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15 de dezembro de 2011

peças modernistas - Porcelana Real

Fritz Schmidt, fundador em 1937 da Porcellana Mauá, após desentendimentos com os demais sócios, em 28/05/1942 deixou aquela fábrica. Em seguida fez um estágio de 3 meses como técnico na Cerâmica Matarazzo, de junho a agosto de 1942, em São Caetano do Sul, SP. Depois da Cerâmica Matarazzo, trabalhou na Fábrica Céramus de 01/09/1942 a 12/1943, em São Paulo, capital.

Finalmente, em 22/09/1943 Fritz Schmidt se uniu a um grupo de empresários, e de volta à cidade de Mauá, fundou a Porcelana Real Ltda. No ano seguinte a Real produziu seu primeiro serviço de mesa, pelo qual recebeu uma medalha de ouro na Exposição Industrial do Parque Antártica.


Em 1948 a Porcelana Schmidt, de Pomerode, que havia sido aberta em 1945 pela família de Fritz, assumiu o controle acionário da Porcelana Real, ficando ambas sob a mesma direção, mudando-se a razão social para Porcelana Real S/A.


Em 1972 a Schmidt fez a fusão do grupo, e a razão social Porcelana Real S/A deixou de existir, mantendo-se porém o nome comercial REAL até 1994.

Com a abertura da economia em 1990, junto com as crises mexicana, asiática, argentina, energética e cambial brasileira, e a situação política no Brasil, a Schmidt não teve mais condições de manter três fábricas autônomas. Para reverter a situação, em 1994 o grupo voltou-se para a especialização. A marca Real é extinta de vez, e a fábrica de Mauá é destinada à decoração da porcelana, abrigando também a produção de decalques, todo o estoque e distribuição de mercadoria, além do escritório central.

Como já foi dito nos posts anteriores sobre louça modernista no Brasil, a produção de peças com este caráter foi muito inferior do que a produção de peças tradicionais. E no caso particular da Porcelana Real, podemos perceber que esta produção era quase inteiramente de peças decorativas, com poucas excessões no terreno das peças utilitárias. Até mesmo o modelo de jogo de café que vemos abaixo, um pouco mais moderno do que os outros usados pela fábrica, recebeu muito mais decorações tradicionais do que modernas.

E como no caso da Schmidt, eu jamais observei uma só peça destas em feiras de usados, sites de leilão, brechós e bazares. Não se sabe sequer se as peças e decorações apresentadas abaixo realmente chegaram a ser produzidas, uma vez que estas imagens são de páginas de um catálogo de vendedor de 1961 (ano em que foi inaugurada a nova capital federal, Brasília), e como explicado no post de ontem, naquela época o catálogo apresentava todas as ideais da fábrica para aquele ano, mas apenas os jogos que recebessem encomendas é que eram efetivamente produzidos.
















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