Cerâmica Weiss
fonte: lojadestempo.com.br
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vaso pequeno
12,5 (h) x 12,5 (d) cm
marca "Bonadio" (Associação das fábricas Santo Eugênio e Weiss
São José dos Campos - SP
louça de pó de pedra
decoração à mão livre com detalhes em ouro
coleção Porcelana Brasil
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palavras-chave: Bonadio, Santo Eugênio, Weiss
matéria e imagens: VNews
30/03/2010
fonte: http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=68971
Segundo PM, o trator da construtora danificou telhado da antiga cerâmica
O advogado de uma construtora de São José dos Campos foi preso hoje (30) por danificar uma área que está em análise para ser tombada pelo Patrimônio Histórico.
Os antigos proprietários da Cerâmica Weiss, uma da mais antigas empresas de São José dos Campos, acionaram a Defensoria Pública e a promotoria alertando que a construtora Goldfarb, atual proprietária da área, colocou um trator dentro da fábrica. 
De acordo com a Polícia Militar, ao colocar o veículo na área, a construtora danificou parte do telhado do prédio. O imóvel está em processo de tombamento histórico, avaliado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Público. E até que o projeto seja concluído nada pode ser feito no local.
A equipe de reportagem da Rede Vanguarda tentou falar com a construtora Goldfarb, mas nenhum representante foi encontrado pela equipe. As oito famílias que ocupavam o local saíram da área hoje por causa de um processo de reintegração de posse.
Seis famílias tiveram que desocupar ontem o prédio da antiga Cerâmica Weiss, na zona norte de São José dos Campos, após acordo firmado com a construtora Goldfarb, proprietária do terreno.
Considerado por muitos um patrimônio histórico da cidade, o prédio que abrigava as famílias e mantinha dois comércios começou a ser desocupado após tumulto entre moradores, polícia e representantes da construtora.
“Fizemos um acordo e as famílias vão sair porque a construtora disse que vai nos indenizar. O problema é a maneira como eles trataram o assunto. Já chegaram aqui querendo demolir tudo”, disse a estilista Rosa Weiss, 52 anos, cujo pai era um dos moradores do local.
Segundo ela, o prazo combinado com a construtora para a saída dos moradores era até às 15h, porém alguns funcionários se anteciparam e teriam retirado uma parte da parede para a entrada de uma máquina. “Até podemos sair, mas o problema é a forma como estamos saindo, por meio de muita pressão e sem documento nenhuma da prefeitura.
Eles ainda não podem demolir esse prédio”, disse Rosa.

De acordo com a Secretaria de Planejamento Urbano de São José, não foi emitido alvará para que o prédio fosse demolido. A equipe do Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural Cassiano Ricardo acompanhou de perto a situação, e afirmou que um processo de tombamento do prédio ainda estaria em análise desde abril do ano passado.
“É uma injustiça, pois esse prédio faz parte da história da cidade. Patrimônios não devem ser demolidos”, disse Cosme Vítor, coordenador da Central de Movimentos Populares do Estado de São Paulo.
OUTRO LADO
De acordo com a assessoria de imprensa da Goldfarb, o imóvel pertence à construtora desde 2008, após ter sido adquirido em leilão, e os moradores tiveram mais de um ano para programar a mudança. A assessoria informou ainda que o acordo foi concluído na semana passada, juntamente com a Defensoria Pública do município, e que a empresa já teria indenizado os moradores. O objetivo da construtora é preservar os moradores antigos da vila por meio da doação do imóvel.
fonte:
Jornal Valeparaibano
31 DE MARÇO DE 2010
por Simone Siqueira
matéria e imagens: VNews
29/03/2009
fonte: http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=46430
Cerca de 30 famílias que vivem no espaço onde funcionava a antiga fábrica Cerâmica Weiss, em São José dos Campos, lutam na justiça pelo direito de permanecer no local.
E a pergunta que elas querem ver respondida é: quem tem mais direito sobre a área, os atuais moradores ou a construtora que comprou o terreno?
Algumas peças viraram relíquias, estão em brechós e nas mãos de colecionadores. No passado, receberam até prêmios nacionais. 
As cerâmicas coloridas e com temas tropicais que restaram da Weiss estão expostas no antigo prédio da fábrica. Uma exposição informal, feita por ex-funcionários, pra não deixar morrer a história da empresa.
A Cerâmica Weiss nasceu em 1942, de uma outra fábrica também de louças, a Santo Eugênio, a primeira de São José dos Campos.
Em pouco tempo, conquistou o mercado nacional e chegou a exportar para os Estados Unidos, Japão e Europa. Mas na década de 90 ela não resistiu à concorrência de artigos importados e fechou as portas.
O prédio, hoje em ruínas, fazia parte da massa falida da empresa até o ano passado. Mas agora foi vendido para uma construtora de Campinas. E a nova proprietária tem planos para a área de mais de sete mil metros quadradros.
O problema é que ela não está vazia. Muitos ex-funcionários continuam no local. Roberto Gandra, que mora há mais de 10 anos lá, se assustou com a chegada de uma oficial de justiça. “Ela não entregou pra eu ler nem assinar, disse que não precisava, que era uma ordem do juiz, que ela só veio avisar que ia ser cumprida a ordem de desapropriação da área”.
Ao todo, 26 famílias vivem hoje na área da antiga fábrica de cerâmicas. Na Vila Industrial, em cada casa, há pelo menos um ex-funcionário. Gente que passou a vida inteira fazendo cerâmica. E que mora lá há mais de 60 anos.
Os moradores se mobilizam num abaixo-assinado. Querem pedir à prefeitura que faça o tombamento do prédio e revitalize a área. Quem está engajada nessa campanha é uma das netas do antigo dono da cerâmica. 
Rosa Weiss também tem no local uma confecção de roupas informal e pode ser despejada. “A gente imagina fazer um museu, onde se tratasse da história da industrialização. Ou um escola de cerâmica, porque tem muita coisa aí que ainda pode ser utilizada em uma escola voltada para a população”.
Os moradores do galpão e da Vila Industrial recorreram à Defensoria Pública. É ela quem vai defendê-los nessa batalha judicial pela posse da área. “A posse que essa famílias tem já vem de longa data, isso caracterizaria, em tese até, a aquisição da propriedade por uso capião. Então nós estamos querendo justamente levar ao judiciário esta discussão, pra que se preserve os direitos dessas famílias à moradia”.
A construtora Goldfarb, que comprou o prédio, não quis comentar quais são os planos dela para a área. A prefeitura disse que pretendia tombar a fábrica, mas constatou que o interior dela já foi modificado e por isso desistiu da idéia. E na justiça corre o processo de uso capião do local.
matéria e imagens: VNews
07/04/2009
fonte: http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=47050
A Justiça deu parecer favorável às famílias que vivem, hoje, no espaço que pertencia à fábrica de cerâmica Weiss. Os moradores poderão ficar no local até o julgamento definitivo do caso.
O prédio, hoje em ruínas, fazia parte da massa falida da empresa até o ano passado. Mas uma construtora de Campinas comprou o local e tem planos para a área de mais de 7 mil metros quadrados.
Atualmente, moram 26 famílias no terreno da antiga fábrica de cerâmicas. Algumas pessoas estão no local há mais de 60 anos. Os moradores se mobilizaram num abaixo-assinado e recorreram à Defensoria Pública.
O patrimônio industrial da antiga Cerâmica Weiss, parte importante da história industrial de São José dos Campos (SP) e do Brasil, fundada em 1941, e fechada em 1996 após a empresa ter decretado falência, está agora ameaçado de desaparecer para sempre.
Localizada no Bairro Tradicional de Santana, a Cerâmica Weiss teve seu patrimônio incorporado pelo Banco do Brasil durante o processo de falência. Durante muitos anos os moradores de Sâo José dos Campos lutam para que se preserve este patrimônio, através de tombamento, e se dê um uso cultural e social para o espaço.
Acontece que agora este patrimônio foi vendido pelo Banco do Brasil para uma construtora de São Paulo, chamda GoldFarb, que além de pretender demolir todo esse importante marco histórico da cidade, pretende ali construir diversos edifícios de apartamentos e um Shopping Center.
A área da Cerâmica Weiss foi ocupada como residência há dez anos por ex-funcionários desempregados, e até mesmo pelo ex-proprietário da cerâmica, Leopoldo Weiss, hoje com 83 anos. Todos já foram intimados a abandonar o local. Após decretar falência, a cerâmica deixou cerca de 200 pessoas desempregadas.
A Construtora GoldFarb pretende também expulsar as 29 familias que lá residem há mais de 50 anos, moradores da antiga Fábrica e da Vila Operária Weiss, basicamente ex-trabalhadores da antiga cerâmica. Muitos pessoas foram morar lá com consentimento do proprietário na época, por conta de dívidas trabalhistas. E essas pessoas não participaram do processo de falência e não tiveram chance de defesa.
Todo este processo faz parte da grave especulação imobiliaria que vem ocorrendo no bairro, incentivada pela Construção da Via Norte pela Prefeitura Municipal, onde recentemente no Jornal Valeparaibano, foi anunciada a construção de aproximadamente 800 edificios.
Rosa Weiss, 52 anos, que tem uma microconfecção na área da antiga cerâmica e é filha dos antigos proprietários da empresa afirmou que a construtora vem realizando um ‘terror’ psicológico nos moradores. Segundo ela, não foi dado até agora nenhuma abertura de negociação.
Tombamento será tema de campanha
Assim como o Vicentina Aranha, o Espaço Mário Covas e a Igreja São Benedito, a área de 25 mil metros quadrados da antiga instalação da Cerâmica Weiss pode se tornar mais um patrimônio histórico de São José.
A Defensoria Pública informou que já tramita um recurso sobre o assunto nos órgãos responsáveis. Além do recurso, um abaixo-assinado iniciado pelos moradores vai percorrer os bairros da cidade com esse objetivo.
Segundo os organizadores da Campanha pela preservação da Weiss, vários são os objetivos da luta em defesa da conservação do antigo prédio da Cerâmica Weiss, como transformar a antiga Cerâmica em uma escola de cerâmica aproveitando todo o material cerâmico que ainda existente, com o auxílio de toda a experiência dos ex-funcionários, e do último ceramista administrador da Weiss, Leopoldo Weiss, para atuarem como professores.
Outro objetivo é a construção de um museu sobre cerâmica com o objetivo de reunir, organizar e divulgar exposições de objetos cerâmicos, publicações, entre outros meios, as informações e materiais relativos à história da industrilaização da cidade e o importante papel da indústria cerâmica neste período, resgatando a memória de outras indústrias já esquecidas, como a Cerâmica Eugenio Bonadio, primeira indústria que aqui se instalou por volta de 1921.
Pretendem também constituir o Centro de Artesanato com espaço para aulas e venda de produtos dos artesãos da região incluindo área de alimentação beneficiando os moradores do entorno, a exemplo do que ocorreu nas Docas em Belém do Pará.
O engenheiro e ambientalista Vicente Cioffi, Membro da Coordenação da Campanha pela preservação da Weiss está correndo na internet um abaixo-assinado em prol da defesa deste patrimônio.
Se você quiser colaborar com a iniciativa, basta copiar o texto do abaixo-assinado a seguir, preenchê-lo com seus dados, e enviar para
vicentecioffi@gmail.com
------------------------------------------------ copie o texto abaixo -----
ABAIXO ASSINADO COM PEDIDO DE TOMBAMENTO/PRESERVAÇÃO DA ANTIGA CERAMICA WEISS
Nós cidadãos abaixo assinados vimos por meio do presente requerer ao COMPHAC, CONDEPHAAT e IPHAN - CAMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE SÃO PAULO o TOMBAMENTO COMO PATRIMONIO HISTÓRICO CULTURAL E/OU A TRANSFORMAÇÃO EM ELEMENTO DE PRESERVAÇÃO do Antigo Complexo da Fabrica Cerâmica Weiss, pela sua importância histórica no município de São José dos Campos – SP em face da produção ceramista na região reconhecida nacionalmente e internacionalmente, bem como por ser um marco, um ícone da história Joseense e uma referência cultural e memorial, tradicional de todos os moradores do município particularmente da região de Santana. Garantindo-se ainda a moradia a todos aqueles que ali residem a mais de cinqüenta anos.
Assinado:
NOME:
RG:
E-MAIL:
MUNICIPIO:
UF:
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Um visitante do Porcelana Brasil está com um vaso Weiss à venda:
- Material de fabricação da peça: Faiança (louça de pó-de-pedra)
- Técnica decorativa da(s) peça(s): pintura à mão livre
- Dimensões da(s) peça(s): altura: 31 cm, diâmetro boca: 19cm, diâmetro base: 15 cm.


contatos:
Roberto Werner - robertowerner@yahoo.com.br
RESSALVA: não tenho nenhum interesse, lucro ou responsabilidade nesta venda; apenas estou fazendo um favor. toda a negociação deve ser feita DIRETAMENTE com a pessoa acima, e todos os riscos e responsabilidades são por conta do comprador e do vendedor.
O autor deste blog não assume qualquer responsabilidade por eventuais danos, perdas ou prejuízos a pessoas, empresas ou bens, originados desta negociação.
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Cerâmica guarda história de apogeu e fracasso
Fábrica que marcou a industrialização de S. José enfrenta resultado da falência e cobrança de ex-funcionários
por Ricardo Moura
25/12/2002
site Vale Paraibano
http://jornal.valeparaibano.com.br/2002/12/25/sjc/cerami1.html
Um grupo de 80 ex-funcionários da Cerâmica Weiss de São José dos Campos luta há seis anos para receber os direitos trabalhistas que ainda não foram pagos após o fechamento da empresa, em 1996.
A situação seria igual a de várias outras empresas não fosse o fato de a luta desses funcionários revelar a história de uma fábrica que marcou a vida da cidade entre as décadas de 40 e 90.
A história da Cerâmica Weiss começa em 1923, quando o italiano Eugênio Bonádio constrói a primeira fábrica de São José. Ela recebe o nome de Fábrica de Louça Santo Eugênio. Nessa mesma época, chega à cidade a família Weiss, também de origem italiana.
Das seis filhas de Eugênio Bonádio, duas se casam com os descendentes dos Weiss. Ines Bonádio se une a Roberto Weiss e Sergia Bonádio, à Mário Weiss. Após o casamento, eles decidem deixar a Fábrica de Louça Santo Eugênio para fundar seu próprio negócio.
É assim nasce, em 1942, a Cerâmica Weiss. O cenário não era dos melhores porque o mundo estava no auge da 2º Guerra Mundial. No entanto, a crise internacional não afetou a disposição e criatividade dos jovens que queriam fazer sucesso nos negócios.
As mulheres assumiram a criação artística da cerâmica. Eram elas quem realizavam a criação das louças, vasos e enfeites que seriam produzidos para a venda. Os homens por sua vez, ficaram responsáveis pela administração da fábrica.
Sérgio Weiss em sua casa, onde estão guardadas peças das décadas de 40 e 50
SUCESSO - A união deu certo. As peças produzidas na Cerâmica Weiss começaram a fazer sucesso e logo ganharam mercado. As louças foram vendidas inicialmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Em pouco tempo, a produção era comercializada em diversas cidades do Brasil.
O músico Sérgio Weiss, 74 anos, filho do casal Inês Bonádio e Roberto Weiss, conta que as primeiras peças produzidas eram feitas de forma manual. "Minha mãe criava as peças e as funcionárias da empresa produziam manualmente o que ia ser vendido" , contou.
Com o sucesso das vendas, a Cerâmica Weiss teve que se modernizar. A partir da década de 60, o processo manual foi sendo substituído pela linha de produção. Nos anos 70 e 80, a empresa já exportava para o Estados Unidos, Japão e Europa. Um contrato firmado com a empresa Avon, garantiu o crescimento dos negócios que já iam muito bem.
A crise econômica que assolou o Brasil na reabertura política pós ditadura, no início da década de 80, afetou a saúde financeira da Cerâmica Weiss. O problema se estendeu até os anos 90, quando a empresa não resistiu à concorrência dos artigos importados e faliu.
A fábrica que chegou a ter 1150 funcionários, fechou as portas em 1995 com apenas 6 empregados. Nesse período de crise, os funcionários realizavam uma série de greves para receberem seus salários atrasados. A maior delas foi em 1986, quando a empresa atrasou por três meses o pagamento.
LUTA - A história da Cerâmica Weiss em São José se resume hoje ao galpão da fábrica situado no bairro do Santana, zona norte, e na luta de 80 ex-funcionários da empresa que tetam receber seus direitos trabalhistas.
A espera já dura sete anos, desde o fechamento da fábrica (leia mais nesta página).
O patrimônio que restou da empresa está incorporado à massa falida da Cerâmica Weiss. Segundo a Justiça de São José, o valor da massa falida hoje é R$ 1 milhão. Parte do dinheiro deverá ser usado para pagar as dívidas trabalhistas. Não há data prevista para o pagamento. A previsão é primeiro semestre de 2003.
Filmes eram fonte de inspiração para peças
A criadora artística da cerâmica, Ines Weiss, buscava várias fontes de inspiração para compor as peças para a fábrica. O fato mais curioso ocorreu no final da década de 40. A nora de Ines, Maria Helena Weiss, 67 anos, conta que a sogra se inspirou para fazer uma peça após assistir um filme no final da década de 40. "Ela assitiu o filme Yankee in Raf, que contava a trajetória de um americano na Força Aérea inglesa. Ines viu um vaso e copiou igual. Ela mandou um dos criadores da cerâmica ver a fita três vezes para pegar mais detalhes da peça", disse Maria Helena. Ines Weiss morreu em 1995 antes do falência.
Comprador acreditava que peças vinham da Alemanha
"As vendas da Cerâmica Weiss fizeram sucesso na época da 2º Guerra porque as pessoas compravam as peças produzidas em uma fábrica em São José dos Campos pensando que estavam comprando louças importadas da Alemanha. Os consumidores achavam que as peças eram importadas por causa do nome Weiss" disse Sérgio Weiss. O fato, contado com emoção, é um dos que marcam as lembranças que a família tem da época de ouro da Cerâmica Weiss em São José. A fábrica chegou a exportar para os Estados Unidos, Japão e países da Europa.
Herdeiro propõe criar um museu
O músico Sérgio Weiss, 74 anos, filho de Ines Bonádio e Roberto Weiss, mantém em sua casa em São José um verdadeiro acervo de peças produzidas na Cerâmica Weiss. As relíquias são datadas das décadas de 40 e 50, mas há também louças da fase mais moderna.
As peças estão em todas as partes da casa e até o cafezinho é servido em louças produzidas na cerâmica.
Sérgio Weiss propõe a criação de um Museu do Pioneiro. Pela proposta de Weiss, São José ganharia um espaço onde seria contada a história das primeiras e mais famosas industrias que marcaram época, entre elas, a Cerâmica Weiss e a Tecelagem Parahyba.
"Me lembro que quando as pessoas visitavam a cidade existiam dois lugares que eram pontos obrigatórios. A Tecelagem Parahyba, onde se comprava cobertores, e a Cerâmica Weiss, para comprar louça. Precisamos criar um museu que conte estas histórias", disse Weiss.
Sérgio Weiss não contabilizou ainda o número de peças que têm em casa. Ele afirma que, se alguns vasos fossem vendidos hoje, valeriam R$ 5.000. "Muitos são pintados a ouro de forma manual. Apesar de valer um bom dinheiro, não vendo porque as peças têm um grande significado histórico", disse.
Greve marcou decadência da fábrica
A história de vida da sindicalista Luci Antunes, 63 anos, se confunde com as lutas trabalhistas que ela liderou na década de 80 e 90 na Cerâmica Weiss. Luci entrou no Sindicato dos Ceramistas em 1986 e logo começou a participar da diretoria da entidade. Na época, Luci ainda era funcionária da empresa.
O sindicato promoveu uma série de greves a partir de 1985, quando começou a crise financeira da Cerâmica Weiss. Luci conta que uma das maiores paralisações foi em 1986, quando os 1.150 funcionários da empresa pararam a produção por 15 dias.
"Me elembro como se fosse hoje. A empresa atrasou o salários por três meses. Niguém mais aguentava, alguns empregados ficaram sem comida em casa", disse Luci.
Hoje Luci lidera o movimento de 80 ex-funcionários para receber os direitos trabalhistas. Na semana passada, o grupo se reuniu com o juiz da 3ª Vara Civil de São José, Luiz Maurício Sodré de Oliveira, para discutir o andamento do processo.
Na reunião, o juiz prometeu que até o primeiro semestre de 2003 parte da dívida trabalhista será paga aos ex-empregados. "Estamos esperançosos em receber o dinheiro", disse a ex-empregada Maria Amorim Moreira, 36 anos.
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de Ricardo Moura
site Vale Paraibano
25 de maio de 2003
http://jornal.valeparaibano.com.br/2003/05/25/sjc/weiss.html
Ex-proprietário de uma cerâmica, Leopoldo Weiss já foi um dos homens mais ricos de São José e hoje vive em casa improvisada (foto em 2003).
O ex-proprietário da Cerâmica Weiss, Leopoldo Weiss, 77 anos, foi um dos homens mais ricos de São José dos Campos entre as décadas de 70 e 80, período em que administrou a fábrica. Hoje, ele vive com esposa em uma casa improvisada no prédio onde funcionava a escola da empresa.
Leopoldo Weiss perdeu tudo o que tinha após a falência da cerâmica, em 1995. As propriedades que ele possuía foram incorporadas à massa falida da empresa para o pagamento de dívidas.
Desde o fechamento da fábrica, o ex-proprietário da Weiss adotou um estilo de vida simples, sem as grandes ostentações do período em que dirigia a cerâmica. A empresa era uma das maiores de São José nos anos 70 e exportava produtos para os Estados Unidos, Europa e Japão.
O ex-proprietário da Cerâmica Weiss, Leopoldo Weiss, com as peças de cerâmica produzidas durante o apogeu da fábrica em São José (foto em 2003).
A casa onde ele mora atualmente tem seis cômodos com uma decoração feita basicamente com peças produzidas na cerâmica. A residência fica ao lado do antigo prédio da fábrica, no bairro Santana, zona norte.
Os funcionários da empresa que trabalhavam na empresa na época lutam para receber a indenização até hoje. A maioria abandonou a profissão de ceramista e trabalha em outras atividades (leia texto nesta página).
Ao falar com o ValeParaibano, Leopoldo Weiss demonstrou tranquilidade em relação à situação que está vivendo hoje. Sobre o assunto, ele usou um trecho da música do sambista Zeca Pagodinho para explicar a maneira que enfrenta o dia-a-dia. "Deixa vida me levar. Vida leva eu", disse.
Leopoldo Weiss assumiu os negócios da família após a morte dos pais --Roberto Weiss e Ines Bonádio--, na década de 70. O apogeu dos negócios levou o ex-proprietário da cerâmica a frequentar as colunas sociais dos jornais quase diariamente.
Longe das badalações, Leopoldo Weiss curte sua aposentadoria em casa. Ele mantém alguns hábitos da época que dirigia a empresa como jogar golfe nos finais de semana.
"Adoro jogar golfe. A idade não atrapalha e sou um bom jogador. No último campeonato que participei fui campeão", disse Weiss.
FALÊNCIA - Weiss atribui a falência da fábrica ao governo do ex-presidente José Sarney (1985-1989), no período de redemocratização do país.
"Os sobressaltos da economia e os planos econômicos da época atrapalharam a exportação da cerâmica. Daquele período em diante, a empresa entrou em crise e fechou na década de 90", disse Weiss.
A Cerâmica Weiss chegou a ter 1.200 funcionários. A fábrica produzia mais de 10 mil peças de cerâmica por dia. O valor arrecadado com as exportações atingiu um patamar de US$ 6 milhões por ano.
Weiss mantém um advogado que acompanha o processo de falência da cerâmica. Ele tem a esperança de conseguir alguma propriedade que foi destinada para pagar as dívidas da empresa na época da falência. "Estou tentando reaver uma das casas que eu tinha na época", disse.
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Hoje o assunto é outro documento, ainda mais desesperadoramente raro em nosso país: catálogos de fabricantes. Estes catálogos eram material de trabalho dos vendedores das fábricas, que iam às lojas e revendedores oferecer as novas linhas produzidas.
Naturalmente era um material que ficava para cá e para lá o tempo todo, provavelmente sofrendo danos pelo intenso manuseio. Ainda por cima, quando uma nova edição do catálogo era lançada, o destino certo do catálogo anterior era o... lixo!
Não digo isso para culpar os vendedores, pois estes não eram os responsáveis pela preservação da história das fábricas. Culpo as fábricas, os empresários de visão curta, pensamento ligado apenas no (lucro) imediato.
Qual teria sido o problema de guardar ao menos uma cópia de cada catálogo editado? Estes poderiam ser importantes não apenas para os fanáticos do futuro (como eu), mas também às fábricas, por exemplo, no caso de reedições de linhas.
Voltando aos fanáticos: que maravilha seria ter cada catálogo de cada fábrica preservado em alguma biblioteca de museu ou centro de decoumentação! Que facilidade datar e identificar as peças de louça! Mas, temos que voltar à realidade. Não foi assim que aconteceu.
Abaixo, alguns raros exemplos de catálogos de fabricantes:








Outro "documento" que me interessa na pesquisa de louça nacional são as etiquetas de revendedores, que às vezes sobrevivem ao tempo, e permanecem coladas aos objetos, principalmente nas peças decorativas, que não são de uso diário como xícaras e pratos, e ficam quietas em seus cantos, sem ser lavadas depois de usadas.
Estas etiquetas são muito úteis no processo de datação das peças, e para tentarmos entender a qual mercado se destinavam, que tipo de lojas as vendia, entre vários outros aspectos.
Abaixo, alguns exemplos.

















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