Lisboa, 01 Abr (Lusa) - Cerca de uma centena de peças de cerâmica, algumas raras, e desenhos de caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), da Colecção Berardo, estarão expostas a partir de 17 de Abril no Museu de Arte Moderna de Sintra.
Comissariada pelo historiador Rui Afonso Santos, a exposição "Rafael Bordalo Pinheiro - Da Caricatura à Cerâmica" está organizada em torno de um núcleo de 110 peças, entre elas algumas raridades de expressão naturalista e figurativa.
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A Colecção Berardo possui um acervo significativo de cerâmica das Caldas da Rainha, que cobre desde o chamado "Período Arcaico" ao "Pós-Bordaliano", conjunto que é agora mostrado ao público numa altura em que a histórica fábrica das Caldas da Rainha atravessa dificuldades financeiras.
De acordo com o Sintra Museu de Arte Moderna - Colecção Berardo, a exposição visa, por um lado, "tornar-se um apelo à salvaguarda patrimonial", e, por outro, "permitir um olhar renovado sobre a própria condição artística e cultural portuguesa contemporâneas".

Organizada em parceria com o Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, e a Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, a exposição apresenta o "génio artístico" de Rafael Bordalo Pinheiro, figura marcante da cultura portuguesa da segunda metade do século XIX.
Uma parte significativa das cerca de 110 peças de cerâmica é proveniente do espólio Emanuel Araújo, figura destacada da cultura contemporânea brasileira.

Outras peças presentes na exposição foram produzidas no final do século XIX e início do século XX por ceramistas das Caldas da Rainha como Manuel Cipriano Gomes, conhecido por "Mafra" (1830-1905).
Quando Rafael Bordalo Pinheiro se fixou nas Caldas da Rainha, em 1884, fundou com o seu irmão a Fábrica de Faiança das Caldas da Rainha, onde assumiu a direcção artística e chegou a fazer das Caldas da Rainha um centro de cerâmica reconhecido internacionalmente.
Artista empreendedor e multifacetado, Rafael Bordalo Pinheiro trilhou um percurso muito próprio, dedicando-se às artes gráficas, artes plásticas, ao desenho de objectos, decoração e à cerâmica, produzindo uma vasta obra que reflecte quase sempre de forma crítica o quotidiano cultural, político e social da época em que viveu.
No que diz respeito à obra gráfica, inovou com o desenho humorístico e o cartoon como expressão artística, retratando intelectuais, políticos e outras figuras típicas da sociedade da época.
Bordalo Pinheiro inspirou-se no próprio círculo de intelectuais e artistas que definiram a sua geração, nas personalidades dos diversos sectores de influência da sociedade oitocentista com quem privou, incluindo a própria Corte.
fonte: http://aeiou.expresso.pt/ceramica-exposicao-dedicada-a-bordalo-pinheiro-mostra-pecas-raras-e-caricaturas-em-sintra=f506575
Exposição dedicada a Bordalo Pinheiro mostra peças raras e caricaturas em Sintra
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Em clima caseiro, Museu expõe louças e porcelanas
O Museu Histórico Municipal ficará com jeitinho caseiro nos próximos meses. Desde 27 de março está em cartaz no local a exposição Louças da Casa, que reúne porcelanas, faianças, cerâmicas e louças produzidas pelas principais indústrias cerâmicas que funcionaram em São Caetano do Sul até metade do século 20 e constituíram a principal atividade econômica da cidade até o período.
Em meio a 150 peças, como pratos, tigelas, sopeiras, jarros, bules, xícaras, artigos para decoração, e outros objetos, uma instalação que traz uma mesa pronta para um chá da tarde dá o toque de aconchego à mostra. Com destaque para peças da Fábrica de Louças Adelinas e da Louças Cláudia (pertencente às Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo), há produções das indústrias: Cerâmica Toyoda, Porcelana São Paulo (Teixeira), Cerâmica Ita Brasil, Cerâmica Artística Da Costa, Cerâmica Marinotti e outras.
Começando por um conjunto de jarra e bacia em louça, com data de 1926, a mostra avança nas décadas e expõe peças produzidas até os anos 60. Um dos objetos mais interessantes é um jarro para vinho com um compartimento que servia para a colocação de pedras de gelo, que mantinham a bebida fria e não se misturavam a ela. Vale a pena, ainda, prestar atenção à delicadeza e à técnica das peças pintadas à mão.Se quiser entrar mesmo no clima caseiro o visitante pode tomar um café fresquinho, servido em um conjunto de porcelana produzido na cidade na década de 1970.
O supervisor do Museu, Clovis Esteves, explica o nome da exposição: "Escolhemos este nome pois estamos expondo peças feitas em casa, ou seja, produzidas em São Caetano, e que eram utilizadas em casa, no ambiente doméstico".
A exposição Louças da Casa fica em cartaz no Museu Histórico (Rua Maximiliano Lorenzini, 122 - Bairro da Fundação) até 30 de maio, com visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Mais informações pelo telefone 4229-1988. A entrada é gratuita.
