xícara de café | Porcelana Barão do Rio Branco
xícara de café
Porcelana Barão do Rio Branco
Rio de Janeiro - RJ
porcelana
decoração com estampagem e filetes em verniz verde e ouro
janeiro/1962
coleção Fábio Carvalho
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palavras-chave: Rio Branco
Porcelana Rio Branco S/A
Apenas em 1953 que a marca comercial “Porcelana Rio Branco” surge no catálogo telefônico, em um anúncio em destaque. Em 1956 aparece pela primeira vez na lista de assinantes do catálogo telefônico, na entrada “porcelana”. Some dos catálogos telefônicos entre 1957 e 1959, reaparecendo em 1960, agora com a razão social “Porcelana Rio Branco S/A”, e endereço independente da Cia. Brasileira de Vidros. No Diário Oficial da União, verificou-se que a criação da empresa “Porcelana Rio Branco S/A” se deu em 1958. Em atividade aparentemente até 1967, pois não consta nos catálogos telefônicos de 1968 em diante. As peças datadas mais tardias encontradas são de 1965.
Na imagem, um pouco da história da fábrica carioca Porcelana Rio Branco, através de suas marcas ao longo do tempo.
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palavras-chave: história, Rio Branco
xícara de café | Porcelana Barão do Rio Branco
Hoje o Theatro Municipal do Rio de Janeiro promove uma série de concertos gratuitos, em comemoração ao seu 109° aniversário. Aqui fica minha singela homenagem, com esta xícara de café comemorativa do 50° aniversário.
Porcelana Barão do Rio Branco
decoração com decalque e filetagem em ouro
1959
coleção Fábio Carvalho
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palavras-chave: Rio Branco
xícara de café - Porcelana Rio Barão Branco
xícara de café
Porcelana Rio Barão Branco
Rio de Janeiro - RJ
porcelana
decoração com destampagem e filetes em ouro
março/1960
coleção site Porcelana Brasil
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palavras-chave: Rio Branco
prato comemorativo - Porcelana Barão do Rio Branco

prato comemorativo do 4° centenário de fundação da cidade do Rio de Janeiro
Porcelana Barão do Rio Branco
porcelana
decoração com decalques e filete em ouro
1965
fotos: site Mercado Livre
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palavras-chave: Rio Branco
Chintz, um padrão que veio da Índia
autor: Fábio Carvalho
data: outubro/2006
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| jogo de café | Porcelana Saler | déc. 1950 decoração com decalque chintz | coleção Fábio Carvalho |
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| Chintz Indiano pintado à mão, séc 18. |
A palavra inglesa chintz deriva do termo indiano “chint”, que significa um tecido de algodão mais barato, estampado em toda a sua superfície de forma vívida, com um brilho encerado devido ao uso de goma. Geralmente traz desenhos de flores, frutas e pássaros, sendo popular desde o século XVII . Com o tempo, o termo passou a definir todo tipo de tecido exportado da Índia colonial para a Inglaterra que apresentasse padronagem floral complexa. Foi usado não apenas em tecidos, como também em papel de parede.
A padronagem chegou ao Brasil através dos portugueses, que também mantinham negócios com a Índia. Com o tempo o Chintz Indiano foi sendo adaptado ao gosto local, com padrões mais simplificados com flores maiores, de cores contrastantes e intensas.
O que hoje se considera a primeira indústria brasileira foi exatamente uma estamparia de chitas, a “Fábrica de Chitas”, aberta em 1820. Ela se localizava no Rio de Janeiro, no recém criado bairro do Andaraí Pequeno, no “Largo da Fábrica das Chitas” (atual Praça Saens Peña), e funcionou por apenas 20 anos, mas mesmo assim a região continuou a ser conhecida como “bairro das chitas” por quase um século.
No que diz respeito à louça de mesa, a palavra chintz passou a ser usada pelos ingleses, e depois internacionalmente, para definir peças decoradas com padrões florais intrincados e vistosos, que geralmente recobrem a maior parte da louça.
Inicialmente, a aplicação de padrões chintz em louça era um processo decorativo feito através de pintura à mão, o que naturalmente era muito complicado, lento e de alto custo.
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| jogo da marca inglesa Royal Albert, padrão "Old Country Roses". |
Eles desenvolveram um processo em que os complexos padrões florais eram impressos por litografia em papel ou tecido duplo muito fino, que possuía uma camada removível. A parte impressa era aderida à louça, sendo então retirada a parte removível, exatamente como os decalques atuais. Uma vez queimada a louça nos fornos, permanecia apenas a tinta da impressão, que depois era protegida por uma camada de verniz.
Em meados dos anos 1930, no Reino Unido, era comum se dizer que a decoração chintz era “a expressão máxima do requinte e elegância da mesa Inglesa”. Esta decoração continuou muito popular até o início dos anos 1960, quando começou a ser vista como ultrapassada. Eram os novos tempos, de grandes mudanças no cenário cultural mundial. Nesta época começam também a surgir outros materiais no fabrico de serviço de mesa, o que fez declinar a popularidade da porcelana e faiança em geral, e em particular com a decoração chintz.
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| Bandeja Royal Winton (Grimwade) padrão Chintz 'Beeston' - Inglaterra - 1934-50. |
Há no exterior uma extensa bibliografia e muitos websites sobre o assunto, e o interesse pela louça chintz cresceu tanto que até mesmo a marca Royal Wades voltou a fabricar louça chintz, devido principalmente à enorme demanda norte-americana por estas peças.
O irônico é justamente o sucesso atual do padrão chintz nas fábricas inglesas num momento em que a maioria delas enfrenta problemas financeiros, pois foi justamente o padrão chintz que, como agora, salvou várias fábricas do Reino Unido durante a depressão da década de 1930.
A própria Royal Wades recontratou recentemente várias operárias que foram demitidas ao longo dos anos 1960, quando as linhas de produtos chintz começaram a deixar de ser produzidas.
E no Brasil...
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| Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá), data provável déc. 1950/60. Coleção do autor. |
Os exemplares de louça chintz brasileira que podemos encontrar com maior facilidade e em maior quantidade em nosso mercado de antiguidades e colecionismo são os produzidos pelas marcas de decoração Ars Bohemia, Pátria (DP, PA), Porcelanarte/Polovi e Luiz XV.
As peças destas marcas, que utilizavam a louça branca das grandes fábricas em seus produtos, apenas aplicando a decoração, foram produzidas pelas décadas de 1960 e 1970, e possuem motivos muito ricos e vistosos. Também encontramos exemplos de decoração chintz das fábricas maiores e mais tradicionais, como a Porcelana Real (Mauá – SP) e a Porcelana Schmidt (Pomerode - SC), mas não na mesma quantidade e diversidade que as empresas de decoração anteriormente citadas.
Alguns dos padrões chintz “tardios” que encontramos em louça nacional apresentam adaptações ao gosto “psicodélico” da época, também conhecido como "Paisley" (outro padrão importado da Índia).
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| Licoreiro da Cerâmica São José, decorado com um chintz psicodélico (Paisley). |
Mesmo a fábrica carioca Porcelana D. Pedro II, mais conhecida por sua porcelana para restaurantes e hotéis (foi a primeira fábrica brasileira a se dedicar a este tipo de produção, e ao longo de muitos anos foi o principal fornecedor de louça comercial no país) também produziu peças com decoração chintz.
Atualmente a Vista Alegre do Brasil (empresa portuguesa que comprou a Porcelana Renner em 1998 para produzir no Brasil, visando o Mercosul) possui em seu catálogo atual um padrão de decoração chamado “Chintz Azul”, mas que foge um pouco ao conceito do Chintz tradicional, pois a decoração não cobre a maior parte da louça, deixando muita área branca.
Naturalmente esta não é uma lista definitiva, pois quem lida com antiguidades e colecionismo sabe que todo dia uma novidade pode surgir, e deve-se sempre estar aberto a rever conceitos e paradigmas.
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| Xícara de chá da porcelana D. Pedro II - déc. 1960. Coleção do autor. |
Teria sido porque foi nestas décadas que a produção local de decalques para a decoração de louça se difundiu, não sendo mais obrigatória a importação dos decalques, o que barateou o processo decorativo?
Talvez, mas o estranho é que os desenhos encontrados em nossas louças chintz são basicamente estrangeiros.
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| Xícara de café, decoração Emano sobre porcelana Real, déc. 1970. Coleção do autor. |
É uma pena que jamais tenha sido criada por aqui uma decoração de louça chintz com desenhos tipicamente brasileiros, como aconteceu na estamparia.
Fica aqui a minha sugestão para que a nossa indústria aproveite a atual valorização do “Chitão” na moda e no design, e crie jogos de porcelana com padrões tipicamente brasileiros.
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| Vários exemplos do chitão brasileiro. |
Este artigo foi originalmente publicado na revista Retrô, de abril/2007 - Ano 3 - Edição nº. 18.
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| Decoração "Chita", criação de Marcelo Rosenbaum |
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| Prato de sobremesa, Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950. |
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| Xícara de café, decoração Emano sobre porcelana Real, déc. 1970. |
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| Decoração Luiz XV sobre porcelana Steatita - xícara de café - déc. 1960/70. |
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| Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950. |
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| Jarro (1 litro) e xícara de chá, Porcelana Rio Branco, déc. 1950. |
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| Jogo para bolo, Porcelana real, dec. 1960. |
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| decoração Luiz XV sobre porcelana Steatita - xícara de café - déc. 1960. |
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| Trio de lanche, decoração PA sobre porcelana Real déc. 1960. |
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| Xícara de café, decoração Ars Bohemia sobre porcelana Steatita, déc. 1960. |
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| Decoração Porcelanarte em porcelana Steatita - chintz psicodélico - final déc. 1960. |
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| Xícara de café, porcelana Schmidt produzida entre 1946 e 1958. |
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| Porta jóias, Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950. |
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| Petisqueira, Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950. |
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palavras-chave: Ars Bohemia, Cerâmica Mauá, chintz, D. Pedro II, Emano, Luiz XV, Oxford, PA, Pátria, Porcelanarte, Real, Rio Branco, São Pedro, Schmidt, Steatita
um pouco de Chintz
perdoem a foto ruim.
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palavras-chave: Ars Bohemia, Cerâmica Mauá, DP, Emano, PA, Pátria, Porcelanarte, Rio Branco, Saler, Schmidt, Zappi
jogo de café, chá e bolo - Porcelana Barão do Rio Branco






jogo de café, chá e bolo
Porcelana Barão do Rio Branco
porcelana
decoração com decalques e ouro
déc. 1960
fotos: cortesia Paseco Antiguidades
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-178245171-jogo-de-cha-cafe-e-bolo-baro-rio-branco-_JM
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palavras-chave: Rio Branco
A majestade das sopeiras - BARÃO DO RIO BRANCO
Hoje trago uma seleção de fotos de sopeiras da Porcelana Barão do Rio Branco, fábrica carioca (RJ) que funcionou não por muito tempo, de aproximadamente 1947 a 1967. Como vocês mesmos perceberão, não houve uma grande variação de modelos nesta fábrica, o mesmo acontecendo não apenas nos jogos de jantar, como demonstram as sopeiras, mas também nos jogos de café, chá e bolo. Mesmo as decorações, que eram mais variadas do que os modelos, também não eram muito numerosas, como podemos ver em outras fábricas brasileiras, mesmo as que duraram tão pouco quanto a Barão do Rio Branco.
coleção Porcelana Brasil
cortesia coleção Maria Bernadete da Silva


cortesia coleção Alice I.O e Silva



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palavras-chave: Rio Branco
4o. Centenário do Rio de Janeiro "Extravaganza"
Ontem na feira da praça XV havia uma banca em que praticamente à venda era souvenir do 4o. Centenário de fundação da cidade do Rio de Janeiro. As peças eram basicamente da Porcelana Barão do Rio Branco e da Porcelana Mauá.
Eu adoro estas peças, claro que muito por eu ser carioca e ADORAR minha cidade, não importa o que falem dela, o qual seja a situação atual (uma característica bem carioca, que tem o lado ruim de levar as pessoas a se acomodarem e fazerem vista grossa para os problemas que deveriam ser enfrentado, mas isso é outro assunto).

Mas eu os aprecio PRINCIPALMENTE pelo fato do 4o. Centenário do Rio de Janeiro ter acontecido no ano em que nasci, 1965. E como sou obsecado pelo ano do meu nascimento... 

Então, não poderia deixar de comprar algumas peças para a minha mini-coleção de louça do 4o. Centenário do Rio de Janeiro! Na verdade, esta coleção é tão "mini", que com as peças que comprei ontem (um bule, um prato de jogo de sanduíche, 1 caneca pequena, 2 xícaras de chá e 1 xícara de café), a coleção dobrou de tamanho.

Com isso, arrumei um lugar especial na organização da minha "macro" coleção, para poder expor todas as peças juntas.
Na banca ainda havia muitas outras peças, como xícaras com outros motivos decorativos, cinzeiros, covilhetes, bandejas, etc. Mas não dá para comprar tudo o que se quer sempre! Agora, se semana que vem eles ainda estiverem na feira... Ah, eu vou comprar mais sim!
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palavras-chave: Porcellana Mauá, Rio Branco


























