Jogo de licor | Pátria Ind. e Com. de Louças Ltda
Jogo de licor
Pátria Ind. e Com. de Louças Ltda
Guarulhos - São Paulo
porcelana (Schmidt)
decoração com decalque padrão Chintz e ouro
déc. 1960
coleção Fábio Carvalho
trio de prato de lanche e xícara de chá | Pátria Ind. e Com. de Louças Ltda
trio de prato de lanche e xícara de chá
Pátria Ind. e Com. de Louças Ltda
Guarulhos - São Paulo
porcelana (Schmidt)
decoração com decalques e detalhes em ouro
déc. 1960
canecão de vinho | MW
canecão de vinho; 12,5(h) x 14(c) cm
Atelier "MW" (Margarida Wolleman); porcelana branca: Schmidt
porcelana
decoração com pintura à mão livre
déc. 1960
trio para chá | Porcelana Schmidt
Porcelana Schmidt
Pomerode - Santa Catarina - Brasil
porcelana
decoração com verniz furta cor, decalques e estampagem (carimbo) em ouro e filetes em ouro
década de 1960
fonte: site Mercado Livre
2
comentário(s) - clique para ler ou comentar
palavras-chave: Schmidt
Schmidt sai de São Paulo para cortar despesas
![]() |
| Lara, presidente da Schmidt, que está em recuperação judicial desde 2008, garante que o pior já passou: "Em novembro e dezembro voltamos a operar no azul" |
Jornal Valor Econômico | 17/01/2012 | Por Marli Lima
A fabricante de porcelanas Schmidt dará início hoje a mais uma etapa do processo de enxugamento de custos e recuperação de margens que começou há 15 meses, quando estava prestes a fechar as portas. A empresa vai desativar a unidade de Mauá, interior de São Paulo, e transferir para Campo Largo, no Paraná, o trabalho de decoração de peças que era executado lá. Serão feitas 250 demissões até o fim do mês e o restante do pessoal, de um total de 389, deve receber o aviso de desligamento em fevereiro e março.
A intenção é vender para construtoras o terreno de 70 mil metros quadrados localizado no centro do município paulista, avaliado em cerca de R$ 40 milhões, e usar o dinheiro para o pagamento de dívidas e para fazer investimentos em modernização.
Parte da estratégia executada até agora já envolveu a negociação de ativos. A Schmidt tinha 69 imóveis, entre urbanos e áreas de reflorestamento, e metade foi vendida para quitar débitos trabalhistas (R$ 15 milhões em 2011), impostos atrasados e empréstimos. A empresa, que entrou em recuperação judicial em 2008, ainda acumula dívidas de R$ 200 milhões, mas seu presidente, Nelson Lara, garante que o pior já passou. "Em novembro e dezembro voltamos a operar no azul", conta.
O faturamento, que foi de R$ 70 milhões em 2001, despencou para R$ 46 milhões em 2010 e, no ano passado, chegou a R$ 75 milhões, mas com prejuízo de R$ 8 milhões no exercício. Com os planos em andamento, o objetivo é alcançar R$ 120 milhões em receitas em 2012 e, com o fechamento de Mauá, que gerava R$ 1 milhão em prejuízo por mês, voltar a dar lucro. Os investimentos para o ano estão estimados em R$ 6 milhões.
Lara estava afastado da Schmidt desde 2001, depois de ter trabalhado 23 anos na área comercial. Ele foi casado com uma das sócias e estava atuando como consultor quando foi chamado para voltar, em setembro de 2010. Na ocasião, parte da família, detentora de 68% das ações, decidiu retirar do comando Harry Schmidt, que ocupava o cargo de presidente, e seu filho Walter, que era diretor financeiro. Eles são donos de 32% da empresa e comandavam o negócio desde a morte de um dos fundadores, Arthur, em 1993. A situação não era boa.
Entre julho e agosto de 2010, a fabricante de porcelanas criada em 1945 ficou sem produzir por 45 dias. "Os 1,1 mil empregados estavam sem perspectivas de futuro, não havia estoque e clientes e fornecedores não tinham expectativas", lembra Lara. Foi com a antecipação de R$ 1,5 milhão feita por dois clientes que a produção recomeçou. "Compramos matéria-prima, demos R$ 400 para cada empregado e pedimos para eles voltarem a trabalhar", lembra.
A concorrência com a porcelana chinesa, hoje dona de aproximadamente 60% do mercado brasileiro, fez mal para a Schmidt, mas na opinião de Lara foram decisões erradas que levaram a empresa a se afundar.
Na sua avaliação, a direção da companhia errou ao promover especializações das fábricas, a partir de 1994. Em Pomerode (SC) são feitas xícaras, pires e canecas; de Campo Largo (PR) saem pratos, travessas e bules; e em Mauá (SP) era feita a decoração das peças, com pintura e colocação de decalques.
"A logística ficou complexa", afirma o executivo. "O custo de ter três unidades não fazia mais sentido", diz, sobre a decisão de fechar as portas de uma delas.
Um forno de decoração já foi transferido para o Paraná há cinco meses e outro virá em breve. Em Campo Largo (PR), a empresa contratou 200 pessoas e outras 50 devem ser chamadas. Vilmar Fior, por exemplo, que aprendeu a filetar manualmente as peças com ouro líquido nos anos 80 na Schmidt, estava trabalhando em outra empresa e foi chamado para voltar.
Outra estratégia classificada como errada, tomada em 1998, foi a abertura de 18 lojas próprias. Além das despesas geradas pela decisão, Lara diz que foi criada uma confusão no mercado e a Schmidt passou a concorrer com o varejo. Hoje, há apenas três lojas, instaladas ao lado das fábricas.
Com o passar do tempo e as dificuldades de caixa, a marca, que era símbolo de status, fazia parte de quase todas as listas de casamento, estava nas porcelanas da presidência da República e nos melhores hotéis e restaurantes, envelheceu.
Além das chinesas, mais baratas, concorrentes como Oxford e Germer ganharam espaço. "Quando há falta de dinheiro, você desvia o foco e passa a pensar só nisso", diz Lara.
Hoje, os jogos de jantar tradicionais, decorados com flores, ainda respondem pela maior parte das vendas, mas a empresa passou a fazer peças mais modernas e vai reduzir o portfólio. Em vez de 1.870 artigos, passará a fazer cerca de 300, e deixarão de ser produzidos itens como cinzeiros e copos para ovos. O cliente que quiser algo especial, como os exibidos em salas e paredes da fábrica de Campo Largo (PR), vai pagar mais caro.
Lara observa que há um grande potencial de venda no segmento de bares, hotéis e restaurantes, devido ao crescimento do turismo e de eventos esportivos que o Brasil vai sediar.
O executivo acredita que, como os pagamentos estão em dia, a recuperação judicial possa ser levantada em breve, abrindo as portas do crédito bancário.
Em fevereiro, a Schmidt passará a ter escritório em São Paulo, focado na área comercial. "Vou ficar dois dias em São Paulo, dois no Paraná e um visitando clientes", conta o executivo, que tem outros planos para o futuro.
"Meu sonho é deixar Pomerode voltada para o varejo e Campo Largo para bares, hotéis e restaurantes", conta. "Vamos pensar nisso em dois ou três anos."
Questionado sobre a possibilidade da entrada de um sócio, como foi estudado em 2010, ele não descarta a possibilidade, mas diz que "ainda não é o momento".
Em relação a estratégias para recuperar o espaço perdido, afirma que a tentativa de acompanhar o preço chinês foi um erro. "Dobramos os preços em quatro meses", conta. "Alegamos que em dez anos não fizemos reajustes."
"O que temos de melhor é a marca e a tecnologia", diz o presidente da Schmidt. Mas se nada for feito pelo governo para frear o crescimento das fabricantes chinesas, ele não descarta a possibilidade de também virar um importador. "Não corremos mais riscos, mas a situação ainda exige cuidado."
peças modernistas - Porcelana Schmidt
Eu havia dito que com o post anterior eu encerrava o assunto sobre produção modernista nas fábricas de louças brasileiras, mas acabei por me lembrar que eu tinha cópia de um catálogo da Porcelana Schmidt, provavelmente de 1960 ou 1961, no qual constam algumas poucas peças cuja modelagem/decoração podem ser classificadas como modernistas. Estas peças foram todas criadas por Erwin Curt Teichmann, um escultor em madeira, nascido na Alemanha que veio para o Brasil ainda no início do séc. XX, que começou a criar peças e decorações para a Porcelana Schmidt em 1956.
Antes disto, em 1955, Teichmann passou cinco meses na Alemanha e três na Itália, visitando fábricas para se aprimorar no processo de fabricação da porcelana. Na volta ao Brasil, criou vários modelos de utilitários e de peças decorativas para a Schmidt, onde permaneceu até 1971.
Esta produção, como nas demais fábricas, foi muito inferior do que a produção de peças tradicionais. Neste catálogo, as páginas com peças modernistas não chega sequer a 5% do total do catálogo. E até hoje, após mais de 6 anos de pesquisa, eu jamais observei uma só peça destas em feiras de usados, sites de leilão, brechós e bazares. Não se sabe sequer se todas as apresentadas abaixo realmente chegaram a ser produzidas, pois naquela época a prática era montar o catálogo, que era entregue aos vendedores da fábrica, que saiam em busca de encomendas junto aos seus clientes. E com isso, uma boa parte dos catálogos de cada ano sequer era produzida, caso não houvesse encomenda do modelo/decoração proposto nos catálogos.
Amanhã, publicarei imagens do catálogo da fábrica-irmã da Schmidt, a Porcelana Real.
![]() |
| modelo Gracioso, decoração Belinde |
![]() |
| jogo de fumar, decoração baralho |
![]() |
| Jogo para confeito, modelo Elegância |
![]() |
| jogos para refresco |
![]() |
| modelo Beduíno |
4
comentário(s) - clique para ler ou comentar
palavras-chave: Schmidt
prato de sobremesa - Cerâmica Miranda Coelho
![]() |
| "cebolinha azul" em estanhola |
prato de sobremesa
Cerâmica Miranda Coelho
Mauá - São Paulo
louça de pó de pedra
18,7 (d) cm
decoração por estanhola e filetes em ouro
1954/1964
coleção site Porcelana Brasil
É muito pouco comum se encontrar peças desta fábrica usando ouro nos filetes, ou de qualquer outra forma. Mais curiosa ainda é a combinação do ouro, material caro à época, mais usado pelas fábricas de porcelana fina, com uma decoração feita com estanhola.
Mas talvez a explicação do uso do ouro esteja no motivo decorativo, que foi copiado e simplificado do "cebolinha azul" (blue onion; zwiebelmuster), padrão visto normalmente em louças mais luxuosas, criado em Meissen no século XVIII.
![]() |
| detalhe da decoração |
Outra curiosidade: o azul empregado neste prato é de acentuado esverdeado, bem diferente do azul cobalto característico do "cebolinha azul".
A decoração "cebolinha azul" é ainda em nossos dias fabricada com grande sucesso aqui no Brasil pela Porcelana Schmidt. A razão do sucesso, segundo me contou um diretor da fábrica anos atrás, é o grande contigente de descendentes dos imigrantes alemães, que residem em sua grande maioria no sul do país, que vêem nesta decoração uma ligação com seu passado.
![]() |
| "cebolinha azul" da Porcelana Schmidt |
10
comentário(s) - clique para ler ou comentar
palavras-chave: Miranda Coelho, Schmidt
Sopeira - Porcelanas Pátria


sopeira
Porcelanas Pátria (marca "PA 541")
Guarulhos - SP
porcelana
decoração com decalques e detalhes em ouro, sobre porcelana branca Schmidt
déc. 1960
foto cortesia SOLD_ARTS - Mercado Livre
Chintz, um padrão que veio da Índia
autor: Fábio Carvalho
data: outubro/2006
![]() |
| jogo de café | Porcelana Saler | déc. 1950 decoração com decalque chintz | coleção Fábio Carvalho |
![]() |
| Chintz Indiano pintado à mão, séc 18. |
A palavra inglesa chintz deriva do termo indiano “chint”, que significa um tecido de algodão mais barato, estampado em toda a sua superfície de forma vívida, com um brilho encerado devido ao uso de goma. Geralmente traz desenhos de flores, frutas e pássaros, sendo popular desde o século XVII . Com o tempo, o termo passou a definir todo tipo de tecido exportado da Índia colonial para a Inglaterra que apresentasse padronagem floral complexa. Foi usado não apenas em tecidos, como também em papel de parede.
A padronagem chegou ao Brasil através dos portugueses, que também mantinham negócios com a Índia. Com o tempo o Chintz Indiano foi sendo adaptado ao gosto local, com padrões mais simplificados com flores maiores, de cores contrastantes e intensas.
O que hoje se considera a primeira indústria brasileira foi exatamente uma estamparia de chitas, a “Fábrica de Chitas”, aberta em 1820. Ela se localizava no Rio de Janeiro, no recém criado bairro do Andaraí Pequeno, no “Largo da Fábrica das Chitas” (atual Praça Saens Peña), e funcionou por apenas 20 anos, mas mesmo assim a região continuou a ser conhecida como “bairro das chitas” por quase um século.
No que diz respeito à louça de mesa, a palavra chintz passou a ser usada pelos ingleses, e depois internacionalmente, para definir peças decoradas com padrões florais intrincados e vistosos, que geralmente recobrem a maior parte da louça.
Inicialmente, a aplicação de padrões chintz em louça era um processo decorativo feito através de pintura à mão, o que naturalmente era muito complicado, lento e de alto custo.
![]() |
| jogo da marca inglesa Royal Albert, padrão "Old Country Roses". |
Eles desenvolveram um processo em que os complexos padrões florais eram impressos por litografia em papel ou tecido duplo muito fino, que possuía uma camada removível. A parte impressa era aderida à louça, sendo então retirada a parte removível, exatamente como os decalques atuais. Uma vez queimada a louça nos fornos, permanecia apenas a tinta da impressão, que depois era protegida por uma camada de verniz.
Em meados dos anos 1930, no Reino Unido, era comum se dizer que a decoração chintz era “a expressão máxima do requinte e elegância da mesa Inglesa”. Esta decoração continuou muito popular até o início dos anos 1960, quando começou a ser vista como ultrapassada. Eram os novos tempos, de grandes mudanças no cenário cultural mundial. Nesta época começam também a surgir outros materiais no fabrico de serviço de mesa, o que fez declinar a popularidade da porcelana e faiança em geral, e em particular com a decoração chintz.
![]() |
| Bandeja Royal Winton (Grimwade) padrão Chintz 'Beeston' - Inglaterra - 1934-50. |
Há no exterior uma extensa bibliografia e muitos websites sobre o assunto, e o interesse pela louça chintz cresceu tanto que até mesmo a marca Royal Wades voltou a fabricar louça chintz, devido principalmente à enorme demanda norte-americana por estas peças.
O irônico é justamente o sucesso atual do padrão chintz nas fábricas inglesas num momento em que a maioria delas enfrenta problemas financeiros, pois foi justamente o padrão chintz que, como agora, salvou várias fábricas do Reino Unido durante a depressão da década de 1930.
A própria Royal Wades recontratou recentemente várias operárias que foram demitidas ao longo dos anos 1960, quando as linhas de produtos chintz começaram a deixar de ser produzidas.
E no Brasil...
![]() |
| Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá), data provável déc. 1950/60. Coleção do autor. |
Os exemplares de louça chintz brasileira que podemos encontrar com maior facilidade e em maior quantidade em nosso mercado de antiguidades e colecionismo são os produzidos pelas marcas de decoração Ars Bohemia, Pátria (DP, PA), Porcelanarte/Polovi e Luiz XV.
As peças destas marcas, que utilizavam a louça branca das grandes fábricas em seus produtos, apenas aplicando a decoração, foram produzidas pelas décadas de 1960 e 1970, e possuem motivos muito ricos e vistosos. Também encontramos exemplos de decoração chintz das fábricas maiores e mais tradicionais, como a Porcelana Real (Mauá – SP) e a Porcelana Schmidt (Pomerode - SC), mas não na mesma quantidade e diversidade que as empresas de decoração anteriormente citadas.
Alguns dos padrões chintz “tardios” que encontramos em louça nacional apresentam adaptações ao gosto “psicodélico” da época, também conhecido como "Paisley" (outro padrão importado da Índia).
![]() |
| Licoreiro da Cerâmica São José, decorado com um chintz psicodélico (Paisley). |
Mesmo a fábrica carioca Porcelana D. Pedro II, mais conhecida por sua porcelana para restaurantes e hotéis (foi a primeira fábrica brasileira a se dedicar a este tipo de produção, e ao longo de muitos anos foi o principal fornecedor de louça comercial no país) também produziu peças com decoração chintz.
Atualmente a Vista Alegre do Brasil (empresa portuguesa que comprou a Porcelana Renner em 1998 para produzir no Brasil, visando o Mercosul) possui em seu catálogo atual um padrão de decoração chamado “Chintz Azul”, mas que foge um pouco ao conceito do Chintz tradicional, pois a decoração não cobre a maior parte da louça, deixando muita área branca.
Naturalmente esta não é uma lista definitiva, pois quem lida com antiguidades e colecionismo sabe que todo dia uma novidade pode surgir, e deve-se sempre estar aberto a rever conceitos e paradigmas.
![]() |
| Xícara de chá da porcelana D. Pedro II - déc. 1960. Coleção do autor. |
Teria sido porque foi nestas décadas que a produção local de decalques para a decoração de louça se difundiu, não sendo mais obrigatória a importação dos decalques, o que barateou o processo decorativo?
Talvez, mas o estranho é que os desenhos encontrados em nossas louças chintz são basicamente estrangeiros.
![]() |
| Xícara de café, decoração Emano sobre porcelana Real, déc. 1970. Coleção do autor. |
É uma pena que jamais tenha sido criada por aqui uma decoração de louça chintz com desenhos tipicamente brasileiros, como aconteceu na estamparia.
Fica aqui a minha sugestão para que a nossa indústria aproveite a atual valorização do “Chitão” na moda e no design, e crie jogos de porcelana com padrões tipicamente brasileiros.
![]() |
| Vários exemplos do chitão brasileiro. |
Este artigo foi originalmente publicado na revista Retrô, de abril/2007 - Ano 3 - Edição nº. 18.
![]() |
| Decoração "Chita", criação de Marcelo Rosenbaum |
![]() |
| Prato de sobremesa, Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950. |
![]() |
| Xícara de café, decoração Emano sobre porcelana Real, déc. 1970. |
![]() |
| Decoração Luiz XV sobre porcelana Steatita - xícara de café - déc. 1960/70. |
![]() |
| Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950. |
![]() |
| Jarro (1 litro) e xícara de chá, Porcelana Rio Branco, déc. 1950. |
![]() |
| Jogo para bolo, Porcelana real, dec. 1960. |
![]() |
| decoração Luiz XV sobre porcelana Steatita - xícara de café - déc. 1960. |
![]() |
| Trio de lanche, decoração PA sobre porcelana Real déc. 1960. |
![]() |
| Xícara de café, decoração Ars Bohemia sobre porcelana Steatita, déc. 1960. |
![]() |
| Decoração Porcelanarte em porcelana Steatita - chintz psicodélico - final déc. 1960. |
![]() |
| Xícara de café, porcelana Schmidt produzida entre 1946 e 1958. |
![]() |
| Porta jóias, Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950. |
![]() |
| Petisqueira, Fábrica de Louça Paulista (Cerâmica Mauá) - déc. 1950. |
16
comentário(s) - clique para ler ou comentar
palavras-chave: Ars Bohemia, Cerâmica Mauá, chintz, D. Pedro II, Emano, Luiz XV, Oxford, PA, Pátria, Porcelanarte, Real, Rio Branco, São Pedro, Schmidt, Steatita
um pouco de Chintz
perdoem a foto ruim.
5
comentário(s) - clique para ler ou comentar
palavras-chave: Ars Bohemia, Cerâmica Mauá, DP, Emano, PA, Pátria, Porcelanarte, Rio Branco, Saler, Schmidt, Zappi
Azulejos portugueses inspiram mercado de porcelanas finas

fonte: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?sub_vinheta=Casa%20e%20Constru%C3%A7%C3%A3o&op=notas&id=30629
Quem já foi a Portugal ou mergulhou em livros da cultura portuguesa, certamente já ouviu falar em Vila Nova de Gaia - uma cidade localizada no Distrito do Porto, região norte e sub-região do Grande Porto. Entre as características do município que mais se destacam estão os azulejos portugueses, que marcam presença em paredes de cozinha, chafariz nas praças, painéis decorativos e em tantos outros ambientes.
Foi justamente a tradição dos azulejos que motivou o designer Pedro Terra a desenvolver uma decoração para as porcelanas da Germer que fosse inspirada nas cores e formas geométricas dos azulejos. “Sempre que vou lançar uma decoração viajo pela internet, mergulho em livros e faço muitas pesquisas. Foi assim que cheguei a Gaia, uma cidade encantadora, com características únicas, que me inspirou para mais um trabalho”, comenta Pedro.

Azulejos x Porcelanas
Talvez nunca ninguém imaginou utilizar desenhos de um azulejo para decorar pratos, pires e xícaras em porcelana, por exemplo. Mas a combinação, feita pelo designer da Germer, deu certo e já é sucesso no mercado de porcelanas finas (veja a obs. ao final do artigo).
As cores utilizadas na decoração “Gaia” são o branco, verde e azul em tons pastéis. “Essas cores são típicas de pinturas da região e, distribuídas em diferentes formas geométricas, contribuíram para um resultado diferente e bastante clássico”, afirma Pedro.
O designer disse ainda que o desenho da decoração pode ser o mesmo de muitos azulejos portugueses, pois não tem como alterar as formas geométricas. “Com essa ideia, conseguimos transportar um pouco da cultura de Portugal para as porcelanas brasileiras. Os mesmos desenhos que fazem parte das cozinhas portuguesas hoje podem estar nas mesas do Brasil, estampados em porcelanas”, explica.
A Linha Gaia da Germer foi lançada neste ano durante uma feira nacional e é composta por xícaras de chá e café, pires, pratos rasos, fundos e de sobremesa.
obs.: Na verdade, quem acompanha os lançamentos das diversas fábricas brasileiras, sabe que a coisa não é bem assim. As decorações comerciais não são necessariamente a "viagem criativa" de um designer inspirado. A maior parte das decorações lançadas ano a ano por diversas empresas apresentam similaridades, pois as empresas seguem as tendências apresentadas nas feiras internacionais. Por exemplo, há decorações inspiradas em azulejos portugueses lançadas entre 2009/2010 não apenas pelas Germer, mas também pela Schmidt, Luiz Salvador e Porto Brasil, pelo menos.

Luiz Salvador

Schmidt


Porto Brasil (decoração Medina)
0
comentário(s) - clique para ler ou comentar
palavras-chave: azulejos, Germer, Luiz Salvador, notícias, Porto Brasil, Schmidt
Campo Largo homenageia profissionais no Dia do Ceramista
por: Paula Santos
13/10/2009
http://site.campolargo.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=48
Campo Largo esteve em festa e comemorou um dia importante nesta semana. Dia 13 de outubro é o dia do Ceramista, e por isto, o Prefeito Municipal Edson Basso, juntamente com personalidades da cidade, fez a entrega de placas em agradecimento a Alberto Augusto, João Teixeira Portela e Silvia Ferreira da Silva que, para a então considerada Capital Nacional da Louça, foi um prestígio homenagear àqueles que dedicaram parte do seu tempo a construir a história do município.
Durante anos a economia de Campo Largo foi baseada nas arrecadações que as empresas ceramistas obtinham, e cada uma destas três pessoas esteve presente nestes dados. O mais antigo caso de dedicação é de Alberto Augusto. Este senhor de 88 anos é um dos dois homens vivos do município que integraram a força Expedicionária durante a Segunda Guerra Mundial. Ele ficou dois anos na reserva e um ano na guerra como soldado atirador. “Quando eu fiz 24 anos já tinha disparado mais de três mil tiros”, comenta o Expedicionário. Em 1945 voltou para Campo Largo e trabalhou por sete anos na Cerâmica Aurora. Foi então, em 1953, que, juntamente com seu irmão, criou a Cerâmica Rio Branco. A empresa começou produzindo 85 tipos de produtos e contava com um quadro de 25 funcionários. Há nove anos a fábrica fechou, porém ele ainda possui todo o maquinário que apesar de ser antigo, permanece novo. “É incrível como a história de Campo Largo tem haver com cerâmica. E comemorar este dia é fundamental para a valorização deste trabalho no município”, diz Basso.
Alberto e sua família foram recebidos na sala de reuniões do gabinete do Prefeito, onde ele ficou muito emocionado com a homenagem. “Estou muito feliz. Já recebi várias placas assim, mas toda vez fico muito alegre com isso”, afirma Augusto.
Com mais de 41 anos de tempo de serviço, a funcionária Silvia Ferreira da Silva serve de exemplo aos colegas de trabalho. Ela exerce a função de decalcadeira e, de acordo com a Germer Porcelanas Finas S/A, fábrica que trabalha, em todo esse tempo revelou ser uma colaboradora assídua, que tem compromissos com a empresa e cumpre com suas obrigações. E por último, mas não menos importante, o funcionário mais antigo da fábrica Porcelana Schimidt, João Teixeira Portela que desde 1974 presta serviço à empresa.
João entrou com 14 anos como aprendiz, na função de estampador de torno manual. Aos 18 anos passou a ser ceramista em geral. Aprendendo com o tempo e progredindo cada vez mais, em 1994 começou a operar máquinas, até exercer o cargo de auxiliar de encarregado, no qual permanece até os dias de hoje. Hoje, ao receber a placa, ele agradece a homenagem prestada. “Criei meus filhos com o trabalho que exerci aqui, graças à empresa. Me sinto orgulhoso e apesar das crises que aconteceram eu continuo trabalhando. Isso mostra que sou um bom funcionário e enquanto eu puder estarei aqui, lutando”, ressalta Portela.
Para o Presidente do Sindicato Municipal Paulo Andrade, este dia é de extrema importância, pois destaca a grande estimação que a porcelana possui dentro da cidade. “Temos que valorizar não só o ceramista neste dia como também Campo Largo, que recebe honrosamente o título de Capital da Louça”, comenta.
Labirinto Micro
Conjunto de café e chá assinado pelo designer Marcelo Rosenbaum, mais uma vez explorando tradições da cultura regional brasileira.
A linha de produtos de louça, batizada "Labirinto Micro", à venda exclusivamente nas lojas Tok&Stok, apresentam estampas que fazem referências às tradicionais rendas cearenses -- traçadas através da técnica popular conhecida como labirinto.
A coleção foi produzida pela Porcelana Schmidt.
visita à fábrica da Porcelana Schmidt - unidade Mauá
No dia 25 de junho passado fiz um programa que foi de grande importância para minha pesquisa: uma visita à fábrica da Porcelana Schmidt - unidade Mauá.
![]() |
| Fábrica Porcelana Schmidt em 2009 foto: Dep. Design Porcelana Schmidt |








































