Vaso | Evaristo Baggio
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bule de café | Fábrica de Louças Evaristo Baggio (E.B.)
instagram.com/jeitinhoantigo
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jogo de jantar e chá de brinquedo | Fábrica de Louças Evaristo Baggio
jogo de jantar e chá de brinquedo
Fábrica de Louças Evaristo Baggio
Curitiba - PR
louça de pó de pedra
decoração com estanhola e esponjado azul cobalto
circa 1942
coleção Lucy e Luzia Malucelli
fotos cortesia José Francisco Klas
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prato raso | Fábrica de Louças Evaristo Baggio
prato raso
Fábrica de Louças Evaristo Baggio
Curitiba - PR
louça de pó de pedra
decoração com decalques e filetes em ouro
-1931/1958+
coleção John Carlos Richter
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xícara de café | Fábrica de Louças Evaristo Baggio
Fábrica de Louças Evaristo Baggio
Curitiba - PR
louça de pó de pedra
decoração com decalques e filetes em ouro
-1931/1958+
coleção Fábio Carvalho / Porcelana Brasil
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bandeja de bolo
Fábrica de Louças Evaristo Baggio
Curitiba - PR
louça de pó de pedra
decoração com filetes em ouro
-1931/1958+
coleção Fábio Carvalho / Porcelana Brasil
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jarro - Fábrica de Louças Evaristo Baggio
jarro
Fábrica de Louças Evaristo Baggio
Curitiba - PR
louça de pó de pedra
decoração com pintura à mão e aerógrafo
-1931/1958+
fotos cortesia Mercado das Pulgas - Curitiba [ facebook >> ] [ site >> ]
A curiosa peça acima, que apesar de se parecer com um canecão, se encaixa melhor na categoria de jarro, é para mim claramente inspirada nos "Toby Jugs" ingleses, criados e popularizado na segunda metade do século XVIII.
Um Toby Jug - também conhecido como Fillpot (ou Philpot) - é um jarro de cerâmica na forma de uma pessoa sentada, ou a cabeça de uma pessoa reconhecível (geralmente um rei inglês). Normalmente, a figura é um homem corpulento e jovial, segurando uma caneca de cerveja em uma mão e um cachimbo de tabaco na outra e vestindo trajes do século 18: um casaco longo e um chapéu "tricorn" (de três pontas). O chapéu forma um bico do jarro, e uma alça é anexada na parte traseira. Jarros representando apenas a cabeça e os ombros de uma figura também são referidos como Toby Jugs, embora estes devem ser estritamente chamados de "Character Jugs", ou jarros faciais, o termo histórico mais amplo. Acredita-se que seja um desenvolvimento de jarros de Delft similares produzidos na Holanda. [ Wikipedia >> ]
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A majestade das sopeiras - E.B.
Mais uma sopeira em miniatura, de brinquedo para crianças, desta vez da Fábrica de Louças E.B.. Também como no caso da Campo Largo, até hoje vi pouquíssimas peças desta outra fábrica do estado do Paraná.

Abaixo uma foto (muito ruim, infelizmente, pois estavam dentro de uma vitrine fechada) de outra sopeira minuatura como a anterior, junto com outras peças do jogo de brinquedo.

O que eu acho mais bacana é que apesar de muito pequena, a peça é cheia de detalhes, como por exemplo, as abas em esponjado, e apenas a metade inferior do corpo da sopeira em relevo canelado.
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Malgas (1a. parte)

malga média, de consumo individual
Fábrica de Louças Santa Catharina São Paulo - SP
louça de pó de pedra decoração à mão livre
coleção site Porcelana Brasil
Há nas formas de louça cerâmica uma que eu tenho imensa simpatia: a MALGA. Aqui no Brasil este termo não é muito utilizado, sendo que quase todas as pessoas usam o termo mais abrangente TIGELA para definir esta peça. Mesmo assim, prefiro usar o termo MALGA, pois além de ser um termo consagrada na Arqueologia Histórica brasileira, ele individualiza esta "tigela" em particular de tantos outros formatos que conhecemos por este nome.
A razão do meu interesse particular por esta peça é que ela sempre foi associada ao consumo popular, e também por ser um formato muito "primitivo", sem grandes sofisticações de design. Talvez seja uma das formas mais próximas às cabaças e cuias feitas com cascas de frutas e sementes pelos povos primitivos, antes destes descobrirem a cerâmica.
Uma outra razão é que até eu começar a me interessar pela pesquisa de louças no Brasil, eu desconhecia este formato. Só me lembro de ter visto uma malga pela primeira vez, este "tigela" com pé, justamente quando comecei a ler bibliografia específica sobre cerâmica antiga.
E a provável razão disto é que no Brasil a malga está associada às fábricas cerâmicas pioneiras, que se instalaram no Paraná e São Paulo, quase sempre fundadas por imigrantes italianos. E estas peças eram fabricadas justamente para estes imigrantes, que tinham na malga uma peça muito versátil, pois na mesma malga onde se toma sopa, se bebe café com leite ou se faz a barba. O operário pobre italiano, por exemplo, parece ter sido um grande consumidor das malgas no período, segundo algumas fontes escritas, como relatos de viajante, e fontes iconográficas. Usavam-na
para os mais variados fins, já que seu design colabora para inseri-las nos mais diversos contextos de uso.

malga média, de consumo individual
Fábrica de Louças São Zacarias Colombo - PR
louça de pó de pedra sem decoração
coleção site Porcelana Brasil
Já aqui no Rio de Janeiro, que foi a capital do país até 1960, o que reinava era a louça mais sofisticada, importada. E a louça de produção nacional, mesmo quando esta ainda era vista apenas para consumo pelas pessoas menos endinheiradas, o formato inexistia, muito provavelmente pois não havia um mercado consumidor acostumado com esta peça.
Hoje em dia é muito incomum encontrar-se malgas em feiras de usados, brechós e antiquários cariocas. Quando aparecem, geralmente são em formato grande, que eram usadas como peça de apoio na cozinha para preparação de alimentos. Além disso, estas malgas normalmente apresentam decoração mais caprichada.
Já em feiras de São Paulo as malgas são bastante comuns, em diversos tamanhos (consta na bibliografia que existiram 13 tamanhos de malgas em produção no Brasil), e não é incomum que a decoração seja inexistente, ou bastante simples.
Atualização em 31/12/2010:
Conforme bem me lembrou a Ivete Ferreira em um comentário neste post, a origem da palavra "malga" provavelmente está ligada aos oleiros de Málaga (Espanha) que em meados do século XVI foram para Portugal trabalhar e ensinar o seu ofício.
Os tradicionais oleiros de portugal fabricavam telhas e ladrilhos de barro vermelho; os espanhóis de Málaga, que fabricavam louça e ladrinho de argila branca (faiança), ficaram conhecidos como "malegueiros".

Malga em faiança de bordo afilado e base de pé anelar com decoração floral a azul. Fabricação não identificado. Possivelmente, Lisboa, segunda metade do século XVIII. Encontrada em escavações no Largo Vitorino Damásio, Lisboa, 2003.
fonte: http://www.igespar.pt/media/uploads/revistaportuguesadearqueologia/9_2/4/19-p.369-400.pdf
A produção dos malegueiros tinha como diferencial da olaria tradicional em terracota, além do uso da argila branca, rica em caulim, queimarem suas peças duas vezes: uma para a aplicação do vidrado, e a segunda para a pintura sobre o vidrado, que é basicamente a técnica que se usa até hoje na produção de louça de faiança fina ou porcelana, sendo que às vezes há 3 ou até mesmo 4 queimas, dependendo da complexidade da decoração.
Atualização em 05/01/2011:
Ivete Ferreira, leitora de Portugal, muito generosamente me enviou fotos de belíssimas malgas antigas de sua coleção, produzidas, segunda a Ivete, no norte daquele país. Eu selecionei as duas abaixo, por terem maior relação com as peças brasileiras apresentadas neste post:

Diãmetro: 24,5 cm; Altura: 13 cm, pintada à mão livre em rica policromia

Diâmetro: 26,5 cm; Altura: 14 cm, decorada com o uso de estanhola
Então, vamos agora às malgas brasileiras!

malga
Fábrica de Louças Evaristo Baggio Curitiba - PR
louça de pó de pedra decoração com estanhola

malga grande
Fábrica de Louças Santa Catharina São Paulo - SP
louça de pó de pedra decoração à mão livre
coleção Washington Marcondes

malga média, de consumo individual
Fábrica de Louças Santa Catharina São Paulo - SP
louça de pó de pedra decoração com filetes
coleção site Porcelana Brasil

malga média
C. S. E. Mauá localização desconhecida, provavelmente Mauá - SP
louça de pó de pedra decoração com estanhola
coleção Washington Marcondes

malga diminuta, do tamanho de uma xícara de café
Fábrica de Louças M.B.L. São Caetano do Sul - SP
louça de pó de pedra decoração com estanhola
coleção site Porcelana Brasil

malga grande
Cia. Paulista de Louças Céramus São Paulo - SP
louça de pó de pedra decoração com estanhola

malga bastante pequena, do tamanho de uma xícara de chá
Louças Cláudia - Cerâmica Matarazzo São Caetano do Sul - SP
louça de pó de pedra sem decoração
coleção site Porcelana Brasil

malga pequena, de consumo individual
Cerâmica Mauá Mauá - SP
louça de pó de pedra decoração com filetes
coleção site Porcelana Brasil

malga média
Cerâmica Itabrasil S ão Caetano do Sul - SP
louça de pó de pedra decoração com decalques e detalhes em ouro
coleção Washington Marcondes

malga grande
Cia. Paulista de Louças Céramus São Paulo - SP
louça de pó de pedra decoração com estanhola
coleção Washington Marcondes

malga grande
Cia. Paulista de Louças Céramus S ão Paulo - SP
louça de pó de pedra decoração à mão livre

malga grande
Cerâmica Aurora Campo Largo - PR
louça de pó de pedra decoração com estanhola

malga grande
Fábrica de Louças Santa Carolina Mogy das Cruzes - SP
louça de pó de pedra decoração com estanhola
coleção Washington Marcondes

malga grande
Fábrica de Louça de Pó de Pedra A.R. & I. Pedreira - SP
louça de pó de pedra decoração com estanhola
coleção Washington Marcondes

malga grande
Fábrica de Louças Santa Cruz Taubaté - SP
louça de pó de pedra sem decoração
coleção site Porcelana Brasil

malga grande
Cia. Paulista de Louças Céramus São Paulo - SP
louça de pó de pedra decoração com estanhola
coleção Washington Marcondes

malga grande
Fábrica de Louças Paulista Mauá - SP
louça de pó de pedra decoração com estampagem e detalhes complementares à mão livre
coleção site Porcelana Brasil

malga grande
Cerâmica Mauá Mauá - SP
louça de pó de pedra decoração com decalques e aerógrafo
coleção site Porcelana Brasil
feira da praça XV - 14/06/2008
Hoje fiquei todo feliz na feira da praça XV, que nem criança que ganha doce ou brinquedo!
FINALMENTE!!!
FINALMENTE!!!
Achei uma peça Santo Eugênio, com a marca mais antiga que conheço até agora, usada na década de 1920, provavelmente entre 1923 e 1928. É MUITO difícil encontrar peças com esta marca!
E ainda por cima, é uma xícara de café de um modelo canelado LINDO, que me parece ter sido exclusivo da Santo Eugênio, pois jamais vi uma xícara com modelo parecido feira por alguma outra fábrica. Todas as demais usam um outro modelo de canelado, que vemos muito por aí.
E reparem na beleza da estanhola! A xícara é quase toda branca, e esse friso floral de estanhola, simples, consegue dar um ar todo original, de "outros tempos", e ao mesmo tempo, super elegante.

E foi a PRIMEIRA peça que vi na feira hoje (e me chamou a atenção, claro, ver a gente vê 300 mil coisas, mas nada é novidade...), e quando virei o pires, e dei de cara com a marca, fiquei até tremendo de emoção. Mas apenas por dentro! Para o "mundo" (e principalmente o vendedor) eu fiz a cara mais blasé que alguém pode fazer.
E como se isto só já não bastasse para eu voltar para casa muito feliz, no finalzinho, na última barraca antes d'eu ir embora para cara, me apareceram mais xícaras de café, desta vez de outra fábrica muito difícil de encontrar, a Fábrica de louça E.B., de Curitiba, Paraná:

Não sou muito fã (na verdade, nem um pouco!) de cenas de galanteio, mas essa, mais estilizada, e quase uma silueta, eu até "simpatizo". Mas o mais importante mesmo foi ter FINALMENTE representantes desta marca na coleção!
Também comprei na mesma barraca das xícaras Santo Eugênio este simpático prato de sobremesa da Santa Cruz:

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palavras-chave: E.B., Evaristo Baggio, Santa Cruz, Santo Eugênio











