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13 de dezembro de 2011

peças modernistas - fábricas diversas

Para terminar a "onda" dos dois posts anteriores, agora apresento alguns exemplos variados de louça brasileira de caráter modernistas. Cabe lembrar que enquanto algumas fábricas investiam pesado neste tipo de modelagem e decoração, como a ADA, em outras este tipo de peça era praticamente uma exceção, ao menos pelo o que se pode observar em nossos dias, pelas peças que sobreviveram e agora podemos encontrar em feiras de usados e velharias, e sites de leilão.

A qualidade e beleza das peças, como era de se esperar, é muito irregular. Em alguns casos, chegam a ser questionáveis. E eu garanto! As mais grotescas e mal feitas eu sequer selecionei. Pois é, tem algumas ainda piores do que o apresentado abaixo.


CERÂMICA ADA

21(h) cm foto: cortesia Giovanni Archanjo
a mesma peça anterior, curiosamente com uma decoração
que mistura elementos tradicionais com modernistas

foto cortesia Fabiano Fernandes


FÁBRICA DE LOUÇAS ADELINAS



acervo Museu Histórico Municipal de São Caetano do Sul, SP
acervo Jandira Antonieta da Silva
acervo Museu Histórico Municipal de São Caetano do Sul, SP
acervo Museu Histórico Municipal de São Caetano do Sul, SP


CERÃMICA BOZZETTI 



CERÂMICA CELITE
A Celite foi uma fábrica de artigos sanitários, mas que produziu também algumas peças utilitárias, principalmente jarras e tigelas.




FÁBRICA DE LOUÇAS CÉRAMUS



CERÂMICA CONRADO BONÁDIO
A Conrado Bonádio, a partir de meados de década de 1950, com a entrada de uma nova diretora artística, Lucia Bonadio Bacchiocchi, e do diretor técnico Carlo Bacchiocchi, muda radicalmente sua produção, anteriormente totalmente tradicional na modelagem e decoração, e passa a produzir apenas peças com modelagem e decoração modernista, que acabaria sendo copiada por outras cerâmicas na mesma cidade (São José dos Campos), e mesmo por cerâmicas de outras cidades.





CERÂMICA FORJAZ




foto cortesia Luiz Sá

foto cortesia Luiz Sá


 CERÂMICA INCA



CERÂMICA IRACEMA

apesar de a modelagem deste conjunto ser totalmente tradicional, este foi incluído
por ser um dos exemplos  mais antigos conhecidos de decoração de influência art decó no Brasil.


CERÂMICA MAGNUSSON



PORCELANA SALER


esta peça, que fazia parte de um serviço de café, é uma exceção
na produção conhecida da Saler, sempre bastante tradicional.


FÁBRICA DE LOUÇAS SANTO EUGÊNIO



foto cortesia Washington Marcondes




PORCELANA SÃO PAULO
A Porcelana São Paulo, que depois passou a se chamar Porcelana Teixeira, é uma fábrica que se consagrou por produzir louça reforçada para bares, hotéis e restaurantes, bem como peças especiais utilitárias e decorativas vendidas brancas, sem decoração. Estas peças eram usadas tanto por empresas e ateliers profissionais, bem como por artistas amadores, os quais faziam suas próprias decorações nas peças brancas, como é o caso abaixo.


modelo modernista, mas que
recebeu decoração tradicional.

modelo modernista, mas que
recebeu decoração tradicional.


6 comentários:

  1. Olá Fábio,
    estou a achar este contágio bastante divertido.
    Estou também surpreendida pelas informações de que no Brasil a produção modernista surgiu em pouca quantidade, sempre pensei que por influência dos EUA a moda tinha tido mais força. Como desconheço a maior parte da produção brasileira, estou gostar muito de aprender. As peças da CERÂMICA FORJAZ são mesmo interessantes. Obrigada por todas as informações.
    Saudações,
    CMP*

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  2. Olá CMP,
    Minha afirmação de que a produção cerâmica modernista foi muito menor do que a da cerâmica mais tradicional na forma/decoração baseia-se apenas na proporção do volume de peças de ambos os tipos que encontramos hoje em dia em feiras de usados, bazares, brechós, sites de leilão, etc.
    Eu também acho que era de se esperar que houvesse bem mais peças modernistas, não apenas pelas razões que você mencionou, mas porque no modernismo no Brasil foi muito forte, vide a cidade de Brasília, construida do zero, no final dos anos 1950 para ser a nova capital do país, e inaugurada em 1961, que era inteiramente modernista, na arquitetura, urbanismo, mobiliário, etc.
    E depois de Brasília, a "onda modernista" tomou o país de vez, e eu também me espanto com a pouca quantidade de peças modernistas, em relação às tradicionais.
    Fico pensando se depois que esta moda passou, as pessoas não ficaram cansadas do estilo, e se desfizeram rapidamente das peças, enquanto aquelas mais tradicionais foram mais preservadas, por parecerem mais "ricas", mais luxuosas, ainda mais se pensarmos que em 1964 implantou-se a ditadura no Brasil, e talvez o escapismo para um tempo anterior tenha sido uma das formas de aguentar o presente difícil.
    Acabei de lembrar que há algumas peças modernistas fabricadas pela que ainda é a maior fábrica de porcelans no Brasil, a Porcelana Schmidt. Vou pesquisar o material que tenho desta fábrica, e fazer um "post adendum".
    abraços

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  3. boa noite, saberia dizer se há alguma fonte para consulta sobre 'cerâmica magnusson'? Já vi vasos e peças similares, algumas vezes com decoração abstrata circular, mas nunca encontrei bibliografia ou ref. obrigado.

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    1. Olá,
      infelizmente tudo o que eu conheço é esta foto de um site de leilões.
      abraços

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  4. Surpreendente o trabalho correto de pesquisas e pela linguajar escolhido(preciso,simples e superinformativo).Futilidades longe, frescuras tbm,auto-promoção moderada!Tudo muito BOM!...JASB

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    Respostas
    1. Obrigado, JASP!
      Só achei engraçado o "auto-promoção moderada"! :-)
      Nunca vi este blog como auto-promoção, mas talvez isto aconteça mesmo sem ser intencional.
      abraços!

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