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21 de dezembro de 2008

Dólar faz porcelana chinesa perder força


fonte: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/economia/conteudo.phtml?id=840238

A indústria brasileira de porcelana de mesa promete virar o jogo contra a invasão de produtos chineses no mercado. O dólar forte, a implantação de sobretaxas e a aprovação de um novo projeto de lei devem reduzir o fôlego das importações de artigos asiáticos em pelo menos 20% a partir de 2009, calculam as empresas do setor.

Embaladas pelo dólar fraco e pelos baixos custos de produção, as importações da porcelana da China se transformaram na principal dor de cabeça para as fabricantes nacionais nos últimos anos. Entre 2004 e 2007 elas passaram de US$ 4 milhões para US$ 18 milhões. O produto chinês, que chega ao mercado nacional custando entre 30% e 60% menos do que o nacional, tirou espaço do brasileiro.

Calcula-se que os chineses tenham abocanhado algo como 40% das vendas de porcelana de mesa no país nos últimos anos. Somente de janeiro a outubro deste ano foram importados US$ 23 milhões em aparelhos de jantar e chá e outros artigos de mesa e cozinha, 66% a mais do que no mesmo período do ano passado.

“Se o dólar se mantiver no patamar de R$ 2,30 a R$ 2,40, a participação dos chineses pode cair em até 20%”, comemora Antônio Girardi, presidente da Germer Porcelanas Finas, segunda maior empresa do setor no país, com fábrica em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. A moeda norte-americana disparou desde setembro e acumula uma valorização de cerca de 52% em relação ao menor preço do ano, de R$ 1,55.

Responsável por 90% da produção brasileira de porcelana de mesa e 30% da cerâmica de mesa do país, o pólo de Campo Largo abrange 36 empresas, que juntas produzem 450 milhões de peças por ano e faturam, juntas, R$ 1 bilhão. O setor emprega 6 mil pessoas. “Os chineses fizeram estragos profundos no setor, que teve que reestruturar, investir em tecnologia e produtos de maior valor agregado para se manter no mercado”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias de Porcelana, Vidros, Espelhos, Cristal, Pisos e Revestimentos Cerâmicos e de Louça do Paraná (Sindilouças), José Canisso. Segundo ele, o setor vem adotando uma série de medidas para tentar conter a entrada dos chineses. Em julho, entrou em vigor uma sobretaxa às importações, que elevou de US$ 0,44 para US$ 1,44 a taxa paga pelo quilo de porcelana importada.

Também está em fase de elaboração uma ação antidumping contra as importações da China, acusadas de entrar no mercado brasileiro com preços muito abaixo dos custos de produção. As empresas aguardam ainda a aprovação, no Senado, do projeto de lei 717/03, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que sujeitará os produtos importados às mesmas normas de certificação impostas às mercadorias nacionais. A idéia é proibir a importação ou o fornecimento de mercadorias em desacordo com a regulamentação técnica federal. “O Brasil é um dos poucos países sem uma legislação específica sobre a entrada de produtos importados. O projeto (que deve ser aprovado em 2009) vai valer para todos os setores, mas vai beneficiar muito a indústria de porcelana”, diz.

Contaminação

De acordo com o Sindiçouças, o maior problema da porcelana chinesa vendida no Brasil é a contaminação por elevados níveis de chumbo e cádmio, metais pesados que provocam danos irreversíveis à saúde humana e estão totalmente fora dos padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Câmbio favorece exportações

A expectativa é que o dólar forte também beneficie exportações da porcelana brasileira. Hoje 20% da porcelana de Campo Largo é exportada, mas muitas empresas reduziram seus contratos ou trabalharam com margens muito reduzidas nos últimos anos. Agora, elas têm a chance de recuperar a rentabilidade. “Antigos importadores, principalmente da América do Sul, que vinham substituindo a porcelana brasileira pela chinesa têm nos procurado para fazer negócios”, diz Antonio Girardi, presidente da Germer Porcelanas Finas. De acordo com ele, as exportações, que representam 5% da produção, devem alcançar 10% em 2009.

De acordo com o presidente do Sindilouças, José Canisso, o setor exporta principalmente para Estados Unidos, América Latina, Europa, Austrália e Nova Zelândia. De acordo com Canisso, em função do câmbio e da forte atuação dos chineses no mercado mundial, as exportações chegaram a cair para 40 milhões de peças, mas um esforço de modernização e de investimentos em maior valor agregado elevaram esse patamar para 90 milhões em 2008. (CR)

13 de dezembro de 2008

praça XV - 13/12/2008

Hoje fui à praça XV para desejar boas festas e bom ano-novo para os meus amigos vendedores, pois este ano não pretendo mais voltar em feiras, pois acaba sendo perda de tempo mesmo. Se tiver um tempo ainda na semana que vem, talvez faça o "circuito brechó" para também desejar ao pessoal boas festas.

Não comprei nada de especial, mas são peças bonitas, exceto pelo caneco de vinho, tipo de peça que não gosto, mas por ser da Cerâmica Mauá, e marca do Sol (1926/37) e ainda por cima apenas 5 reais... comprei!












30 de novembro de 2008

4o. Centenário do Rio de Janeiro "Extravaganza"


Ontem na feira da praça XV havia uma banca em que praticamente à venda era souvenir do 4o. Centenário de fundação da cidade do Rio de Janeiro. As peças eram basicamente da Porcelana Barão do Rio Branco e da Porcelana Mauá.



Eu adoro estas peças, claro que muito por eu ser carioca e ADORAR minha cidade, não importa o que falem dela, o qual seja a situação atual (uma característica bem carioca, que tem o lado ruim de levar as pessoas a se acomodarem e fazerem vista grossa para os problemas que deveriam ser enfrentado, mas isso é outro assunto).





Mas eu os aprecio PRINCIPALMENTE pelo fato do 4o. Centenário do Rio de Janeiro ter acontecido no ano em que nasci, 1965. E como sou obsecado pelo ano do meu nascimento...





Então, não poderia deixar de comprar algumas peças para a minha mini-coleção de louça do 4o. Centenário do Rio de Janeiro! Na verdade, esta coleção é tão "mini", que com as peças que comprei ontem (um bule, um prato de jogo de sanduíche, 1 caneca pequena, 2 xícaras de chá e 1 xícara de café), a coleção dobrou de tamanho.





Com isso, arrumei um lugar especial na organização da minha "macro" coleção, para poder expor todas as peças juntas.



Na banca ainda havia muitas outras peças, como xícaras com outros motivos decorativos, cinzeiros, covilhetes, bandejas, etc. Mas não dá para comprar tudo o que se quer sempre! Agora, se semana que vem eles ainda estiverem na feira... Ah, eu vou comprar mais sim!

pombinhos ingênuos - II


Ontem, na feira da praça XV, fiz uma LOUCURA (para os meus padrões baixa renda...)

Comprei uma caixa grande da Cerâmica Mauá, com decoração Willow feita com estanhola!



Eu já havia visto uma peça destas, na coleção de um colaborador aqui do Rio, e fotos enviadas pela minha boa amiga Bernardete (veja neste post>>).



Mês passado apareceu uma caixa como esta na feira da praça XV, mas o vendedor queria o "módico" valor de... R$ 350!!!. Irrealístico!



Pois bem, ontem quando cheguei na banca do Pedrinho (um dos vendedores mais gente-boa aqui no Rio, um cara incrível, um tipo de pessoa que praticamente não existe mais, tranquilo, super amigável, generoso, sempre disposto a ajudar, entre outras qualidades), havia esta caixa da foto acima, linda, branquinha, sem um lascadinho sequer, sem nenhuma mancha, não deve ter sido jamais usada nos seus 60 anos de vida.



Ele queria R$ 160 na caixa, mas deixou para mim por R$ 130. Comprei, sem pensar duas vezes!! A peça mais cara que havia comprado até hoje tinha custado R$ 60. Se fosse em outro vendedor, teria deixado passar, mas sendo com o Pedrinho comprei. Ele já vendeu diretamente 8 livros meus, e já deve ter influenciado indiretamente a venda de tantos outros, pois sempre faz muita propaganda do mesmo, e sempre se recusou a receber qualquer tipo de comissão.



Foi uma pequena "loucura", pelo valor, mas considero que foi meu auto-presente de Natal, e eu tenho um carinho especial pelo padrão Willow, mesmo sabendo que é um mega-cliché neste mercado de antiguidades, mas a decoração Willow lembra minha infância, a casa da minha avó, que tinha um jogo de jantar Willow que ganhou de presente de uma grande amiga vizinha sua, que teve que deixar o Brasil na época da Segunda Guerra Mundial, apenas por ser japonesa.



Meu único "medo" é abrir um precedente para peças nesta faixa de valor, que até então era uma "regra de ouro" para mim!



Mas eu acho que todos merecemos nos permitir uns pequenos luxos.

16 de novembro de 2008

tipologia: ânforas


Ânforas são vasos antigos de origem grega de forma geralmente ovóide e possuidoras de duas alças. Confeccionados em barro ou terracota, com duas asas simétricas, geralmente terminado em sua parte inferior por uma ponta ou um pé estreito, e que servia sobre tudo para o transporte e armazenamento de gêneros de consumo, tal como a salmoura. Era usada pelos gregos e romanos para conter sobretudo líquidos, especialmente o vinho. Servia também para conter azeite, frutos secos, mel, derivados do vinho, cereais ou mesmo água.

A palavra "ânfora" vem do latim amphora, que por sua vez é derivada do grego αμφορεύς (amphoreus), uma abreviação de αμφιφορεύς (amphiphoreus), uma palavra composta combinando amphi- ("nos dois lados", "duplo") e phoreus ("carregador"), do verbo pherein ("carregar").

Para uma correcta classificação deste tipo de recipiente, existem diversos catálogos (Dressel - ilustração ao lado, Haltern, Lamboglia - ilustração abaixo, Benoit, Gauloise, etc), de terminologia complexa e por vezes dúbia. A história da classificação destes está constantemente a ser alterada, de acordo com os dados que vão sendo recolhidos em diversas escavações arqueológicas em terra e sub-aquáticas.

Em Portugal, principalmente no litoral e ao longo dos principais cursos de água (rios), vão sendo descobertos inúmeros fragmentos deste tipo de recipientes, cuja produção remonta a lugares tão distantes como o mediterrâneo oriental, mundo grego, Península Itálica, província Gálica, Tarraconense e, mais próximas, da bacia de Cádiz e norte de África. Também foram produzidas ânforas em território Lusitano, em épocas mais tardias e geralmente relacionadas com o envase de produtos marinhos ou derivados deste.


fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/ânfora

ESTRUTURA DE UMA ÂNFORA



esquerda: orla (1), pescoço (2), alças (3), corpo (4) e pé (5) ou pedúnculo.

direita: orla (1), pescoço (2), alças (3), corpo (6) e pés (7); se usam ainda os termos conexão (4) e ombro (5) para descrever a evolução das formas.

15 de novembro de 2008

praça XV - 15/11/2008 - dia do desenho

Hoje a feira da praça XV estava ainda mais vazia do que vem acontecendo nas últimas vezes em que lá estive. Será que foi o feriado? Eu nem me lembrava que era feriado hoje, até dar de cara com a porta fechada do restaurante onde almoço todos os dias.

Rodei a feira inteira duas vezes, e em se tratando de praça XV, isso significa quase 1 hora de andança para cada vez, e no final só comprei mesmo duas peças muito curiosas que havia encontrado logo ao entrar na feira, distante duas bancas apenas de onde eu comecei a olhar a feira!

Estas peças foram compradas em uma banca de um senhor que só vende material de desenho, aquarela, caligrafia, etc, e segundo uma senhora que o ajuda, era tudo material dele mesmo.

A primeira peça é um godê da Cerâmica Mauá:




E a segunda também é um godê, da Cerâmica Matarazzo, só que os potinhos são separáveis e empilháveis, tendo uma tampa para fechar o mais ao topo:






O dado curioso desta banca... a senhora faz toda a conversação e negociação com os compradores; o senhor, dono das peças, fica no canto dele, com cara amarrada, não dá bola NENHUMA para os compradores, e só se mexe para pegar o dinheiro quando você paga a compra, ou para informar o preço de alguma coisa, sendo que não adianta perguntar direto para ele; você tem que falar com a senhora, e ela fala com ele... curioso!

13 de novembro de 2008

pior ainda quando ao invés da "ignorância", a mãe dos "bons negócios" é a mentira!


Há um tempo escrevi dois artigos aqui sobre os vendedores que ignoram de verdade, ou se fazem de ignorantes, para poder vender louça brasileira como se fosse importada. Recomendo uma olhada nestes artigos, pois este aqui tem relações com aqueles:

http://porcelanabrasil.blogspot.com/2007/12/ignorncia-me-dos-bons-negcios.html

http://porcelanabrasil.blogspot.com/2008/04/ignorncia-me-dos-bons-negcios-parte-2.html

Não é a primeira vez que isto acontece: um vendedor do site de leilões Mercado Livre, para promover seus anúncios, afirma que suas peças estão catalogadas em meu site.

Quando isso é verdade, não me importo mesmo! Está correto, e é natural usar uma referência conhecida e respeitada no mercado para valorizar suas peças.

Mas o que vem acontecendo cada vez com MAIOR FREQUÊNCIA são vendedores que fazem esta afirmação, e as peças anunciadas não estão catalogadas em meu site!!!

Isso é um ultraje, um absurdo, uma agressão, apropriação indevida, calúnia, perjúrio, sei lá o que!!! Só sei que me revolta! E já teve vendedor dizendo que suas peças estão "catalogadas no livro PORCELANA BRASIL"!!! Meu livro é um GUIA DE MARCAS, não há fotos de peças!!! A pessoa afirma o absurdo, meste descaradamente, sem sequer CONHECER O LIVRO!!!

Mas desta vez eu me irritei de verdade com um vendedor em particular, o "SECULO PASSADO", pois além de fazer afirmações mentirosas sobre um trabalho sério de minha autoria, com quase 5 anos de uma pesquisa dedicada e cuidadosa, quando eu pedi para ele retificar o que estava afirmando, por estar "incorreto", partiu para a agressão e ofensa... Vejam por vocês mesmos!

obs: Salvei os anúncios como imagem, antes que o vendedor mudasse tudo, ou deletasse o anúncio. Porém, como o arquivo é muito extenso, transcreverei abaixo apenas as partes mais relevantes:

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-84761586-porcelana-brasileira-lindissima-_JM

título do anúncio: PORCELANA BRASILEIRA - Lindissima
corpo do anúncio:
PEÇA identitica a uma do CATALOGO das pças de: PORCELANAS BRASILEIRAS
visite o site www.porcelanasbrsileiras.com.br
É prá vender RÁPIDO
Fabricante: NADIR
Ano Provavél: 1950 / 1960
Dimensões: 35 x 13 x 11 cm

discussão:
eu: 13/11/2008 08:08 - Sinto muito, mas o site Porcelana Brasil é de minha autoria, e posso afirmar que NÃO HÁ NADA SEQUER PARECIDO COM ESTA PEÇA, muito menos "idêntica". Peço que retifique esta afirmação, uma vez que é incorreta, e trata de algo de minha autoria. obrigado.
vendedor: 13/11/2008 10:51 - Se es FABIO CARVALHO terei o prazer em lhe enviar fotos de mais peças, e quem sabe aprenderá mais um pouco. Pois vc Não é dono da verdade. A PEÇA é LINDONA e que é bom bem POLEMICA. Pode comprar e apreciar esta RARIDADE. Grato pela visita.
eu: 13/11/2008 14:48 - sim, sou eu mesmo, Fábio Carvalho, autor do site no qual você para promover suas vendas, diz que apresenta peças idênticas às suas dos anúncios, o que não é verdade, por isso mais uma vez, solicito que retifique esta informação, pois além de não ser verdadeira, compromete um trabalho de minha autoria, contra minha vontade. Em segundo lugar, não entendo a afirmação enfática de que a peça é "lindona" e por isso é boa para polêmica. Em lugar nenhuma comentei as qualidades estéticas da peça; apenas afirmei que a NADIR JAMAIS PRODUZIU PORCELANA. Não sou dono da verdade, numca afirmei que era, mas este fato (Nadir jamais ter produzido porcelana, mas sim FAIANÇA, LOUÇA DE PÓ DE PEDRA, é fato concreto, que pode ser confirmado por qualquer outro estudioso do assunto. Enfim não estou aqui para participar de bate-boca e polêmicas, apenas solicito que EXCLUA DE SEUS ANÚNCIOS A AFIRMAÇÃO INCORRETA DE QUE HÁ PEÇAS IDÊNTICAS CATALOGADAS EM MEU SITE. obrigado
vendedor: 14/11/2008 09:38 - Prá sua informação estou colocando + 3 peças WEISS no mercado livre, Voçê pode ter feito o site, mais as peças NÃO. Elas são AUTENTICAS e LINDONAS. Pode ficar com raivinha. Compre se tiver condições e coloque em "seu" site. Um abraço e pare de querer atrapalhar minhas vendas.
eu: 14/11/2008 09:57 - ok, continue ENGANANDO e MENTINDO o quanto quiser para seus possíveis compradores; como já disse, não tenho nada contra as peças da Weiss, não as depreciei, nem disse que não eram bonitas; MINHA RECLAMAÇÃO É QUANTO À SUA AFIRMAÇÃO DE QUE ESTAS PEÇAS ESTÃO CATALOGADAS EM MEU SITE, O QUE É UMA GRANDE MENTIRA!! Como prometido, já levei o assunto para conhecimento público.

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-84472829-porcelana-para-cafe-weiss-ano-1950-_JM

título do anúncio: PORCELANA para CAFÉ WEISS - ano 1950
corpo do anúncio:
PEÇA PARA COLEÇÃO - Ano 1950
PORCELANA WEISS
Numerada e catolagada
Feita artesanalmente pela Fabrica WEISS
Tamanho: Pires 23 x 14 cm e Chicara: 6 x 8 cm + asa
A asa do pires partiu e foi colada MAis é de façíl restaouro.
Peça para mais de R$ 350,00 estou vendendo por R$ 130,00 - Pesquise na e-net sobre esta porcelana e veja quantas coleções PARTICULARES destas peças existem.
Coleção IDENTICA no CATALOGO da PORCELANA BRASIL.

discussão:
eu: 13/11/2008 08:15 - Os artigos da Weiss são em FAIANÇA, e não porcelana. Além disso, o site Porcelana Brasil é de minha autoria, e posso afirmar que NÃO HÁ NADA SEQUER PARECIDO COM ESTA PEÇA, muito menos "idêntica". Peço que retifique esta afirmação, uma vez que é incorreta, e trata de algo de minha autoria. obrigado. EM TEMPO: a numeração presente na marca é apenas a indicação de MODELO, nada tem a ver com tiragem.
vendedor: 13/11/2008 10:51 - Se és FABIO CARVALHO aprenda um pouco mais sobre a BELEZA desta peças, da coleção WEISS. Por gentileza não tente depreciar. Grato pela visita.
eu: 13/11/2008 14:53 - Não há NADA de depreciativo em afirmar a verdade sobre uma peça, quais sejam: WEISS NÃO FABRICAVA PORCELANA, mas sim FAIANÇA (LOUÇA DE PÓ DE PEDRA); você para promover suas vendas, diz que MEU SITE apresenta peças idênticas àquelas em seus anúncios, o que não é verdade, por isso mais uma vez, solicito que EXCLUA DE SEUS ANÚNCIOS A AFIRMAÇÃO INCORRETA DE QUE HÁ PEÇAS IDÊNTICAS CATALOGADAS EM MEU SITE, pois não é verdade, e compromete um TRABALHO SÉRIO de minha autoria, contra minha vontade. Por fim, em lugar nenhuma comentei as qualidades estéticas da peça.
vendedor: 14/11/2008 09:38 - Deixe de ser chato a peça é AUTENTICA e VERDADEIRA, se não tem condições de comprar, POR FAVOR não PERTUBE.
eu: 14/11/2008 09:59 - Em NENHUM MOMENTO eu disse que a peça não é autêntica! Claro que a peça é autêntica! MINHA RECLAMAÇÃO É QUANTO À SUA AFIRMAÇÃO DE QUE ESTAS PEÇAS ESTÃO CATALOGADAS EM MEU SITE, O QUE É UMA GRANDE MENTIRA!! Como prometido, já levei o assunto para conhecimento público.

12 de novembro de 2008

ignorância - mãe dos "bons negócios"? - parte 2


Ontem voltei ao Shopping dos Antiquários, aqui no RJ. Agora, com o Guia de Marcas nas mãos, fui lá checar se o Jogo de Jantar Mod. Oxford que comentei no post A ignorância é a mãe dos "bons negócios"? ainda estava à venda. Estava.



Vou descrever o diálogo palavra por palavra, pois fiz questão de anotar tudo "em cima do lance", para não perder detalhes, nem deixar minha memória deturpar alguma passagem:

Entrei na loja, fui até a cristaleira onde estava o jogo.

proprietário: - "Posso lhe ajudar"?

eu - "Sim, por favor; eu estou fazendo um levantameno nos antiquários aqui no Shopping para ver o que há de louça nacional à venda."

PP: (num movimento curioso de corpo, ao mesmo tempo se afastando de mim e girando-se no sentido contrário ao que eu estava) - "Ah, mas aqui não há nada nacional." (tom de voz num misto de nojo e desprezo).

EU: - "Mas aquele jogo ali. Mod. Oxford, é nacional, fabricado pela Cerâmica Matarazzo de SP."

Sua atitude muda, sou olhado com certa indignação e espanto, ele abre a cristaleira, pega um prato e olha a marca gravada.



EU: - "Esta marca aí, Mod. Oxford, foi uma das marcas fantasia que a Cerâmica Matarazzo usou em suas louças."

PP: - "Mas eu não vendo isso como porcelana brasileira!"

Esta frase para mim definiu tudo. O registro e modulação na voz me dizia "aqui aconteceu um ato falho". Isso saiu sem muito pensar, foi uma reação imediata e impulsiva. Me pareceu que embora informado sobre a realidade, ele não conseguiu digerir e aceitar a verdade. Seu olhar parecia de perplexidade. Mas logo recobrou sua pose anterior, após a minha resposta abaixo.

EU - "Mas o fato é que isso é uma louça de fabricação nacional, da Cerâmica Matarazzo de SP."

PP - "Eu nem considero isso uma boa porcelana!"

EU - "Bem, esta louça também não é de porcelana mesmo, é faiança."

Agora, mudando de vez de atitude, ele passa a falar de forma mais agressiva, impositiva, me olhando com desprezo, embora tudo disfarçado por um certo ar de elegância e distância (marca da loja, creio, que é elegantíssima, tudo impecavelmente bem arrumado, todas as peças em excelente estado de conservação, tudo muito chique mesmo), que só realçava o desprezo por mim, e pelo que estava ocorrendo.

PP - "Você QUER SABER O PREÇO?"

Disse que sim, que tinha conhecidos que colecionam louça da Cerâmica Matarazzo.

Em seguida, mostrei para ele no Guia de Marcas a página da Cerâmica Matarazzo, onde consta a marca fantasia Mod. Oxford, e disse, sempre mantendo a calma e educação, independente do que sentia internamente:

EU - "Veja aqui neste livro, essa marca Mod. Oxford, para comprovar que não estou dizendo nenhuma bobagem."

Ele olhou muito de relance, enquanto se afastava de mim, deixando claro que era para eu ir embora.

Mas mesmo assim não fui; saquei a caneta e anotei a transcrição acima do diálogo que acabara de acontecer.

O que achei mais significativo é que apesar de tudo, de ter sido alertado que aquilo não é um jogo inglês da Mappin & Webb, de ter mostrado em uma publicação a marca que está gravada em todas as peças daquele jogo, ele não fez QUALQUER menção de mudar a informação escrita no display de identificação e descrição, ao lado do jogo. Simplesmente fechou a cristaleira, me ofereceu o seu desprezo mais bem cultivado em 49 anos de tradição e estilo (slogan da loja), e tudo permaneceu como antes; pegou o telefone e foi cuidar dos seus negócios.

Era como se nada daquilo tivesse acontecido para ele, entrou em total negação, por qual razão cabe a cada um interpretar.

Mas o que importa é: o jogo continua lá sendo vendido como PORCELANA INGLESA, por um preço altíssimo, e talvez alguém algum dia o compre ACREDITANDO estar pagando aquela pequena fortuna em um jogo de jantar antigo inglês.

E ISSO MESMO DEPOIS DA VERDADE TER SIDO APONTADA!

Aí... a coisa já ganha outro nome, e não mais apenas ignorância no seu sentido mais puro e sem qualquer conotação negativa, no sentido de falta de informação. As informações foram dadas e comprovadas.

Por isso mesmo me sinto na obrigação agora de informar onde isso aconteceu, para que ao menos algumas poucas pessoas não venham a passar pelo horror da frustração de uma compra equivocada:



Snob Antiguidades
Rua Siqueira Campos 143 / 2o. piso, loja 153
Copacabana, Rio de Janeiro, RJ
tels: 21 2255-9672 e 2549-9335

saiba mais >>
- Marcas da Cerâmica Matarazzo

8 de novembro de 2008

praça XV - 08/11/2008

Finalmente, depois de várias semanas, consegui voltar à feira da praça XV!

Estava bem vazia de público e de vendedores; havia várias bancas desocupadas. E vai chegando esta época do ano, os vendedores já começam a reclamar que as vendas estão caindo...

Comprei este conjunto da Zappi:



A vendedora disse que este jogo está na família há 72 anos... Se a informação estiver correta, se poderá assumir que esta versão da marca da Zappi está em uso desde meados dos anos 1930.


Este vasinho pequenino da Cerâmica Artística SP




E um lote de 5 pratos de sobremesa Real anos 1950, pois nunca é demais comprar mais peças com O decalque "Rosas Fontana"!!!!

5 de novembro de 2008

Principais setores cerâmicos, matérias-primas utilizadas e características do processo de fabricação.




Obs.: * Classificação de Schuller & Henniche10; ** 21,26; *** O feldspato (ou concentrado de feldspato) é utilizado apenas nas porcelanas e,
eventualmente, no grês porcelânico, enquanto que nos demais produtos são utilizadas rochas feldspáticas.


de:
As Matérias-Primas Cerâmicas.
Parte I: O Perfil das Principais Indústrias Cerâmicas e Seus Produtos

José Francisco Marciano Motta, Antenor Zanardo e Marsis Cabral Junior

Cerâmica branca

A expressão “cerâmica branca” é proveniente do fato de que, no passado, devido à transparência dos vidrados, procurava-se produzir corpos brancos e isentos de manchas. Posteriormente, com o advento dos vidrados opacos, essa exigência deixou de existir.

O setor de cerâmica branca agrupa uma grande variedade de produtos, tais como louças e porcelanas (utilitárias e decorativas), sanitários e porcelana técnica, que se diferenciam, entre outros fatores, pela temperatura de queima e pela composição da massa, notadamente o tipo de fundente. A massa é do tipo composta, constituídas de
argilas plásticas de queima branca, caulins, quartzo e fundentes (feldspato, filito, rochas feldspáticas, carbonatos).

Uma classificação usual da cerâmica branca baseia-se no teor em peso da água absorvida pelo corpo cerâmico: denomina-se porcelana quando a absorção é zero (pode-se admitir até 0,5%); grês são designados os materiais com baixíssima absorção (geralmente entre 0,5% e 3%); e louça (ou faiança, maiólica, pó-de-pedra) refere-se os corpos mais porosos (geralmente superior a 3%).

A cerâmica branca é agrupada em três principais subsetores, apesar da profusão de termos e expressões para designar os seus produtos: porcelana, grês e faiança.

Entretanto, esta classificação não é apresentada com precisão quantitativa quanto às suas características, sobretudo ao limite da absorção d’água.

As porcelanas são fabricadas com massas constituídas a partir de argilominerais (argila plástica e caulim), quartzo e feldspato bastante puros, que são queimados a temperaturas superiores a 1250 ºC. Os produtos apresentam porosidade próxima a zero e compreendem a porcelana doméstica e de hotelaria (pratos, xícaras, jogos de chá etc.); porcelana elétrica (isoladores e peças para componentes eletroeletrônicos); e porcelana técnica, que apresentam elevada resistência física ou ao ataque químico.

O grês é feito a partir de matérias-primas menos puras, podendo incluir rochas cerâmicas como granito, pegmatito e filito como fundentes, ao invés de feldspato puro. Os produtos são queimados por volta de 1250 ºC e apresentam absorção de água reduzida (geralmente entre 0,5% e 3%).Os principais produtos são os artigos sanitários, também denominados de louças sanitárias, que inclui as diversas
peças de lavatório e higiene.

Os produtos faiança são compostos de massas semelhantes ao grês, mas usualmente podem incorporar, diferentemente da composição do grês, fundentes carbonáticos, portadores dos minerais calcita e dolomita. As peças são fabricadas a temperaturas inferiores a 1250 ºC e caracterizam-se pela maior porosidade (> 3%) e menor resistência do que as porcelanas e o grês. Seus produtos incluem aparelhos de jantar, aparelhos de chá, xícaras e canecas, peças decorativas etc.

29 de outubro de 2008

presentes! parte 2

Continuando a apresentação dos presentes que ganhei do meu querido amigo Washington Marcondes, de Campinas.

Nesta segunda parte, pratos e travessas.




travessa trigal rasa grande Santa Rita


prato de jantar Matarazzo-SP


prato de jantar trigal Vitória


prato de jantar Santa Catharina


prato de jantar trigal Santa Cruz

28 de outubro de 2008

presentes! parte 1

Desta vez apresento alguns dos vários presentes que ganhei do meu querido amigo Washington Marcondes, de Campinas, que como eu é um fanático pelos enigmas que a história de nossas fábricas de louça nos proporcionam.

Nesta minha estada em sua casa, bolamos várias teorias ótimas sobre o que pode ter acontecido com as fábricas ao longo de suas vidas, trocas de marcas e razão social, quem vem antes, quem vem depois; estilos, padrões... muita coisa!

Nesta primeira parte, xícaras e pires.


Adelinas


Cerâmica Mauá


Adelinas


RR


Porto Ferreira

27 de outubro de 2008

Compras em Porto Feliz, Sousas e São Paulo


bandeja de bolo Cerâmica Matarazzo (Louças Cláudia), com decalques Royal Doulton "Bunnykins rabbits". pela cor e desenho da marca, provavelmente é uma peça dos anos 1940. comprada em SP, através do Mercado Livre.



bandeja de bolo Porto Ferreira, com decalque comemorativo dos 400 anos de SP (1954). comprada em Porto Feliz.



travessa grande Porto Ferreira. pela cor e desenho da marca, provavelmente é uma peça dos anos 1940. comprada em Sousas.



prato de sobremesa Adelinas, com monograma. fabricado entre 1933 e 1937. comprado em Sousas



travessa rasa pequena Cerâmica Matarazzo (Louças Cláudia). comprada em SP.



molheira Porto Ferreira. pela cor e desenho da marca, provavelmente é uma peça dos anos 1930. comprada em SP.

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