente a valorização do artesanal, do exclusivo, onde cada peça é tratada como única, o que nos garante uma clientela de bom gosto que sabe valorizar a arte de fazer porcelana.

fonte: site Porcelana Monte Sião >>

Museu Republicano e Museu da Energia - Itu - SP

Seguindo a dica da minha querida seguidora Lenita Vidal, faço este pequeno post sobre os Museus Republicano e da Energia, em Itu, interior do estado de São Paulo. Estive nessa encantadora cidade por poucas horas, em julho do ano passado. Naquela altura eu já tinha feito o curso sobre azulejos antigos no Brasil, com a excelente professora Dora Monteiro e Silva de Alcântara, talvez a pessoa que mais entenda de azulejo históricos no Brasil, imensamente respeitada também em Portugal, de forma que eu já estava começando a ficar contaminado por esta paixão.

Mais telhas de beirais e azulejos portugueses no Rio de Janeiro

Hoje no meu mural do Facebook, tive a grata surpresa de ver compartilhada uma foto da área do Cais e Jardins do Valongo, região que está sendo recuperada de forma majestosa pela prefeitura do Rio de Janeiro, em função das obras de preparação para as Olimpíadas de 2016.

Abaixo uma foto tirada ontem, dia 1 de julho de 2012, dia em que a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi elevada à categoria de Patrimônio Cultural da Humanidade, e dia da inauguração do espaço que se construiu para que todos possam conhecer os achados arqueológicos do antigo Cais do Valongo, também conhecido como Cais da Imperatriz, projetado pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny em 1843, pois foi lá que a Imperatriz Teresa Cristina desembarcou ao chegar no Brasil. Depois, com as reformas que visavam o afrancesamento do Rio de Janeiro, tanto na virada do século XIX para XX, e também no início do século XX, o cais foi enterrado e desapareceu sob uma praça e avenida. Cabe notar também que nestas reformas o mar foi empurrado para bem longe, após uma série de aterros, visando ampliar e acertar o desenho da região central da cidade. Uma parte enorme do que hoje é a região portuária, bem como o centro do Rio de Janeiro, originalmente pertencia ao mar.

Infelizmente este cais não conta apenas histórias alegres como a da chegada da Imperatriz, mas principalemte histórias tristes de um passado negro da história luso-brasileira, pois aí desembarcaram milhares de escravos, arrancados de suas pátrias para o trabalho forçado na colônia portuguesa.

Neste link, é possível ver algumas fotos do processo de escavação e recuperação do Cais do Valongo.

O Morro do Valongo é um dos pontos mais antigos da cidade, por ser na região portuária, e como ficou abandonado por muitas e muitas décadas, preserva preciosidades do nosso passado. E quando falamos no passado do Rio de Janeiro, em particular finais de séxulo XIX, falamos naturalmente do passado lusitano da cidade, o que para mim é sempre motivo de felicidade.

Abaixo vocês podem ver algumas fotos da "Pedra do Sal", na área do Valongo, que por muito pouco poderia até ser confundida com algum pedaço do Alfama, em Lisboa (talvez com um pouco de exagero da minha parte?).



praticamente, "figuras de convite", pintadas na subida da Pedra do Sal.





Mas as fotos que eu fiquei de queixo caído foram estas que apresento abaixo, do Morro da Conceição, ali também na mesma região, com velhos conhecidos nossos, tanto aqui, quanto no blogs dos amigos portugueses, como a Maria Andrade, a Maria Paula e o LuisY. Que surpresa! Mais uma região onde ainda há telhões de beirais e azulejos portugueses aqui no Rio de Janeiro! E eu que pensava que eles praticamente tinham desaparecido!




O Museu do Açude com seu rico acervo de telhas e azulejos portugueses é uma jóia do Rio de Janeiro, mas encontrar estas peças cerâmicas ainda nos locais onde originalmente foram colocados, como coisa cotidiana, sem a pompa e solenidade de um museu, para mim é de um valor inestimável.

Já estou me programando para fazer um passeio pela região, pois certamente haverá muito mais para ser visto e fotografado em detalhes. Fico muito feliz que esta área não esteja mais entregue ao descaso do poder público, e espero que a população entenda a importância deste acervo histórico, e passe a amá-lo e cuidá-lo.

Todas as fotos deste post são de Eduardo Rua - http://www.facebook.com/eduardor.rua

Cerâmica europeia antiga em Manaus

Por conta de uma consultoria que prestei ao Laboratório de Arqueologia da Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas, eu tive a oportunidade de me deslocar para o norte do país, e conhecer um pouco a cidade de Manaus.

Um pouco de história

Para quem não sabe, Manaus, bem como Porto Velho e Belém, tiveram um enorme desenvolvimento econômico a partir das últimas décadas do século XIX, por conta do que ficou conhecido como "ciclo da borracha".

azulejos antigos na Igreja de São Francisco e no Convento de Santo Antônio (João Pessoa - Paraíba)

Estes dias um amigo natural da Paraíba me enviou algumas fotos dos retábulos da Igreja de São Francisco em sua cidade natal, junto com uma bela fotos de azulejos azul e amarelo da mesma igreja. Os azulejos são tão bonitos, e, que resolvi compartilhar aqui no blog, junto com algumas outras fotos que busquei via Google Images.



Um pouco de história, roubada ao Wikipedia:

O Centro Cultural de São Francisco está localizado na cidade de João Pessoa no estado da Paraíba, no bairro do Varadouro. Foi criado em 1979, após um período de restauração, e aberto ao público em 6 de março de 1990 já como Centro Cultural de São Francisco.



É formado pela Igreja de São Francisco e pelo Convento de Santo Antônio. O conjunto arquitetônico de estilo barroco do século XVII é um dos mais ricos e conservados monumentos da arte barroca brasileira. A obra teve sua construção iniciada em 1589, quatro anos após a ocupação da região pelos portugueses, e foi concluída no ano de 1591 pelo Guardião Frei Antônio do Campo Maior.

O início da construção do convento se deu com a chegada dos Franciscanos,que inicialmente construíram no local um simples convento de taipa com 12 celas e um claustro. Em 1602, esse convento foi destruído para dar lugar a uma nova construção em pedra calcária.Cerca de 1865 o convento era um colégio de padres, e de 1990 até hoje é um museu.

Atualmente o claustro, é a parte mais antiga da igreja,onde os azulejos das paredes laterais são do século XVII, e retratam a historia de José do Egipto. As pinturas no teto do claustro retratam São Francisco. O púlpito, é o mais valioso do Brasil; não pela quantidade de ouro, mas sim pela quantidade de detalhes talhados.



A construção da capela dourada começou no final do século XVII. A maior parte dos recursos para ser construída a capela dourada veio da burguesia, e, em troca todos os que pagaram seriam enterrados perto do altar(naquela época se acreditava que quanto mais perto do altar se fosse enterrado, mais perto de Deus você ficaria).Na capela dourada há três altares, dois secundários e um principal, tendo o principal a imagem de santo Antônio.No teto há varias placas brancas e entre elas cachos de abacaxis.As placas brancas eram destinadas a pinturas, mas como faltou recursos deixaram-nas brancas.Em 1804 o altar principal da capela dourada foi demolido por conta dos cupins.







E para terminar, só de brinde, foto de detalhe da fachada de um casarão de João Pessoa, tão parecido com vários casarões que acabei de ver em Manaus, só que aqui revestido com azulejos do Porto (Portugal).



O 'novo' museu do Alentejo

fonte: http://visao.sapo.pt/o-novo-museu-do-alentejo=f668579


Seis anos depois do seu encerramento e após obras de qualificação e beneficiação, o Museu Municipal de Portalegre abriu portas no Dia da Cidade (23 de maio).

Instalado numa casa nobre do século XVI, junto à Sé Catedral, e com uma área superior a 4 mil metros quadrados, o seu espólio é proveniente, na sua quase totalidade, dos antigos Conventos portalegrenses de Santa Clara e São Bernardo e de doações de particulares.

Das coleções expostas, a mais significativa é a de Arte Sacra, que inclui peças em terracota e marfim. Também importante é a coleção de faiança portuguesa (século XVII ao século XX), onde se destacam as peças de louça azul e branca utilizadas para ornamentação no Oriente e os pratos ratinhos, expressão usada para designar as gentes que se deslocavam das Beiras para o Alentejo na época das ceifas.

O mobiliário, estilo D. João V e D. José, e as coleções temáticas uma de Santo António com mais de 700 peças e outra de caixas de rapé em prata e outros materiais, completam a parte expositiva do museu, que conta ainda com uma loja e cafetaria.

Para melhor compreender a riqueza deste espólio, o agora designado Espaço Cultural Museu Municipal de Portalegre tem visitas guiadas individuais e em grupo, e um serviço de educação destinado às visitas de grupos escolares.

ESPAÇO CULTURAL MUSEU MUNICIPAL DE PORTALEGRE
R. José Maria da Rosa, Portalegre
Ter-Dom 9h30-13h, 14h30-18h.
€2,10

Mapa da Floresta da Tijuca em Painel de Azulejos


Este paínel de azulejos, em estilo de azulejaria portuguesa, que se encontra na Floresta da Tijuca (Rio deJaneiro, RJ), orientando os visitantes desde os idos de 1946, foi confeccionado por uma empresa especializada em cerâmica artística (Cerâmica Brasileira Pró-Artística Bordalo Pinheiro), sob encomenda de Raymundo Ottoni de Castro Maya quando este foi administrador do parque entre os anos de 1943 e 1946.

Autoria e créditos ressaltados no painel

No canto inferior direito do Painel, na moldura, vemos a autoria do trabalho, onde consta a emrpesa que produziu sob o nome de "Cerâmica Brasileira Pró Arte Bordalo Pinheiro", do Rio de Janeiro. Contém também a assinatura do provável artista responsável pelas ilustrações, assinado com a letra "R" e sobrenome "Silva".



No canto inferior esquerdo do painel, podemos ver o título e as referências do mapa, escritas dentro de uma ilustração neo-colonial com os seguintes escritos por ondem e aparição, de cima para baixo:
P.D.F. (Nota: Sigla da antiga Prefeitura do Distrito Federal)
Floresta da Tijuca
Roteiro e sítios pitorescos da Floresta
Obras de remodelação feitas pela Prefeitura do Distrito Federal nas administrações: Henrique Dodsworth e Hidelbrando Goes
Execução e Direção de Raymundo de Castro Maya
1943-1946

Quem já viu este post anterior sobre o Museu do Açude, uma das casas deixadas por Raimundo Castro Maya para abrigar uma de suas coleções de arte, não poderá deixar de notar também seu gosto por cerâmica artística e painéis de azulejos.

Refletindo seu gosto aliado à capacidade de criar recantos agradáveis em cenários naturais, Castro Maya deixou na Praça da Cascatinha Taunay sua marca: painéis de azulejos. Não somente neste local, mas por outros pontos da floresta, existem bancos, chafarizes e marcos, onde algumas informações foram escritas sobre painéis de azulejos. Em diversos locais, azulejos são usados também como elemento de revestimento e decoração.

Abaixo do painel das fotos acima, há uma fonte que derrama água no que parece ser uma antiga banheira de mármore de carrara, tida como obra do do século XIX, lavrada com motivos florais e efígie de sátiros.

Existe outra fonte no pátio inferior da Cascatinha, com frontíspício em azulejaria portuguesa, tendo à sua frente outra banheira de mármore de carrara, também com motivos florais e bica onde vertia água em forma de golfinho, feito em louça, em tom azul.


Supõem-se que esta banheira, bem como algumas outras peças do gênero que se encontram no parque, possa ser proveniente de antigas construções, demolidas para abrir passagem para a construção da ampla Av. Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro. Em suas memórias sobre sua administração do parque da Floresta da Tijuca, Castro Maya cita que adquiriu material de valor artístico proveniente de edificações demolidas para a construção da Av. Presidente Vargas, e utilizou algumas peças inclusive na resconstrução da antiga residência do Barão de Escragnolle, atual restaurante "Os Esquilos" (também na Floresta da Tijuca). 





cerâmica portuguesa (e holandesa) do Museu do Açude

Encravada na Floresta da Tijuca, próximo ao Alto da Boa Vista, encontra-se uma jóia para quem admira cultura e natureza, e especialmente a arte da azulejaria.

Localizado numa área de 151.132m² na Floresta da Tijuca, o Museu do Açude tem como proposta relacionar o patrimônio cultural ao natural. A propriedade se destaca por suas formas e pelos vastos jardins, de inspiração portuguesa, em forma de diversos terraços ligados por escadarias. O acervo reúne uma das mais importantes coleções de mobiliário brasileiro dos séculos XVIII e XIX, assim como azulejaria e cerâmicas do Porto.

A CASA


O Museu do Açude funciona na antiga casa de inverno do industrial e mecenas Raymundo Castro Maya (1894-1968). Trata-se de uma construção neoclássica que foi reformada por seu proprietário em neocolonial, na década de 1920. Após ter herdado de seu pai a propriedade do Açude, Castro Maya acrescentou arcadas e criou beirais com telhas de louça policromada portuguesa. 

Raymundo Castro Maya
Nela você verá antigas dependências, como a sala de jantar (com uma mesa ricamente decorada), a cozinha (com panelas, louças e utensílios da época) e um pequeno banheiro, com pia, vaso e bidê originais. Também verá a sala da lareira, onde Castro Maya reunia seus convidados no passado. O mais curioso é que a casa não foi feita para morar: ela possui várias salas e apenas dois quartos de dormir, localizados no segundo andar.



No lado externo há um espelho d´água, de frente para o pavilhão onde encontram-se azulejos neoclássicos. Toda a casa é ornada por beirais de telha de louça.












COLEÇÃO DE ARTE ORIENTAL, ARTES APLICADAS E LOUÇA DO PORTO

A coleção de arte oriental reunida por Castro Maya, anteriormente exposta em ambos os museus e agora ambientada no Museu do Açude, possui exemplares raros de escultura chinesa, indiana e indochinesa, bem como de porcelanas de procedências diversas.

As artes aplicadas estão igualmente representadas por expressivo conjunto de mobiliário luso-brasileiro, prataria de origem brasileira, portuguesa, inglesa e francesa e por cristais franceses.

Também chamam a atenção peças de cerâmica conhecida como louça do Porto, um tipo de faiança ornamental, fabricada a partir do século XIX nos centros cerâmicos portugueses do Porto e de Vila Nova de Gaia. Assim podemos apreciar vasos, estátuas, pinhas, globos e leões.
















COLEÇÃO DE AZULEJARIA

O Museu do Açude oferece também uma das mais ricas coleções de painéis de azulejos portugueses no Brasil. São mais de vinte painéis decorados por azulejos portugueses barrocos, rococós e neoclássicos, trazidos de Lisboa, Maranhão e Salvador.

Os azulejos se espalham por toda a casa, podendo ser encontrados não só no interior da residência, mas nas varandas, nas fontes, nos bancos do jardim, nas mesas e até na antiga piscina. A importância da coleção de azulejos se dá por sua variedade estilística e pela representatividade da origem das peças, que são oriundas de palácios europeus, como o da Quinta Real da Praia, onde morou D.João V.

Os painéis neoclássicos vieram diretamente de São Luís do Maranhão e ganharam um pavilhão especialmente construído para abrigá-los. Já os azulejos rococós vieram de Portugal e são inspirados na série ‘Festas Galantes’, do pintor Watteau. Alguns dos móveis da casa foram retirados para dar mais visibilidade aos painéis de azulejos.
































obs: segundo fui informado pela professora Dora Monteiro e Silva de Alcântara, grande conhecedora da azulejaria europeia, em uma aula no próprio Museu do Açude, há vários azulejos lá, em particular figuras avulsas e alguns de padrão, que na verdade são  holandeses, e não portugueses.