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20 de setembro de 2010

malga média - Fábrica de Louças São Zacarias - Colombo



malga média, de consumo individual
Fábrica de Louças São Zacarias
louça de pó de pedra
sem decoração
1902/1909
coleção site Porcelana Brasil

Atualmente se conhecem menos de 20 peças desta fábrica, sendo que menos de 10 se sabe a localização atual das peças, sendo apenas 5 em coleções públicas, e as demais em coleções particulares.

Graças à dica do meu amigo Washington Marcondes, agora sou o mais novo proprietário de uma peça da mais antiga fábrica de louças do Brasil, que começou a operar no final do séc. XIX.

O mais interessante sobre esta peça é que, muito diferentemente de todas as demais, que são quase todas peças decorativas, esta é uma peça extremamente simples, de uso diário e popular, e pelo visto, foi mesmo muito usada por seus donos originais.

4 comentários:

  1. Gostei da simplicidade da sua tigela ou malga. Que encanto.

    Abraços de Lisboa

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  2. Obrigado Luis! É uma peça de extrema simplicidade sim, e por isso mesmo, de visível e verdadeiro uso diário, possivelmente mesmo por gente bem simples da época, pois eram os que compravam a louá fabricada no Brasil de 100 anos atrás. Os abastados só consumiam louça européia, e esse ranso caricato cultural dos tempos de colônia e depois império demoraram muito para diminuir, mas ainda nos assombra demasiado por aqui.

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  3. Caro Fábio

    Não resisto a transcrever parte do poema de Pedro Homem de Melo, que a Amália cantou tão bem cantou, pois a sua tigela parece acabada de sair do "Povo que lavas no Rio"

    "Fui ter à mesa redonda
    Bebi em malga que me esconde
    Um beijo de mão em mão.
    Era o vinho que me deste
    Água pura, fruto agreste
    Mas a tua vida não.

    Aromas de urze e de lama
    Dormi com eles na cama
    Tive a mesma condição.
    Povo, povo, eu te pertenço
    Deste-me alturas de incenso,
    Mas a tua vida não

    Povo que lavas no rio
    Que talhas com o teu machado
    As tábuas do meu caixão.
    Pode haver quem te defenda
    Quem compre o teu chão sagrado
    Mas a tua vida não

    Desculpe-me o poema, mas a sua malga é inspiradora

    Luís

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  4. Adorei o poema!
    E desculpe a demora em aprovar o comentário, mas o blogger anda com problemas há um tempo já.
    abs!
    Fábio

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