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Bordallo Pinheiro convida artistas brasileiros para criação de peças inéditas

fonte: http://www.publico.pt/Cultura/bordallo-pinheiro-convida-artistas-brasileiros-para-criacao-de-pecas-ineditas-1514900

03.10.2011 - 16:55 Por Cláudia Carvalho

A conhecida fábrica centenária de faianças, Bordallo Pinheiro, desafiou 16 artistas brasileiros para criarem peças originais inspiradas na obra de Rafael Bordallo Pinheiro (1846-1905), fundador da empresa. O objectivo é levar o nome da fábrica para o Brasil, através da comercialização da colecção limitada desenhada pelos artistas e de uma exposição em São Paulo. O mesmo acontecerá em Lisboa.



“16 BB – Bordallianos do Brasil” é o nome do projecto artístico luso-brasileiro, que trará à fábrica das Caldas da Rainha, até Março de 2012, os 16 artistas plásticos brasileiros, que passarão dez dias em Portugal, de forma a ficarem familiarizados com o modo de fabrico das peças da marca, as várias técnicas utilizadas, assim como toda a história da fábrica. No total serão 16 peças únicas, limitadas a 250 exemplares para comercialização (125 exemplares destinados ao mercado português e outras 125 peças para o Brasil).

“2012 será o ano da internacionalização da marca no mercado brasileiro e por isso faz sentido lançarmos este projecto”, disse ao PÚBLICO, Nuno Barra, director de marketing da Bordallo Pinheiro, explicando que é objectivo da fábrica lançar todos os anos uma campanha com artistas e países com quem Broldallo Pinheiro tinha uma relação mais directa.

O pintor Caetano de Almeida, que vive e trabalha em São Paulo, será o primeiro a dar início ao projecto artístico, estando já em Portugal para conhecer a empresa. Mas não só da pintura se fará o projecto, que pretende apresentar peças das várias áreas artísticas, da pintura à escultura, passando pela moda e fotografia. Depois de Caetano de Almeida, seguem-se Saint Clair Cemin (escultura), Barrão (pintura, escultura, multimédia), Tunga (escultura e desenho), Regina Silveira (vídeo-arte), Efrain de Almeida (escultura), Fábio Carvalho (objecto, fotografia, desenho, assemblage, multimédia) , Frida Baranek (escultura), Marcos Chaves (fotografia e vídeo), Sérgio Romagnolo (pintura, escultura), Tonico Auad (desenho, instalação e fotografia), Tiago Carneiro da Cunha (pintura e escultura), Erika Versutti (escultura), Estela Sokol (pintura) e as estilistas Isabel Capeto e Martha Medeiros. A regra é simples: um artista, uma peça, uma reinterpretação contemporânea do legado deixado por Bordallo Pinheiro.

“Rafael Bordallo Pinheiro tinha uma ligação ímpar com o Brasil, onde viveu anos antes de criar as Faianças Bordallo Pinheiro, fundando diversos projectos jornalísticos e culturais. Sentimos, ao lançar o convite a estes 16 artistas contemporâneos brasileiros, que este seria, indiscutivelmente um projecto com o qual Rafael se identificaria”, acrescenta, em comunicado, Nuno Barra, lembrando que Bordallo Pinheiro deixou, há mais de cem anos, a “Jarra Beethoven”, uma peça com 2,60 metros de altura, exemplar único e considerado o mais emblemático da marca, que o artista ofereceu à Presidência da República do Brasil, em 1899, e que está exposta actualmente no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

À semelhança do que aconteceu em Março, num projecto semelhante, onde a Fábrica Bordallo Pinheiro apresentou sete peças originais no Museu do Design e da Moda, em Lisboa, estas peças inéditas serão lançadas no final de 2012 em duas exposições, uma em Lisboa e outra em São Paulo, em espaços ainda a definir.

Para os interessados na compra, em Portugal as peças vão estar disponíveis nas lojas da Vista Alegre e da Bordallo Pinheiro, enquanto no Brasil vão ser comercializadas em galerias de arte.

A Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha foi fundada em 1884 com o propósito de revitalizar as artes tradicionais da cerâmica, cruzando-as com a modernidade de diversos estilos que anunciavam o futuro e com a originalidade e irreverência do seu criador, Rafael Bordallo Pinheiro. Esteve para encerrar há dois anos por dificuldades financeiras, tendo sido depois adquirida pela Visabeira Indústria.

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meu muito obrigado ao amigo LuisY por ter me avisado da matéria, senão a teria perdido.

Peças da Bordallo Pinheiro em filme de Almodóvar

fonte: http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2011/09/15/pecas-da-bordallo-pinheiro-em-filme-de-almodovar/



Várias peças da Bordallo Pinheiro, fábrica das Caldas da Rainha, estão em grande destaque na nova película do realizador espanhol Pedro Almodóvar, “La Piel que Habito”, um filme que acaba de estrear em Espanha após o excelente acolhimento da crítica no Festival de Cannes.

As típicas terrinas e peças decorativas das Faianças Bordallo Pinheiro, que fazem parte da imagem típica de Portugal, entre as quais “Abóboras”, “Tomates”, “Ananases” e “Laranjas”, assumem um papel de destaque em várias cenas do filme de Almodóvar, no décor de uma cozinha por onde passam os actores Elena Anaya, Marisa Paredes e António Banderas. O serviço de café “Colours” da Vista Alegre – chávenas, açucareiro e leiteira num apelativo e moderno tom cor-de-laranja – é também utilizado.

Para Nuno Barra, director de Marketing e Design Externo da Vista Alegre Atlantis e da Bordallo Pinheiro, “é um enorme orgulho sermos embaixadores da cultura portuguesa, num filme de Pedro Almodóvar, com peças da Vista Alegre e da Bordallo Pinheiro, que atravessarão fronteiras em mais um sucesso do aclamado cineasta espanhol”.

“Estamos muito satisfeitos por esta colaboração, que resulta de um caminho muito ambicioso que a Vista Alegre Atlantis tem trilhado nos últimos dois anos, aliando a sua tradição e excelência secular a uma renovação e contemporaneidade para a qual tem chamado um notável conjunto de artistas contemporâneos de peso, no panorama nacional e internacional. Esta reestruturação tem sido alavancada por uma agressiva estratégia de internacionalização e de expansão da rede de lojas próprias e pontos de venda, que tem levado a que muito mais públicos, de diferentes países e culturas, conheçam a excelência em porcelana, cristal e faiança de três marcas portuguesas centenárias detidas pelo Grupo Visabeira – a Vista Alegre, a Atlantis e a Bordallo Pinheiro”, sustenta Nuno Barra.

As peças Vista Alegre Atlantis e Bordallo Pinheiro, que Pedro Almodóvar escolheu para o seu novo filme “La Piel que Habito”, podem ser adquiridas nas lojas Vista Alegre Atlantis e na loja Bordallo Pinheiro das Caldas da Rainha.

Faianças Rafael Bordalo Pinheiro - Depósito de vendas


Caldas da Rainha [Visual grafico] : Faianças Rafael Bordalo Pinheiro / ed. de Jorge Garcia
Publicação: Santarem : Jorge Garcia, [a.c.a. 1954]
postal ilustrado : p&b ; 8,5x13,5 cm
Impressao fotografica. Postal nº 316. Bordo crenado

fonte: http://84.91.3.51/plinkres.asp?Base=BMCR&Form=COMP&SearchTxt=%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%22+%2B+%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%24%22&StartRec=0&RecPag=5

Caldas da Rainha Fabrica de Faianças



Caldas da Rainha Fabrica de Faianças / [ed. de Paulo Emilio Guedes e Saraiva]
Publicação: [Lisboa] : [Paulo Emilio Guedes e Saraiva], [a.c.a. 1904]
postal ilustrado : policromatico ; 9x14 cm
Impressao em fototipia.

fonte: http://84.91.3.51/plinkres.asp?Base=BMCR&Form=COMP&SearchTxt=%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%22+%2B+%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%24%22&StartRec=0&RecPag=5

Officina de Faianças de Bordallo Pinheiro


Officina de Faianças de Bordallo Pinheiro [Visual gráfico] : CALDAS DA RAINHA / Edição Costa
Publicação: [Lisboa] : Edição Costa, [a.c.a. 1903]
postal ilustrado : p&b ; 9x14 cm
Impressão em fototipia. Postal nº 363

fonte: http://84.91.3.51/plinkres.asp?Base=BMCR&Form=COMP&SearchTxt=%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%22+%2B+%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%24%22&StartRec=0&RecPag=5

Os sete amigos de Bordallo Pinheiro

fonte: http://avidaportuguesa.blogspot.com/2011/05/bordallo-pinheiro-e-os-sete-amigos.html
por: blog A VIDA PORTUGUESA

Para comemorar os 125 anos da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, foi pedido a sete artistas contemporâneos portugueses que criassem uma edição limitada de peças comemorativas. Ana Garcia Martins foi ver o resultado.

Rafael Bordallo Pinheiro foi um homem dos sete ofícios. Da sua mente e das suas mãos saíram trabalhos como ceramista, escritor, actor, ilustrador, caricaturista, pintor ou figurinista. Morreu há 106 anos, deixando atrás de si uma obra vastíssima. Um dos maiores projectos foi a Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, onde nasceram peças emblemáticas como as andorinhas, as fruteiras e os pratos em forma de couve, ou as lagostas de loiça. (...)

Para comemorar os 125 anos da Fábrica de Faianças, foi pedido a sete artistas contemporâneos portugueses que criassem uma edição limitada de peças comemorativas. O esultado esteve em exposição no Museu do Design e da Moda (MUDE) em Lisboa, e as peças estão agora à venda no Porto, na loja A Vida Portuguesa (...).

Bela Silva, Catarina Pestana, Elsa Rebelo, Fernando Brízio, Henrique Cayatte, Joana Vascncelos e Susanne Themlitz foram os nomes que contribuíram com criações. "Não interferimos no processo, apenas lhes foi pedido que utilizassem os moldes originais de Bordallo Pinheiro e que, a partir daí, reinterpretassem a sua obra. Não podiam ser peças que não tivessem nada a ver, era preciso ir ao ADN e intrepretá-lo. A ideia era fazer uma homenagem a Bordallo Pinheiro", diz Nuno Barra, director de Marketing e Design dos negócios de cerâmica, cristal e vidros do grupo Visabeira (detentor da Fábrica de Faianças).

O resultado foram sete peças decorativas ou utilitárias, numeradas e com certificado, num total de 125 exemplares de cada, e valores a variar entre os 350 euros (o "Cactus" de Susanne Themlitz) e os 2100 euros (o centro de mesa "Dueto", de Joana Vasconcelos). Depois de anos caídas no esquecimento, as peças Bordallo Pinheiro voltaram a ter uma procura notável, marcando presença em várias lojas. Para Nuno Barra, este novo interesse pelas peças deve-se ao valor histórico da marca. "As pessoas redescobriram Bordallo Pinheiro. Durante muito tempo, as peças estiveram associadas a ambientes muito rurais, e as pessoas não se identificavam. Mas depois, aos poucos, começaram a perceber que havia um legado cultural e artísticos, e que havia muita história por detrás das peças, que são únicas e extremamente diferenciadoras. Para além disso, há uma crescente procura de coisas revivalistas e mais naturalistas."

Com muitos moldes ainda por catalogar nos armazéns da fábrica é muito provável que continuem a surgir peças inéditas. "Bordallo Pinheiro deixou-nos uma obra vastíssima."

Time Out Porto, Maio 2011.

Deposito de Vendas / Faianças Artisticas Bordallo Pinheiro

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Deposito de Vendas [Visual grafico] / ed. de Faianças Artisticas Bordalo Pinheiro, L.ª
Publicação: [Caldas da rainha] : Faianças Artisticas Bordalo Pinheiro, L.ª, [1924-1925]
postal ilustrado : p&b ; 9x14 cm
Impressao em fototipia

fonte: http://84.91.3.51/plinkres.asp?Base=BMCR&Form=COMP&SearchTxt=%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%22+%2B+%22DE+Faian%E7as+Artisticas+Bordalo+Pinheiro%2D%2DPostais+ilustrados%2D%2DCaldas+da+Rainha+%28Portugal%29%24%22&StartRec=0&RecPag=5

título de ações de 1884 da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha



Lisbon, 30 June 1884, Share certificate à 20$000 Reis, #498, 46.5 x 29 cm, multicoloured, light horizontal fold across, DB. The most beautiful share certificate in perfect condition! Condition: EF. Probably the most magnificent stock certificate! The company was founded already in the 15th century by the Portuguese queen Dona Lenor. Under the leadership of her husband Johann II Portugal became the leading sea and colonial power of Western Europe. Caldas da Rainha (= thermal springs of the queen), the place where the porcelain and faience manufactory was built, is a therapeutic bath and was the favoured summer residence of the Portuguese monarchs.

The Fabrica de Faiancas still exists nowadays and is a great object of interest. The share certificate was designed by Raphael Bordalho-Pinheiro (1847-1905) and shows many of his favoured animal motifs. The execution of the artwork is very complex, because 11 colours were necessary for the print of the picture, whereas each single share certificate had to be printed manually.

Bordallo Pinheiro lança Zé Povinho que faz “manguito” à Moody’s

fonte: http://acartaagarcia.blogspot.com/2011/07/bordallo-pinheiro-lanca-ze-povinho-que.html

15.07.2011, Por: Daniel Almeida ,Público online


«A empresa Faianças Bordallo Pinheiro vai esta tarde lançar uma nova estatueta do Zé Povinho, com uma mensagem especial: o famoso boneco aparece a fazer um “manguito” à Moody’s, a agência de notação financeira que baixou o rating da dívida portuguesa para o nível de lixo. A criação de Bordallo Pinheiro adapta-se aos tempos modernos.

“O Zé Povinho não ficou alheio às ondas de choque provocadas por uma das notícias de que mais se tem falado em Portugal, e decidiu mostrar todo o seu descontentamento enviando um ‘manguito’ à agência de notação financeira que recentemente baixou o rating da dívida portuguesa para lixo”, lê-se no comunicado da empresa.

A utilização da personagem Zé Povinho, criação de Rafael Bordallo Pinheiro que se tornou um “elemento simbólico dos sacrifícios e injustiças impostos ao povo português”, serve, segundo a empresa, para “retribuir o pouco simpático ‘cumprimento’ que a agência de notação financeira deu a Portugal”.

Ao gesto pode juntar-se a voz dos portugueses descontentes. É que a estatueta “TOMA, Moody’s” será acompanhada de um postal endereçado à Moody’s, “onde cada um poderá escrever a sua opinião e, posteriormente, enviar para a sede da agência de rating”. “O objectivo é que o povo português se faça ouvir e que deixe bem claro a sua posição”, acrescenta o comunicado da empresa.

A estratégia comercial pode, segundo a fábrica de Caldas da Rainha, ser aproveitada pelos outros países europeus que têm estado debaixo do olho das agências de notação financeira: “Esta peça, que traduz um sentimento generalizado em muito países europeus, tem sido alvo de interesse por parte de inúmeras pessoas da Grécia, Irlanda e Itália. Dado o evoluir da situação, espera-se que outros países venham a aderir à iniciativa pois existe um interesse crescente por simbologias de protesto com história, como esta”.

O novo símbolo da contestação nacional, que já levou inclusive a um pequeno ataque pirata ao site da Moody’s na semana passada, começará a ser comercializado a partir da próxima sexta-feira, dia 22 de Julho, nas lojas da Vista Alegre Atlantis (que, tal como a Bordallo Pinheiro, pertence ao grupo Visabeira) em duas versões: a mais pequena custará 33 euros e a maior 60 euros. No entanto, a peça pode, já a partir de hoje, ser vista na loja da Vista Alegre Atlantis do Chiado, em Lisboa.

No dia cinco deste mês, a Moody’s baixou em quatro níveis o rating de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de “lixo” (junk)."

Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha

A Fábrica de Faianças nasceu do sonho de Rafael, acalentado pelo amigo de longa data, Ramalho Ortigão, e pela irmã Maria Augusta. O terreno (80.000 m) foi comprado por dois contos de reis e nele existiam 2 nascentes de água e 2 barreiros que serviriam de matéria prima ao fabrico de tijolos, telhas e louça artística. A escritura da fábrica, sociedade anónima de responsabilidade limitada, foi assinada a 30 de Junho de 1884 e Rafael entregou-se de corpo e alma ao plano arquitectónico das instalações. O resultado foi um pavilhão de dois andares com dois corpos laterais de pavimentos térreos, destinados a aulas e depósito de louça cercado dum parque ajardinado e arborizado, e um grande edíficio de um só pavilhão onde estavam instaladas máquinas e oficinas para além de três fornos. Para além de um grande pavilhão para venda e armazenamento dos produtos acabados.

125 anos da Bordallo Pinheiro expostos no Vivaci Caldas

fonte: http://www.jornaldascaldas.com/index.php/2010/03/31/125-anos-da-bordallo-pinheiro-expostos-no-vivaci-caldas/

bordaloO Centro Comercial Vivaci Caldas da Rainha promove a realização de uma exposição comemorativa dos 125 anos da Fábrica de Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro. Entre 1 e 21 de Abril é possível encontrar nas áreas comuns do espaço comercial criações originais e réplicas de Rafael Bordallo Pinheiro que testemunham o labor artístico e o génio criativo do grande reformador do desenho satírico.

A natureza será um tema em destaque na mostra onde figurarão criações muito diversificadas e à qual, numa clara alusão à Primavera, não faltarão as típicas andorinhas bordalianas. A exposição pretende ainda dar a conhecer o legado artístico do autor e as técnicas cuidadosamente preservadas pela Bordallo Pinheiro patentes nas texturas musgadas, na delicadeza das ornamentações e na vivacidade da pintura.
Com criações múltiplas que vão desde as loiças utilitárias até aos exemplares de azulejaria e às peças mais artísticas com pendor satírico, a colecção de cerâmica bordaliana reúne características únicas sendo mesmo classificadas como património artístico e histórico. As figuras do Zé Povinho e da Maria da Paciência, a par da Jarra Manuelina, são algumas das peças incontornáveis que sobressaem do vasto espólio e que agora podem ser apreciadas no Vivaci Caldas.

Fundada em 1884 por Rafael Bordallo Pinheiro, a Fábrica das Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro é responsável pela concepção de uma galeria de peças cerâmicas utilitárias e decorativas, assumindo-se como uma referência na arte nacional. A fábrica de faiança enveredou pela optimização dos recursos produtivos, sem deixar de obedecer aos métodos de fabrico tradicionais que mantêm viva a tradição da olaria.
O ambiente de fábrica será igualmente recriado no Vivaci. Para tal, estará a presença de uma bancada de trabalho antiga, onde se poderá observar as várias fases que precedem a elaboração uma peça, desde o molde ao resultado final. As comemorações continuam ao longo de 2010, destacando-se uma parceria com alguns dos mais ilustres artistas portugueses da actualidade, entre os quais Joana Vasconcelos, Henrique Cayatte e Fernando Brízio.

Jardim Bordalo Pinheiro abre grátis com 1205 peças

fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1483101&seccao=Sul



Entre cobras, sardões, caracóis gigantes, enormes vespas ou lagostas sobredimensionadas, o imaginário de Rafael Bordalo Pinheiro está desde ontem disponível a todos num jardim com o seu nome no Museu da Cidade de Lisboa, com 1205 peças.

A ideia de criar um jardim com peças de Bordalo Pinheiro partiu da jornalista e empresária Catarina Portas, na altura em que a fábrica de faianças ameaçou fechar. A empresa manteve portas abertas graças à aquisição da maioria do capital pela Visabeira e agora 1205 peças estão expostas num jardim do Museu da Cidade de Lisboa.

"Isto é uma descoberta à volta da obra de Rafael [Bordalo Pinheiro]. Há muitas coisas que as pessoas nunca viram, como, por exempl,o o caracol ou alguns animais que não são tão comuns na obra de Rafael, mas acho que o lado artístico e a linha de Rafael é logo identificada e portanto é muito fácil perceber que isto é Rafael", explicou à Lusa a autora do projecto, a artista plástica Joana Vasconcelos.

Na realização do projecto, Joana Vasconcelos teve como preocupações não só a recuperação do jardim, como o poder "devolver à cidade os jardins que outrora Rafael Bordalo Pinheiro fez". "Foi complicado porque são duas realidades diferentes. Este é um jardim de buxos, de uma época diferente dos jardins de Rafael e conjugar os dois foi uma grande aventura", adiantou Joana Vasconcelos.


Para o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, este é um projecto que vai ajudar a relançar o Museu da Cidade. "É um projecto que ficou muito bonito e é uma nova forma das pessoas virem visitar o Museu da Cidade, descobrirem este jardim e as peças de Bordalo Pinheiro", defendeu o autarca, em declarações à Lusa.

António Costa admite que esta será uma nova forma de "dinamizar" o museu, que comemora 100 anos, para chamar pessoas "que nunca vieram, que há muito tempo não vêm, pessoas que vão passar a vir". De acordo com o autarca, o projecto custou 120 mil euros e estará disponível gratuitamente a todos os que o queiram visitar dentro do horário de funcionamento do Museu da Cidade.

No jardim das maravilhas de Rafael Bordalo Pinheiro

por Clara Silva, publicado em 30 de Janeiro de 2010
http://www.ionline.pt/conteudo/44448-no-jardim-das-maravilhas-rafael-bordalo-pinheiro


Lisboa ganhou hoje um espaço verde e mais de mil animais. De loiça




Alice sentir-se-ia no País das Maravilhas se visitasse o Jardim Bordalo Pinheiro. Inaugurado hoje, é mais um dos pequenos refúgios verdes que Lisboa ganhou. Em pleno Campo Grande, no exterior do Museu da Cidade, entrar no jardim é como entrar no mundo da fantasia. Nas paredes recém-pintadas de branco, há gatos assanhados e um lagarto que tenta escapar para a confusão lisboeta. Uma vespa gigante aterrou nos arbustos em forma de labirinto e vários sapos cospem água para um lago recheado de caranguejos e lagostas que, se não fossem de cerâmica, enchiam a barriga a quase 50 pessoas.

São 1205 peças de faiança, a loiça fina de barro com a qual Rafael Bordalo Pinheiro criou bichos desmesurados, que dão vida ao jardim antes abandonado. "Estava mesmo em muito mau estado", garante ao i a artista plástica Joana Vasconcelos, responsável pela concepção artística do projecto. "Nenhuma das fontes funcionava e os pavões eram os únicos animais que ali andavam."

No início do século XX, alguns bichos de cerâmica de Bordalo Pinheiro já habitavam o Jardim da Estrela, em Lisboa, mas entretanto desapareceram. Elsa Rebelo, ceramista de 39 anos, foi quem recuperou os moldes gigantes das peças da cave da Fábrica de Faianças, nas Caldas das Rainha. "Mostrei-os à Joana Vasconcelos e ela ficou maravilhada com aquele património", conta a directora do ateliê artístico da Fábrica de Faianças.



Numa altura em que a fábrica de loiças criada por Bordalo Pinheiro em 1884 estava na iminência de fechar, Catarina Portas lembrou-se de criar uma "garden party" com as peças do artista, caricaturista e jornalista. "Foi salvar duas capelas", diz Joana Vasconcelos, "pegámos no jardim do Museu da Cidade, que precisava de uma vida nova, e salvámos a obra de Rafael".

A Câmara de Lisboa ficou entusiasmada com o projecto e Elsa Rebelo pôs mãos à obra. "Foi um esforço enorme porque os moldes estavam em muito mau estado e com partes em falta", explica. "Quando falamos num molde de uma peça, pode ser um conjunto de 40 moldes com muitas partes inexistentes."

A vespa gigante é o animal preferido de Elsa, mas também um dos que deu mais trabalho. "Depois de irem ao forno, algumas peças podem demorar mais de um mês a secar", conta.

Joana Vasconcelos concebeu a instalação dos animais no jardim: "Enfrentámos o mau tempo do princípio do Inverno e houve alguns atrasos", confessa a artista. Hoje está pronto a ser descoberto e não seria improvável ver um coelho branco de relógio na mão a correr entre os cogumelos de cerâmica.
Jardim Bordalo Pinheiro. Museu da Cidade, Campo Grande, 245, Lisboa. Terça a domingo das 10h às 18h. Entrada gratuita

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Belíssima fotogaleria do Jardim Bordalo Pinheiro:
http://dn.sapo.pt/galerias/fotos/?content_id=1483275&seccao=Portugal
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Jardim Bordalo Pinheiro é inaugurado em Lisboa

Gazeta das Caldas / Natacha Narciso
8:00 Sexta-feira, 29 de Jan de 2010

http://aeiou.expresso.pt/jardim-bordalo-pinheiro-e-inaugurado-amanha-em-lisboa=f560694


Trata-se de um projecto concebido pela artista plástica Joana Vasconcelos, sob ideia de Catarina Portas, que visa homenagear Bordalo Pinheiro e ainda criar um novo espaço de lazer.

Desta forma os bichos (macacos, caracóis, sardões ou caranguejos) e os vegetais (folhas de couve, cogumelos gigantes e vários motivos marinhos) que foram criados na fábrica caldense vão agora dar uma nova vida, contribuindo para um agradável passeio numa zona de passeio junto àquele espaço museológico.

"Este foi um desafio muito exigente", contou Elsa Rebelo, directora artística da Fábrica de Faianças, referindo-se ao moroso trabalho de pesquisa que foi necessário para recuperar os antigos moldes de Bordalo e fazer renascer todos os animais e motivos decorativos que agora embelezam aquele parque lisboeta.

"Foi necessário um grande processo de investigação também ao nível dos métodos e das técnicas a utilizar para recuperar moldes e modelos", contou a ceramista.

Ao todo, neste projecto terá trabalhado uma dezena de funcionários da fábrica caldense que realizaram centenas de peças de vários tamanhos. Há pequenas ostras, caracóis, andorinhas e até as gigantes vespas. Alguns destes animais fizeram parte da decoração do Pavilhão Português na Exposição Universal de Paris em 1889 enquanto que outros embelezaram o Jardim da Estrela em Lisboa.

A maioria são peças criadas por Bordalo Pinheiro, mas há uma fonte, decorada com sapos, que é da autoria do seu filho, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro.

"Fizemos recentemente duas lagostas gigantes, uma para o jardim e outras para a Colecção Berardo", contou a ceramista. Segundo Elsa Rebelo, tem existido procura por estes animais "renascidos" dos antigos moldes (muitos têm que ser recuperados) por parte de entidades que sabem que este é um verdadeiros desafio técnico. "Já o era no tempo de Bordalo e hoje em dia continua a ser", disse a responsável.

Elsa Rebelo espera que o Jardim Bordalo Pinheiro funcione como divulgação e que os animais e vegetais bordalianos "se possam no futuro propagar e decorar outros cantos e jardins", rematou a directora artística da unidade fabril caldense, hoje sob tutela do grupo Visabeira.

A inauguração do jardim amanhã contará com a presença do presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o vereador do Ambiente, José Sá Fernandes, da vereadora da cultura e turismo, Catarina Vaz Pinto e da artista. A Fábrica de Faianças caldense também vão estar representada.


Bichos bordalianos também no Museu de Cerâmica

O Museu da Cerâmica e o Grupo de Amigos abre no próximo sábado, dia 30 de Janeiro, uma exposição com um conjunto de nove peças - Cabeça de Burro, Golfinho, Cavalo-Marinho, Caranguejo, Cobra, Lagarto, Caracol, Jarrão Girassol e Cabeça de Cavalo.

A mostra vai apresentar peças de cerâmica de grandes dimensões, reproduções de modelos de Rafael Bordalo Pinheiro e de Joseph Füller, que foram executadas recentemente nas Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro.

Esta mostra irá decorrer na sala de exposição temporária do Museu da Cerâmica de terça-feira a domingo, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00.

Há uma nova associação nas Caldas da Rainha para defender a cerâmica

Gazeta das Caldas / Natacha Narciso
8:00 Sexta-feira, 29 de Jan de 2010
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/560690

Tesouros Verdadeiros assim se designa a nova associação que tem como objectivo "a salvaguarda e a valorização das memórias e da transmissão dos saberes fazer relativos à produção cerâmica, com particular interesse pela louça vernácula". Quem o diz é Conceição Colaço, uma das responsáveis desta "associação na hora", constituída nas Caldas no dia 18 de Dezembro e que adquiriu também a marca homónima.

Esta é uma entidade sem fins lucrativos que "quer ter um propósito de auto-sustentabilidade, assente na gestão da sua marca", disse a associada que é técnica do Museu de José Malhoa.

A sede desta associação será na Expoeste, num espaço cedido pela câmara, onde vão ter ceramistas a trabalhar ao vivo. Vítor Lopes Henriques, José Pires, João Lúcio e Madaíl Mendes são os artesãos que vão arrancar com o projecto e vão não só produzir peças mas também estão disponíveis para transmitir os seus conhecimentos.

No dia 6 de Fevereiro será discutido o plano de actividades em 2010 desta nova entidade. Os elementos da associação vão trabalhar e os bens e serviços que produzirem "serão orientados por padrões de qualidade, na reinterpretação de formas antigas e na criação de novos modelos, articulando tradição e inovação", contaram.

A associação vai começar com um atelier de cerâmica "mostrando todo o processo de produção cerâmica, aberto ao público, com entradas gratuitas" acrescentaram.

O objectivo desta nova associação é a salvaguarda e valorização dos conhecimentos adquiridos nesta arte e para valorizar os artesãos considerados como "verdadeiros tesouros do património nacional, criando condições para que possam transmitir o seu saber, sobretudo, às gerações mais novas".

Nas peças haverá sempre uma explicação sobre o objecto, a sua contextualização e sobre o artesão que fez o trabalho. "Estaremos sempre conscientes que se tratam de recriações", disse Conceição Colaço que falou inclusivamente de uma renovação dos bonecos de cordel e de movimento.

A associação terá uma acção patrimonial pois vai querer identificar os vários ceramistas e registar as suas memórias. Pretendem pois realizar um inventário do património imaterial respeitante à cerâmica local, bem como realizar acções de animação, divulgação e formação, no diálogo permanente com os diversos parceiros sócio-culturais.

Esta associação irá inspirar-se no conceito de economuseu, isto é, quer ter uma área museológica virado para uma dinâmica empresarial de fundo artesanal.

"Queremos obter lucro, com o objectivo de gerar riqueza" disse a responsável. Esta nova entidade está interessada em trabalhar de acordo com o interesse dos coleccionadores e também criar peças em séries limitadas. "A associação vai fazer os possíveis para integrar essa rede de economuseus", afirmou Conceição Colaço.

Tesouros Verdadeiros é uma associação para o Desenvolvimento e Património e teve como antecedente o atelier de cerâmica em ambiente museológico que funcionou na Casa dos Barcos, de 15 de Setembro a 31 de Dezembro último. Aquele foi dinamizado pelos ceramistas Vítor Lopes Henriques e José Pires.

Haverá a produção de peças que serão certificadas assim como a formação que pretendem que seja também certificada pelo IEFP.

A associação tem já logotipo registado. Foi criado a partir de uma aguarela de José Pires, feita por este artista para tal fim. Nesta obra de arte está presente, como ideia subjacente, duas formas emblemáticas da produção cerâmica caldense, a partir da segunda metade do século XX: a "garrafa" e a "jarra de rabanetes", evocando o cromatismo típico desta faiança.

A sede foi já cedida à Associação pela Câmara das Caldas e funcionará nas instalações na Expoeste, logo que fiquem concluídas as obras necessárias para instalação do atelier cerâmico.

Os órgãos sociais da associação têm os seguintes eleitos: Mesa da Assembleia Geral - Presidente, Guilherme Fernandes Madeiras; 1º Secretário, Abel Henriques Bernardino; 2º Secretário, José António Pires. Direcção - Presidente, Vítor Lopes Henriques; Secretária, Maria da Conceição Parreira Colaço; Vogal Viriato Bastos da Silveira. Conselho Fiscal - Presidente, João Rosário Lúcio; Relatora, Maria de Fátima Costa Vieira Lino; Secretário, Daniel Sobral Lapa Rabiais.

Rafael Bordalo Pinheiro nas Caldas



Rafael Bordalo Pinheiro e os seus jovens colaboradores



A história das relações entre Rafael Bordalo Pinheiro e o centro cerâmico caldense está recheada de equívocos e ideias falsas. Alguns remontam ao período em que o artista se instalou, com a Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, nesta vila, em 1884. Outros são o resultado de uma visão celebracionista do passado que sobre ele projecta o aplauso e o consenso que beneficiam certas figuras algumas décadas após o seu desaparecimento.


Uma ideia falsa, por exemplo, foi declinada por Júlio César Machado e Ramalho Ortigão, à época do próprio Bordalo: a de que a cerâmica caldense se encontrava, antes da chegada de Rafael Bordalo Pinheiro, numa situação de decadência, caracterizada pela ausência de inovação e actualização decorativa.


Antes de Bordalo: peça de Manuel Mafra



Um equívoco, por exemplo, foi transmitido por José Queiroz, numa obra editada pouco depois da morte de Rafael: a de que o meio cerâmico caldense teria provocado sabotagens na laboração da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.


Peça de Manuel Mafra



Uma terceira ideia falsa é a de que Rafael Bordalo Pinheiro se inseriu sem sobressaltos de maior no meio cerâmico caldense de que se tornaria de imediato o protagonista mais admirado e respeitado. A forma entusiástica como foi recebido na vila, pelas autoridades locais e pelo povo apinhado nas ruas, quando regressou do Brasil onde tentara colocar a Jarra Beethoven, em finais do século, não tem equivalente na desconfiança de favoritismo e concorrência desleal que enfrenta nas Caldas em 1887/1888. 


Rafael Bordalo Pinheiro: Jarra Dr. Feijão.



Este foi o tema da minha intervenção na sessão final do Congresso Internacional "Rafael Bordalo Pinheiro no seu tempo": identificar e discutir cada um destes "erros" históricos e traçar a respectiva biografia (origens, desenvolvimentos).

Apesar da tolerância da mesa, o tempo de que dispus ficou aquém do que precisaria para cumprir este programa. Mas quem fala pouco tempo tem certamente menos hipóteses de ficar a falar sozinho.

Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha: vista do Depósito e Loja, ponte e Parque das Faianças

fonte:http://oqueeuandei.blogspot.com/2009/11/rafael-bordalo-pinheiro-nas-caldas.html

Exposição dedicada a Bordalo Pinheiro mostra peças raras e caricaturas em Sintra

Lisboa, 01 Abr (Lusa) - Cerca de uma centena de peças de cerâmica, algumas raras, e desenhos de caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), da Colecção Berardo, estarão expostas a partir de 17 de Abril no Museu de Arte Moderna de Sintra.

Comissariada pelo historiador Rui Afonso Santos, a exposição "Rafael Bordalo Pinheiro - Da Caricatura à Cerâmica" está organizada em torno de um núcleo de 110 peças, entre elas algumas raridades de expressão naturalista e figurativa.



A Colecção Berardo possui um acervo significativo de cerâmica das Caldas da Rainha, que cobre desde o chamado "Período Arcaico" ao "Pós-Bordaliano", conjunto que é agora mostrado ao público numa altura em que a histórica fábrica das Caldas da Rainha atravessa dificuldades financeiras.

De acordo com o Sintra Museu de Arte Moderna - Colecção Berardo, a exposição visa, por um lado, "tornar-se um apelo à salvaguarda patrimonial", e, por outro, "permitir um olhar renovado sobre a própria condição artística e cultural portuguesa contemporâneas".



Organizada em parceria com o Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, e a Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, a exposição apresenta o "génio artístico" de Rafael Bordalo Pinheiro, figura marcante da cultura portuguesa da segunda metade do século XIX.

Uma parte significativa das cerca de 110 peças de cerâmica é proveniente do espólio Emanuel Araújo, figura destacada da cultura contemporânea brasileira.



Outras peças presentes na exposição foram produzidas no final do século XIX e início do século XX por ceramistas das Caldas da Rainha como Manuel Cipriano Gomes, conhecido por "Mafra" (1830-1905).

Quando Rafael Bordalo Pinheiro se fixou nas Caldas da Rainha, em 1884, fundou com o seu irmão a Fábrica de Faiança das Caldas da Rainha, onde assumiu a direcção artística e chegou a fazer das Caldas da Rainha um centro de cerâmica reconhecido internacionalmente.

Artista empreendedor e multifacetado, Rafael Bordalo Pinheiro trilhou um percurso muito próprio, dedicando-se às artes gráficas, artes plásticas, ao desenho de objectos, decoração e à cerâmica, produzindo uma vasta obra que reflecte quase sempre de forma crítica o quotidiano cultural, político e social da época em que viveu.

No que diz respeito à obra gráfica, inovou com o desenho humorístico e o cartoon como expressão artística, retratando intelectuais, políticos e outras figuras típicas da sociedade da época.

Bordalo Pinheiro inspirou-se no próprio círculo de intelectuais e artistas que definiram a sua geração, nas personalidades dos diversos sectores de influência da sociedade oitocentista com quem privou, incluindo a própria Corte.

fonte: http://aeiou.expresso.pt/ceramica-exposicao-dedicada-a-bordalo-pinheiro-mostra-pecas-raras-e-caricaturas-em-sintra=f506575