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20 de junho de 2012

Tesouros arqueológicos escondidos nos subterrâneos de Manaus

fonte: http://acritica.uol.com.br/manaus/Manaus-Amazonas-Amazonia_0_605339665.html
por Cassandra Castro, em 15 de Dezembro de 2011

Tesouros escondidos debaixo de calçadas, avenidas, construções...Muitos que andam por Manaus sequer imaginam a riqueza que está escondida nos seus subterrâneos. Um pouco da Manaus colonial e até pré colonial está sendo resgatado pelo esforço e dedicação de profissionais que escolheram desvendar este complexo entrelaçado de épocas, costumes e artefatos. Um dos locais onde podemos encontrar um pouco deste universo de descobertas arqueológicas é o laboratório Alfredo Mendonça de Souza que funciona dentro do complexo de museus situado no Palacete Provincial, centro de Manaus.

Quando lá chegamos, somos cativados pela curiosidade das peças que vemos: filtros de cerâmica de grés intactos; garrafas de cerveja, de refrigerantes, de remédios, esculturas, pedaços de louças... A maioria destas preciosidades foi achada em locais distintos do centro de Manaus. Destes lugares são retiradas toneladas de material, resquícios de povos que viveram aqui bem antes de nós e que deixaram impregnadas nos locais por onde passaram , as marcas deste pedaço da nossa história. A turismóloga Socorro Paiva mostra parte de um acervo baseado nas 3 toneladas de material arqueológico retirado durante as obras de restauração da Catedral Metropolitana de Manaus,em 2002. A maioria do material ainda não foi analisada e está guardada em engradados, com os objetos cuidadosamente embalados .


Fragmentos pequenos que, juntos, revelam beleza de prato encontrado
durante escavações na área da catedral (foto: Cassandra Castro)
Uma mostra do que foi encontrado pode ser vista no laboratório. Socorro explica que o trabalho feito pela equipe de profissionais que trabalha aqui é demorado e delicado “ O visitante que chega aqui pode ver as principais etapas do fazer arqueológico e mergulhar um pouco no fascinante mundo que é buscar conhecer os nossos antepassados”, conta.

Podemos ver garrafas de louça importadas de Portugal, Dinamarca e Inglaterra, todas para acondicionar cerveja e que surgem aos milhares sempre que são realizadas obras que implicam sempre em mexer com solo e escavações no centro de Manaus. Exemplos não faltam e parte deles está ao alcance de quem visitar a exposição montada dentro do laboratório de arqueologia do Palacete Provincial. Muitas peças chamam a atenção pela beleza e diversidade. Locais como as esquinas da avenida Eduardo Ribeiro com Quintino Bocaiúva, Getúlio Vargas com rua Lauro Cavalcante, ruas José Paranaguá, Marcílio Dias, Costa Azevedo, Lobo D’Almada, todas no centro de Manaus, são exemplos de locais de onde muito materialarqueológico foi recolhido. Boa parte deles é levada por trabalhadores da construção civil ou até donos das propriedades que passam por obras e que acharam algo diferente. Por desconhecimento, alguns só entregam ao laboratório peças inteiras, mas muitas vezes, até objetos que estejam quebrados podem ter valor para estudo.

Atualmente, a equipe está no processo de levantamento dos fragmentos e peças de louças encontrados nos diversos locais que apresentaram registros de artefatos arqueológicos na cidade. O laboratório acaba funcionando como uma forma de sensibilizar a sociedade para a importância de resgate destas peças que fazem parte de um grande quebra-cabeças da história de Manaus. O laboratório é aberto à visitação, de terça a sexta, das 8h às 17h e fica localizado no Palacete Provincial , na praça Heliodoro Balbi, também conhecida como praça da Polícia, no centro da cidade. A entrada é franca.

4 comentários:

  1. Caro Fábio

    Lindo prato de faiança portuguesa, julgo que proveniente da zona de Porto ou Gaia. Eu iria apostar que era Fervença.
    Abraços lisboetas

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    Respostas
    1. Oi Luis, tudo bem?
      Sabia que seu eu publicasse esta foto, algum de vocês, experts no assunto, iriam dar uma opinião. OBRIGADO!
      Eu estou agora em trânsito, entre Manaus e Rio de Janeiro, numa conexão em Brasília. Amanhã eu ia varrer o teu blog, e "das Marias", pois achava que já tinha visto algo parecido. Vou olhar tb os meus "guardados" de catálogos de leilões, para passar alguma informação para o pessoal da arqueologia de Manaus.
      Eu estive lá fazendo uma consultoria de indentificação e datação de louça brasileira, mas acabei ajudando bastante nas louças estrangeiras.
      Sua afirmação faz todo sentido, pois foram econtradas louças de Devezas, tanto pinhas, como louça de mesa. E eu vi alguns poucos casarões com azulejos e pinhas, e os azulejos me parecem do norte, ao menos os vi em quantidade no Porto.
      Assim que tiver tempo, vou fazer um post sobre cerâmica antiga em Manaus. Não é muito, mas há algumas coisas bacanas.
      abraços!

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  2. Aguardamos os posts sobre Manaus do carioca mais português do Brasil

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  3. Só para constar: eu estive com este prato nas mãos na minha passagem por Manaus, e posso afirmar que as cores são incrivelmente intensas e satauradas, mesmo para algo que passou décadas sendo degradado debaixo da terra. Isso atesta a qualidade da pasta, dos pigmentos, e principalmente, do vidrado!

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