Em um leilão aqui no Rio, no ano passado, eu observei uma coisa bastante curiosa num jogo de jantar inglês, da Wedgwood: um selo adicional, com a razão social "Drohaoser Comércio e Indústria Ltda", e a inscrição "PRODUZIDO NA ZONA FRANCA DE MANAUS".


Em um leilão aqui no Rio, no ano passado, eu observei uma coisa bastante curiosa num jogo de jantar inglês, da Wedgwood: um selo adicional, com a razão social "Drohaoser Comércio e Indústria Ltda", e a inscrição "PRODUZIDO NA ZONA FRANCA DE MANAUS".


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palavras-chave: D. Pedro II
livro de Lídia Pardini
Acostumado com os poucos livros e monografias sobre porcelana e faiança já publicados no Brasil, sempre um tanto sisudos (às vezes pernósticos) ou técnicos demais, foi uma grande surpresa ler o delicioso livro de Lídia Pardini.
Embora em momento algum deixe de lado a precisão e confiabilidade dos dados técnicos, datas, locais e nomes apresentados, esta história da descoberta da porcelana na Alemanha, e sua difusão pela Europa, tem um texto muito fluido e bem costurado, e parece que se está lendo um romance dos mais inventivos, tamanha a quantidade de intrigas, traições, conspirações, espionagem, Reis e Rainhas vaidosos, entre tantos aspectos que um grande romance sempre nos oferece.
As belas reproduções fotográficas de peças de porcelana européias antigas são de muito boa qualidade, e o livro ainda conta com um capítulo dedicado aos cuidados que uma coleção de porcelana merece, uma tabela com as datas de fundação e fechamento das principais manufaturas européias (senti falta da Vista Alegre, de Portugal) e um pequeno guia de marcas e datação de Meissem e Sèvres.
É um livro indispensável para qualquer amante do assunto, mesmo para quem, como eu, dedique-se apenas à louça brasileira, pois afinal a tecnologia de fabricação de louça que foi trazida para nosso país pelos pioneiros desta indústria, e que usamos ainda hoje, se originou quase que inteiramente das antigas manufaturas européias.
Quem quiser adquirir ou saber mais sobre o livro, pode entrar em contato com a autora pelo e-mail lidia.pardini@plugin.com.br
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palavras-chave: livros
Outro "documento" que me interessa na pesquisa de louça nacional são as etiquetas de revendedores, que às vezes sobrevivem ao tempo, e permanecem coladas aos objetos, principalmente nas peças decorativas, que não são de uso diário como xícaras e pratos, e ficam quietas em seus cantos, sem ser lavadas depois de usadas.
Estas etiquetas são muito úteis no processo de datação das peças, e para tentarmos entender a qual mercado se destinavam, que tipo de lojas as vendia, entre vários outros aspectos.
Abaixo, alguns exemplos.

















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palavras-chave: Cerâmica Mauá, etiqueta, Porcelanarte, Ranzini, RR, Saler, Schmidt, Weiss, Zappi
Uma das coisas mais divertidas em fazer esta pesquisa sobre louça brasileira é desvender enigmas e quebrar paradigmas.
Nunca me conformei com uma certa marca "L", que MUITA gente vende como se fosse "Limoges".


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palavras-chave: L
Uma coisa que sempre me deixa curioso é encontrar ainda jogos de louça em suas embalagens originais, pois acredito que estas embalagens podem nos contar muita coisa sobre a história daquele jogo, seu público alvo, faixa de mercado, etc, e também muitas vezes as embalagens trazem informações adicionais, como nome do modelo, datas, nome da decoração, etc. Abaixo, alguns exemplos.









